terça-feira, 10 de maio de 2011

Açorda de Raia



A açorda está presente na minha infância como algo detestável: o cheiro pestilento a alho, o ovo escalfado tremelicante e o molho que rapidamente era absorvido pelo pão…

Dia de açorda era dia de juízo final à mesa. Nenhum de nós três, duas raparigas e um rapaz, comigo a encabeçar a fileira da antiguidade, queria sequer ouvir falar na palavra AÇORDA. Gostávamos de pão em geral, como qualquer criança, mas de "pão molhado" como a minha irmã dizia, era outra história. E vivíamos em terra de festas de Espírito Santo....

A minha avó e bisavó maternas moraram sempre connosco e, como os meus pais trabalhavam fora todo o dia, cabia-lhes a tarefa de cozinhar, coisa que elas faziam com gosto. Por isso, até fomos bafejados pela sorte porque sempre imperou o hábito da comida tradicional e saudável.

Algumas vezes, quando íamos almoçar a casa - e hoje em dia o mesmo não se passa, infelizmente, com a maioria das crianças - lá estava a terrina da açorda em cima da mesa.

Elas conseguiam decifrar sempre o olhar desapontado de três crianças, mas isto não as impedia de, uma vez ou outra, confeccionarem as ditas açordas.

Com o tempo parece que se aprende a gostar e a apreciar certos pratos e, hoje, adoro açorda.


Este prato surgiu de um aproveitamento de caldeirada de raia. Como sobrou algum peixe do almoço, e tendo em conta que há que ser-se criativa, ainda mais nos tempos que correm, decidi transformar uma caldeirada em terrina de açorda. Apenas deixei os ovos de fora, uma vez que este prato já continha proteína animal. Que me desculpem os experts em açorda.



Desfiei grosseiramente a raia estufada .

Fatiei pão caseiro, barrei-o com manteiga e coloquei-lhe umas folhas de hortelã.

Refoguei alho cortado aos gomos com uma colher de azeite. Coloquei os alhos por cima das fatias de pão.

Dispus a raia desfiada em cima das fatias e cobri a terrina com o molho da caldeirada que levei a ferver.



Sentem o perfume a hortelã e a alho?


Uma verdadeira maravilha!


Bom apetite!



Patrícia


Fusilli Tricolor com Atum, Ovo e Milho

Torna-se difícil experimentar todas estas deliciosas receitas num curto espaço de tempo, de modo que as vou experimentado aos poucos. Já pus em prática umas quantas; assim sendo, e como há já algum tempo que não vos fazia uma visita, aqui vai uma receita de massa bem fácil de se fazer. Nada como fazer a massa fresca na nova máquina da nossa amiga Ilidia, mas como a minha ainda está a “ser feita” (ihihih)… resta-me usar a massa vendida nos saquinhos do hiper.


 
Ingredientes

 
¾ de um saco de massa Fusilli tricolor
azeite q.b.
1 cebola picada
salsa q.b.
1 lata pequena de milho
2 latas de atum
3 ovos cozidos



Preparação

 
Cozer a massa Fusilli em água e sal, e, no fim da cozedura, deitar um fio de azeite. Escorrê-la e colocá-la num pirex. Juntar à massa uma cebola picada, salsa q.b., uma lata pequena de milho, duas de atum e envolver tudo. Raspar 3 ovos cozidos e voltar a envolver.

Bom apetite!!!

 
PMT

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Spaghetti verde com salsichas italianas


Olá! Passei por aqui para vos mostrar uma das minhas muitas experiências com a minha maquineta nova. Torna-se realmente viciante, pois podemos escolher o formato e não só a cor como a tonalidade das massas que fazemos. Desta vez, foi verde pastel.

Ingredientes para a massa:
200 g de farinha tipo 65
2 ovos médios
algumas folhas de espinafre (poucas, pois o objetivo foi obter uma massa clarinha)

Ingredientes para o molho:
3 salsichas italianas ("italian sausage", compradas na Base Americana)
1 cebola grande
2 dentes de alho
azeite q.b.
cebolinho para decorar
sal q.b.

