quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sopa de Peixe

Ainda outro dia, estava a conversar com uma amiga acerca daquilo que significava a Páscoa. Ao contrário da visita pascal, do folar obrigatório, e das mesas fartas, com ricos cabritos e leitões assados, as nossas tradições insulares foram sempre muito mais “light”.

É verdade que havia a missa de Páscoa. É verdade que havia uma versão melhorada do jantar. É também verdade que as amêndoas lá apareciam no fim da refeição. Daquelas grandes e gordas e coloridas, cheias de açúcar, compradas a retalho no Zeferino. Mmmmm, que bem sabiam aquelas amêndoas da avó Maria.

Vim para casa com uma certa nostalgia daquilo que me lembrava ser a Páscoa ideal, sem as prateleiras a abarrotarem de ovos de chocolate de todos os tamanhos e feitios e de dezenas de pacotes de amêndoas, de dezenas de marcas diferentes. Fiquei triste!

Hoje, lembrei-me que estava a terminar a época pascal e que quarenta dias tinham passado num ápice. Quando era uma jovenzinha, passar esse período era um pesadelo, levava uma eternidade. Recordei as terríveis sextas-feiras, passadas com a nossa catequista, a fazer a via sacra na igreja e a rezar longos terços, que se ofereciam a todos os santos e a mais quantas pessoas já mortas e enterradas e que nem sequer tínhamos conhecido. Lembrei-me de chegar a casa, a pensar naquele resto de carne assada que me apetecia comer, apenas para constatar que tinha de engolir aquela sopa de peixe que eu detestava e que qualquer adolescente que se prezasse também odiaria. Lembrei-me de não poder brincar aos bailinhos de Carnaval com os meus irmãos e vizinhos (éramos mesmos tolinhos) ou de poder ouvir música na rádio porque era pecado e Deus castigava! Lembrei-me de ter de ir com a tal catequista (Deus a tenha) à paróquia, em grupo, confessar os nossos pecados, senão Deus castigava! Lembrei-me de que tinha de abdicar de coisas que eu adorava porque a catequista achava que sim (Lá se passavam uns quantos episódios da Tieta que eu não podia ver). E tinha de jejuar na quarta-feira de cinzas, ou então Deus castigava!

Eram tantas as regras e tantas as proibições que dei comigo a pensar que, afinal, gosto mais da Páscoa agora do que antigamente, apesar de ser mais comercial e apesar da avó Maria também ter evoluído porque agora só oferece amêndoas de chocolate!

Mas, pelo sim ou pelo não, não vá o diabo tecê-las ou Deus castigar-me, continuo a comer peixe às sextas, durante a quaresma e na quinta-feira santa, por isso, decidi fazer hoje a tal sopa de peixe que eu aprendi a adorar!



Para 4 pessoas

Ingredientes:

1 cebola média

2 dentes de alho

1 tomate maduro pelado (eu usei meia lata pequena de tomate aos pedaços)

Polpa de tomate q.b.

Coentros

1 peixe inteiro para cozer à escolha (usei red fish médio)

Azeite q.b.

2 punhados de arroz ou 2 batatas médias (usei o arroz)

1 litro de água (vão verificando se é preciso mais um pouco)

Sal q.b.



Preparação:

Picar a cebola e o alho. Refogar num pouco de azeite. Assim que estiver douradinho, juntar o tomate e a polpa e deixar apurar. Juntar os coentros e também deixar tomar o gostinho. Juntar a água (ponho, inicialmente, só metade), um pouco de sal e o peixe. Deixar cozer o peixe. Assim que estiver cozido, retirá-lo, tirar as espinhas e a pele e desfiá-lo para dentro do preparado. Juntar o resto da água e rectificar o sal. Assim que levantar fervura, juntar o arroz e deixar cozer, tendo cuidado para não deixar cozer demais, pois o calor acaba de abrir o arroz al dent.

Uma receita simples e saborosa! Boa Páscoa, amiguinhas!

Rosa


Bacalhau de Coentrada



Apesar de, na casa dos meus pais, durante a Quaresma, nunca comermos carne às sextas-feiras, confesso que cá em casa não ligamos muito a essas tradições. No entanto, a proposta que vos trago hoje é, como não poderia deixar de ser, um prato de peixe, adequado à época: Bacalhau de Coentrada. Retirei-a d'O Livro de Pantagruel e gostámos bastante. O Manel, que não apreciava bacalhau, rendeu-se. Adorou! Transcrevo-vos a receita, tal como está no livro. Sem tirar nem pôr.
Um  beijinho e boa Páscoa para todas as participantes neste blogue e para todos quantos nos lêem.
Ilídia


Ingredientes:
Bacalhau demolhado, 1,200 kg
Batatas cozidas em cubinhos, 1,600 kg
Cebolas picadas, 3
Alhos picados, 2
Salsa picada, 1 raminho
Sementes de coentros, 30 (não usei)
Coentros frescos com pés, 10 g
Azeite, 1 ½ dl
Leite, 1 dl
Água de cozer o bacalhau, 3 dl
Margarina, 8 c. de sopa
Farinha, 8 c. de sopa
Coentros picadinhos, 6 c. de sopa
Natas, 4 dl
Sal, pimenta, sumo de limão e margarina para untar, q.b.

Coze-se o bacalhau, reserva-se a água, limpa-se das peles e das espinhas e faz-se em lascas. Tiram-se os pés aos 10 g dos coentros e pisam-se as folhas num almofariz com os grãos dos coentros. Leva-se o azeite ao lume com as cebolas, os alhos, a salsa e tapa-se para cozer a cebola, mas sem deixar fritar. Junta-se o bacalhau, sempre em lume brando, mistura-se bem no refogado durante um ou dois minutos, e, em seguida, os cubinhos de batata, revolvendo e misturando tudo bem. Retira-se do lume e, à parte, derrete-se a margarina, incorpora-se a farinha, deitam-se o leite e a água do bacalhau, devidamente coada, deixando fervilhar em lume brando até a farinha cozer. Tira-se do lume, tempera-se com sal, pimenta, sumo de limão e juntam-se os coentros picadinhos, ligando-os bem ao molho, com o qual de envolve o bacalhau. Untam-se dois tabuleiros, que possam ir à mesa e ao forno, com margarina, enchem-se até 2 centímetros da borda com o composto do bacalhau e espalham-se as natas sobre as superfícies. Vai ao forno quente (250 graus) para gratinar, o que demora 20 a 25 minutos.
Nota: Porções para 8 a 10 pessoas.

SEGREDOS E CONSELHOS (Também do livro)
Quando se põe o bacalhau de molho, há vantagem em juntar à água uma colherinha de bicarbonato de sódio, que contribui para tornar o peixe muito mais brando. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Trifle de Ananás e Morangos

Hoje não consigo descrever por palavras o quão saborosa é esta sobremesa.

Por isso deixo-vos com a foto.

Como foi uma sobremesa feita para um jantar em casa de amigos não pude parti-la para fotografar uma fatia. Sorry!





























Ingredientes

1 pão de ló
3 caixinhas de natas
açúcar a gosto (vou adicionando às natas e provando até ficar a meu gosto, pouco doce)
1 lata de ananás
morangos para o recheio e