Preparação:
Fiz a massa, como já expliquei aqui.
Cortei a cebola ao meio e depois em rodelas e piquei os alhos. Num wok, coloquei um pouco de azeite e juntei a cebola e os alhos. Quando a cebola ficou transparente, adicionei as salsichas, cortadas aos pedacinhos. Tapei, temperei com sal e deixei cozinhar, até as salsichas estarem acastanhadas e haver algum molho. Cozi a massa em bastante água, temperada com sal e um fio de azeite (como a massa é fresca, coze em menos tempo, cerca de 5 minutos).
Num prato, coloquei uma porção de massa, cobri com a mistura de salsichas e decorei com cebolinho picado. O Manel tem delirado com estas massas, cada dia da sua cor.

Nota: Estas salsichas poderão ser substituídas por salsichas frescas, porém estas têm um sabor característico, ligeiramente mentolado, daí que não seja necessário usar grandes temperos na receita.

Se quiserem uma coisinha doce, podem ir a Acre e Doce. Lá há muffins de chocolate.

Ilídia




domingo, 8 de maio de 2011

Quente e Frio e a solução para um aproveitamento de claras

     Quando faço arroz doce sobram-me sempre muitas claras de ovo. Antes fazia sempre suspiros com elas. Depois de descobrir que podia congelar as claras, deixei de fazer suspiros.

        Ainda ontem, em visita pelo blog da Magda Montez, vi outra dica de congelação das claras que será a minha salvação daqui em diante. Aprendi que posso congelá-las em couvetes, ocupando cada clara dois cubos.

      Até aqui costumava ter na porta do congelador uma única tupperware onde ia colocando as claras umas em cima das outras à medida que me ia sobrando. Quando as queria utilizar nunca sabia quantas já tinha congelado e era uma dor de cabeça para atribuir porções aos restantes ingredientes. Com este gelado que vos trago,  sobremesa deste almoço de domingo, aconteceu a mesma coisa. Foi feito a olho, mas acho que até me safei bem.

Deliciem-se!


Ingredientes:

2 pacotes de natas (400ml)
claras - a olho - talvez 8
11 colheres de sopa de açúcar
aroma de baunilha

Modo de Confecção:

Batem-se as claras em castelo e junta-se 8 colheres de açúcar.
Batem-se as natas. Adiciona-se 3 colheres de açúcar.
Misturam-se os dois preparados e adiciona-se aroma de baunilha a gosto.

Coloca-se numa feiticeira da tupperware, previamente passada por água para facilitar o desenformar.
Vai ao congelador.

Acompanho esta sobremesa com molho de chocolate.
Derreto uma  tablete de chocolate negro  com uma colher de manteiga em banho maria ou no micro-ondas.

Bom Domingo!

Patrícia

sábado, 7 de maio de 2011

Mousse de Lima

Ainda me lembro da pior sobremesa que fiz como se tivesse sido hoje. E foi um mousse de Kiwi. O nome até é ao mesmo tempo sugestivo e intrigante, mas no amadorismo da altura, e ainda só passaram cinco anos, não levantei fervura aos kiwis e o ácido destes destrui por completo o que para mim era uma inovação e uma sobremesa a apreciar pela sua invulgaridade. Enfim, saiu algo completamente intragável, sem textura definida. Acabou por ser também uma autêntica decepção colectiva porque foi uma sobremesa que levei para um jantar de amigos, em casa da Paula.
Devem estar a pensar neste momento o que é que o relato do meu desastre culinário tem a ver com a receita de hoje. Pouco. Toda esta história serviu para vos dizer que foi esta minha amiga Paula que me deu a receita desta mousse de lima que, no meu entender, é fantástica.

É importante referir que qualquer pessoa que goste de citrinos irá apaixonar-se por esta mousse.

Também é relevante mencionar que qualquer pessoa que não aprecie doces ficará também apaixonada por esta receita.

Deliciem-se, então.


Ingredientes para 6 pessoas

1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
3 limas
1 saqueta de gelatina neutra em pó

Modo de confeccionar

1º Raspar a casca das três limas para um pratinho. Reservar.
2º Misturar no leite condensado o sumo das três limas e mexer com a batedeira.
3º Bater as natas frias sem adicionar açúcar (prefiro usar a Bimby para este efeito)
4º Dissolver a gelatina neutra em pouca água morna e juntá-la às natas.
5º Juntar as natas batidas à mistura de leite condensado e sumo de lima e bater com a varinha.
6º Colocar numa taça grande ou em várias tacinhas e decorar com a raspa da lima.

Patrícia

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Salada de Ovo Mexido com Atum e Grão

Esta receita surgiu da necessidade de se confeccionar cá em casa refeições mais leves e refrescantes. 

Afinal aproximam-se dias de sol. Será?? E queremos todas caber no biquini!

Para além disso, a realidade é que nem sempre temos tempo para pratos muito elaborados, especialmente  depois de um dia de trabalho, em que há uma série de rotinas que se automatizam assim que chegamos a casa e despimos o "eu profissional" para vestirmos o "eu doméstico". 

Por isso, e segundo o povo português, como a necessidade aguça o engenho, ou como disseram os Ingleses aquando da Revolução Industrial, no século XIX, "necessity is the mother of invention", rapidamente engendrei esta salada  que acabou por agradar a toda a gente.

Deixo então aqui uma sugestão para esta transição estival.


Ingredientes para 6 pessoas
4 ovos
3 latas de atum
1 lata de grão
1 lata de feijão verde rolo
4 cenouras (uma para raspar às tirinhas e 3 para cozer a vapor)
4 courgettes pequenas
1 cebola pequena
salsa picada
3 tomates
azeite
vinagre balsâmico


Modo de Confeccionar


Fiz os ovos mexidos numa frigideira, aos quais adicionei sal e pimenta moída na hora. Reservei.


Cozi as courgettes e 3 cenouras a vapor.


Retirei o atum, o grão e o feijão verde das latas e coloquei-os numa tigela de vidro e adicionei a cebola e a salsa picadas e a cenoura raspada.


Temperei com azeite e vinagre.


Acompanhei com os legumes cozidos a vapor e com uma saladinha de tomate temperada à parte.




Bom apetite!


Patrícia

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lasanha com sabor a lula

Olá a todas, já algum tempo que não deixava a minha contribuição aqui, pois as férias fazem dessas coisas. Também "abandonei" o meu cantinho durante uns dias que decidi tirar para sair daqui deste "casúlo" tranquilo (ilha) e rumar ao movimento da capital e claro não podia deixar de ir visitar o meu Alentejo que está num pequeno cantinho no meu coração.
Há quem tire férias para descansar e há outros, como eu que gostam de tirar férias para sair do sossego. Eu adoro a minha ilha, mas sinto falta de vez enquando de mudar para "ares" mais movimentados, não tivesse eu vivido uns bons anos da minha vida no continente. Gosto porque cresci e aprendi muita coisa que não teria tido oportunidade de conhecer se não tivesse saído daqui. Lembro-me que quando vim para cá houve uma pessoa que me disse " Susana, quando chegás-te aqui eras uma moça e agora sais uma mulherzinha" , estas palavras saíram da boca de uma pessoa com muita experiência de vida e a qual devo muito do meu conhecimento, foram palavras que ficaram gravadas e que nunca irei esquecer.
Bom, mas passando à receita... dessa vez trago uma receita que serviu para aproveitar o recheio que fiz para rechear uma lula grande que fiz para o dia da mãe. Fiz com quantidade a mais mesmo a pensar fazer uma lasanha, porque o meu filho não é muito "adepto" de lulas e assim comia sem se aperceber...o que não aconteceu! hehehe


Ingredientes:

Recheio de carne moída com tentáculos de lula
Tentáculos e barbatanas da lula
2 cebolas médias picadas

5 dentes de alho picados
2 folhas de louro
1 lata de tomate frito
1 pimento vermelho picado
1 lata pequena de ervilhas
1 caldo de peixe
Vinho branco para refrescar
Sal q.b.
Mistura de pimentas em pó
1 c. de sopa de massa de malagueta
Azeitonas pretas em rodelas

1 embalagem de lasanha fresca
3 fatias de queijo flamento
200 ml de natas de soja
Pão aromatizado com coentros

Fiz assim:
Num tacho largo fiz um refogado com azeite, as folhas de louro, a cebola e os alhos picados e o pimento. Quando a cebola se apresentava mole juntei o tomate frito, envolvi bem e depois de começara ferver refresquei com um pouco de vinho branco.
Adicionei a carne moída e os tentáculos da lula picados, temperei com o caldo de peixe, o sal e a massa de malagueta, envolvi tudo e deixei refogar mexendo ocasionalmente.
Quando a carne se apresentava cozida acrescentei as ervilhas lavadas e escorridas e as azeitonas e deixei ferver. Retifiquei os temperos e reservei.
Untei um pirex com óleo em spray e forrei com fatias de lasanha e por cima distribuí um bocado do recheio e assim sucessivamente, a última camada é de massa. Por cima coloquei o queijo (era o que tinha no momento), depois as natas e por último polvilhei com o pão aromatizado e levei ao forno a assar.



E assim todos ficaram contentes com o almoço, mesmo o meu filho que notou logo o sabor a peixe!

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos                                                                                             Susana

Pudim Tropical

Um doce para o Espírito Santo …


Não sou muito velha, no entanto quando era mais nova, lembro-me que, quando se ia visitar o Espírito Santo, as mães levavam produtos alimentares, tais como farinha, açúcar, manteiga, ovos, entre outras coisas. Eram para ajudar na função, diziam elas. Depois, rezava-se o terço e a seguir havia “o baile”, onde se esperavam os rapazinhos de fora da freguesia, principalmente os das Fontinhas e das Lages, que eram, sem dúvida, os mais “lindinhos” (será que foi por isso que casei com um das Lages?). Gostávamos de dançar “slows”, mas primeiro esperávamos que as nossas mães fossem embora porque era uma vergonha dançar com elas a verem (bons tempos).

Os tempos mudaram e agora já ninguém baila, os “slows” passaram para “house music” e rapazes conhecem-se através da internet, que é muito mais fácil do que estar semanas a tentar falar com aquele tal rapaz do canto, o da “samarra de couro”! Também já não se reza como antigamente, sem que para isso haja um incentivo. Por isso, em vez daquele quilo de arroz ou açúcar, agora visita-se o Espírito Santo levando um doce para pôr na mesa (pelo menos na minha freguesia) e depois é vê-los, a seguir ao enfadonho terço, a empanturrarem-se de dezenas de sobremesas, cada uma com melhor aspecto que a outra.

Tal como as outras donas de casa “prezadas”, eu também fui a semana passada visitar o Espírito Santo (eu agora é que sou a mãe, que desgraça!) e também levei a minha taça de sobremesa! O que saiu foi este pudim que é, geralmente, apreciado por todos. Espero que gostem.



Ingredientes:

4 chávenas de água

1 chávena de açúcar (a receita original diz 2, mas acho que fica muito doce)

1 lata de pêssego em calda grande

4 carteira de boca doce de caramelo

2 caixas de natas

1 lata leite condensado cozido

3 folhas de gelatina incolor



Preparação:

Leva-se as 4 chávenas de água com o açúcar ao lume, a levantar fervura. Desfaz-se as carteiras de boca doce na calda do pêssego, reservando o pêssego, que é cortado em pedaços mais pequenos. Quando a água levantar fervura, junta-se o preparado de boca doce (muito bem desfeito senão fica com grumos). Deixa-se engrossar a calda, mexendo sempre muito bem para não pegar ao fundo do tacho. Quando estiver preparado, junta-se os pêssegos reservados. Mexe-se um pouco, mas sem deixar cozer em demasia senão ficam muito moles. Deita-se o preparado numa taça grande, visto que é um pudim generoso. Deixar arrefecer bem.

Quando o pudim estiver frio, bate-se as natas. Assim que estiverem batidas, junta-se a lata de leite condensado cozido e bate-se mais um pouco. Entretanto já devem ter as folhas de gelatina demolhadas. Deitem fora a maior parte da água usada para demolhá-las, conservando um pouco para levar ao microondas a derreter (cuidado para não ficar quente demais, pois fica em fio, assim que deitarem nas natas). Deitar as folhas de gelatina dentro do preparado das natas, mexendo muito bem. Deitar por cima do pudim e levar ao frigorífico.

Como vêem, simples e saboroso! Pelo menos é o que me dizem! Não sei se estão a ser sinceros……

Bom apetite

Rosa


terça-feira, 3 de maio de 2011

Legumes ao vapor com molho agridoce e millet


Com o verão a aproximar-se (a passos muuuuuuito lentos), começa a apetecer comer saladas. Para as tornar mais apelativas, tento diversificar os legumes, optando pelos mais coloridos, e fujo à segurança de utilizar sempre o arroz ou as massas. Desta vez, usei millet, segundo o que pude apurar, um ingrediente muito rico, acerca do qual podem saber mais clicando aqui.


Ingredientes (para 4 pessoas):
900 g de água
100 g de millet
200 g de cenoura, em tirinhas finas
75 g de pimento encarnado em juliana
75 g de pimento amarelo em juliana
75 g de pimento verde em juliana
200 g de courgette às rodelas muito finas
250 g de cogumelos laminados
100 g de rebentos de soja frescos

Ingredientes para o molho agridoce:
1 pedaço de gengibre do tamanho de uma noz, descascado
50 g de pimento encarnado
50 g de vinagre de framboesa
50 g de açúcar amarelo
50 g de mel
1 colher de sopa de Maizena
1 colher de chá de sal
60 g de molho de soja
1 colher de sopa de sumo de lima (usei limão)
150 g de água
Pimenta q.b.
200 g de ananás fresco aos cubos

Preparação:
Cozinhei o millet, segundo as instruções da embalagem.
Preparei a varoma com as cenouras, os pimentos e a courgette. No tabuleiro da varoma, coloquei os colgumelos e os rebentos de soja. Coloquei a varoma e programei 22 minutos, varoma, velocidade 1. Reservei. 

Preparação do molho:
Coloquei no copo o gengibre, o pimento vermelho e piquei 8 segundos, velocidade 8. Reservei.
Coloquei o vinagre, o açúcar, o mel, a Maizena, 150 g de água, o sal e programei 3 minutos, 100 graus, velocidade 2.
Adicionei o molho de soja, o sumo de limão, a pimenta, o ananás e misturei 5 segundos, velocidade 3.
Juntei os legumes numa taça, o molho agridoce e misturei com o millet.

Se se adicionar carne aos pedaços ou ovo, esta salada pode ser transformada em prato principal.
Fonte: Livro Bimby – Cozinhar à Minha Maneira

Hoje, em Acre e Doce, a opção é mais pesada: Lasanha de carne!

Um beijinho, Ilídia

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe e um Convite para um Chá

Depois do poema  de Eugénio de Andrade que a Ilídia publicou em Acre e Doce que me deixou arrepiada, resolvi presentear a minha mãe com algo simples mas carinhoso: um lanche à Inglesa. Acabei de fazer os scones  e estou a aguardar as cinco da tarde para escaldar o bule e servir o seu chá favorito: o Earl Grey da Twinings.


E já preparei a mesa.


Feliz Dia da Mãe!





Para confeccionar esta receita inspirei-me nos scones da Diana do blog Azoresgal. Mas utilizei a Bimby, o que me facilita sempre a vida.


Ingredientes:


2 chávenas de  farinha sem fermento
3 colheres de açúcar ( coloquei 5)
5 colheres de chá de fermento
1 pitada de sal
1/3 de chávena de manteiga fria
1 chávena de leite


Misturam-se todos os ingredientes na velocidade da massa.
Estende-se a massa com o rolo numa superfície enfarinhada e com um copo fazem-se os scones.
Vão ao forno pré-aquecido cerca de 15 a 20 minutos em tabuleiro untado e enfarinhado.


Bom apetite!


Patrícia

sábado, 30 de abril de 2011

Favas Guisadas com Ovos e Linguiça da Terra

“Quando sou velha sou rica,
mas em moça ando com pobres,
rogando de porta em porta,
para alcançar alguns cobres.
Na minha maior pobreza
todos me querem ver nua,
despem-me sem cerimónia,
botam-me o fato na rua.
Até me tiram os olhos,
por mais infeliz me ver,
mas se alguém briga da língua
sempre comigo vem ter.



Após esta adivinha tradicional, cuja solução se encontra no título desta receita, vou-vos explicar porque vos trago este prato.
Este é um prato que é frequentemente confeccionado cá em casa, ora com favas ora com ervilhas, por tradição familiar. Em geral, é do agrado de todos, porque é bastante saboroso. Para além disso, é de fácil execução.

Ingredientes para 4 pessoas

1 kg de fava (compro da congelada)
½ linguiça da terra ( aposto na da Agualva)
4 ovos
1 cebola grande
5 dentes de alho
Polpa de tomate (6colheres de sopa)
1 caldo de carne
1 copo de vinho branco bem cheio
Especiarias (pimenta da Jamaica em grão; pimenta preta; piri-piri)
Azeite
2 copos cheios de água
Sal

Modo de Confeccionar
Faz-se um refogado em azeite com a cebola e o alho picado. Tira-se a pele à linguiça e corta-se às rodelas. Junta-se ao refogado e vai-se mexendo durante dois minutos até a linguiça ficar ligeiramente tostada. Junta-se o vinho, a água e a polpa de tomate e deixa-se ferver. Adicionam-se as favas, o caldo de carne e os temperos. Deixa-se cozinhar até a fava estar quase cozida. Partem-se os ovos, um a um, e vão se colocando por cima das favas. Eles mergulham no cozinhado. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer os ovos. Depois dispõe-se numa terrina pão caseiro fatiado - barrado com manteiga -e folhas de hortelã. Coloca-se por cima deste pão o guisado.
É de comer e chorar por mais!

Hoje despeço-me não com Bom Apetite mas com Vão Pr’á Fava!

Desculpem o atrevimento da despedida!
Patrícia

Costeletas de Porco Gratinadas com Presunto e Queijo

Ingredientes
6 costeletas de porco

6 fatias de presunto

6 fatias de queijo

1 pacote de natas Light

1 lata de cogumelos laminados

1 cebola grande cortada às rodelas

1 colher de sopa de mostarda Dijon

1 cálice de vinho do Porto

1 colher de sopa de farinha Maizena

Sal q.b.

Especiarias q.b.

Alho picado q.b.

Azeite q.b.


Preparação

Tempere as costeletas com sal, alho e especiarias para carne. Numa frigideira, aloure as costeletas em azeite. Retire-as para um pirex e coloque por cima de cada costeleta uma fatia de presunto e outra de queijo. Na gordura que ficou na frigideira, deite os cogumelos e a cebola até ficar translúcida, junte a mostarda, o vinho e deixe ferver 30 segundos, junte as natas e a farinha Maizena. Deixe engrossar o molho e regue as costeletas. Leve ao forno 15m. até alourar um pouco ( 220º). Pode servir com puré de batata ou outro acompanhamento.

PMT

Receita adaptada / Inspirei-me no site que se segue:

Alheira Transmontana na Actifry



É verdade que temos de ter cuidados com a alimentação, seleccionar alimentos saudáveis, pouco calóricos, privilegiar os legumes e as frutas…. Mas quando se recebe uma encomenda pelo correio cheia de petiscos da aldeia de Gimonde em Bragança e sentimos o cheirinho do fumeiro que emana da caixa mesmo antes de a abrirmos, decidimos, empiricamente, que, de uma vez por outra, podemos abrir excepção. Assim foi.

É importante dizer que o mérito da alheira é todo da minha sogra.

Trago-vos aqui a sugestão deste prato, porque podemos comprar alheiras em qualquer supermercado – não com a qualidade desta, é certo -  e porque ou com a ajuda da Actifry ou de uma frigideira qualquer, temos uma solução rápida, para um dia sem planeamento culinário.

Acompanhei com este arroz, que já publiquei. Mas na terra da minha sogra, a alheira é acompanhada com batata e grelos cozidos. Tudo bem regado com azeite. E agora podia divagar acerca do azeite transmontano, mas mudariam logo de canal, ou melhor, de blog. LOL

Bom apetite!


Patrícia

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sopa de Funcho

Olá! 

Podem estar, desde já, a estranhar o ingrediente principal desta sopa, o funcho

Esta erva " é frequentemente utilizada em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, particularmente os das variedades menos ricas em óleos essenciais, serem consumidos em fresco como parte de saladas.




Pode também ser incorporada em sopas, em particular sopas destinadas a serem consumidas frias. Um dos pratos típicos dos Açores é uma sopa de feijão e inhame com folhas e caules tenros de funcho.
É frequente o seu uso como aromatizante em molhos, conservas de vegetais, curtumes e outros preparados semelhantes. Usada em baixas concentrações dá um aroma e sabor discretos, semelhante ao mentolado, mas bastante mais suave e doce.
As sementes secas são utilizadas em chás e tisanas e como aromatizante em licores e bebidas alcoólicas destiladas.
Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunfou moti saunf.
As suas raízes são consideradas como tendo propriedades diuréticas, sendo por esta razão comercializadas pelas ervanárias. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.
Em perfumaria os óleos essenciais do funcho são utilizados para perfumar pastas dentífricas, champôs e sabonetes."
Wikipédia, a enciclopédia livre

Sempre conheci esta sopa cá em casa. 


Desde a minha infância que a minha avó materna - natural da ilha do Pico - fazia esta sopa.

Lembro-me de os meus irmãos não gostarem da sopa, porque não morriam de amores pelo paladar do funcho e de ser um chinfrim lá em casa durante a refeição para a comerem até ao fim. (nesse dia, a colher de pau tinha, por vezes, dupla função)

Na verdade, só quem aprecia ervas aromáticas e gosta de sabores diferentes é que, por norma, gosta do caldo de funcho. 

Eu faço parte, sem dúvida, dessa categoria de apreciadores. Por isso trago-vos duas versões da sopa: a típica ou tradicional e a minha, mais light.


Ingredientes para a base

Versão tradicional                               A minha versão
1 molho de funcho                               1 molho de funcho   
1 cebola                                                    1 cebola
4 dentes de alho                                   4 dentes de alho
4 batatas                                                  1 courgette
                                                                     1 couve-flor                 
azeite                                                         azeite
sal                                                               sal
água                                                           água


Ingredientes para colocar na sopa depois de transformada em puré 



Versão tradicional: o funcho picado muito miudinho; o toucinho fumado ou bacon picadinho;1 inhame cozido picado aos cubinhos e 1 lata feijão branco
A minha versão: o funcho picado muito miudinho;1 batata picada aos cubinhos e 1 lata feijão branco

Espero que tenham gostado!
Patrícia

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Iogurtes de Manga


Mais uns iogurtes feitos na iogurteira que, coitada, apesar de velhinha, não se cansa de trabalhar. Todas as semanas, há um sabor novo para experimentar. Desta vez, foram de manga, depois de mais uns de morango que talharam (sigo as regras todas, mas eu NÃO consigo fazer iogurtes de morango! Talham sempre! É uma frustração! Assim, desisti. Há muita fruta boa! Morangos não são a única fruta do mundo!). Ficaram ótimos, a lembrar a mousse. Ouviram, morangos? Vocês não querem nada comigo, mas há quem queira!

Ingredientes:
150 g de manga
1 iogurte natural
1 copinho Bimby de leite em pó
50 g de açúcar (usei amarelo)
900 g de leite (usei magro)

Preparação:
 Colocar a manga e o açúcar na Bimby e triturar alguns segundos na velocidade 5 ou 6. Fazer descer, com a espátula, os resíduos que estão no copo e programar 10 minutos, varoma, velocidade 1 (este passo é muito importante para que o iogurte não talhe devido à acidez da fruta). Juntar metade do leite, o leite em pó e programar 1 minuto, velocidade 7. Adicionar o resto do leite e ver se a temperatura já desceu até aos 50 graus ou menos. Programar mais 4 minutos, temperatura 50, velocidade 4. Juntar o iogurte, bater 20 segundos, velocidade 4, sem temperatura.Distribuir a mistura pelos copinhos e levar à iogurteira 11 a 12 horas.

Ilídia

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pão Saloio (livro Base da Bimby)

Não há nada como comer uma fatia de pão com manteiga acabado de sair do forno. Foi o que fiz.



Ingredientes


330g de água


2 c. de chá de sal fino


1 saqueta de Fermipan


500g de farinha






Preparação


Coloque no copo a água e o sal – programe 2 m., temp.37º, vel.2.

Junte metade da farinha e o Fermipan. – 8 seg., vel.6. Junte a restante farinha e programe 2m., vel. Espiga.


Deixe levedar e coza em forno quente (220º).





PMT


terça-feira, 26 de abril de 2011

Arroz de Delícias e Açafrão



























Ingredientes

2 chávenas de arroz
4 chávenas de água
3 dentes de alho
Azeite
1 embalagem de delícias do mar
1 colher de chá de açafrão
1 caldo de legumes
Sal

Fiz um refogado com o alho e o azeite. Adicionei o arroz e envolvi-o até estar alouradinho. Juntei a água, o sal, o caldo de legumes e o açafrão e deixei cozer. Quando estava quase cozido, juntei as delícias, que já tinha picado aos bocadinhos. Decorei com tirinhas de pimentos verdes pequeninos frescos.

Servi este arroz como acompanhamento para as lulas com 4 feijões que apresentei sábado passado. Por norma, a feijoada é acompanhada com arroz branco, mas, como já afirmei anteriormente, acho o arroz branco entediante, por isso, resolvi acrescentar-lhe o colorido das delícias e do açafrão., para levantar os ânimos da Nação, que anda toda “consumida”, e com razão, com toda a conjectura política e económica actual. 

Mas será mesmo uma crise apenas desta era?

Deixo-vos com esta reflexão de Eça de Queirós.

Que fazer?
Que esperar?
Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito.
Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política.
De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.

Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)'
 

Patrícia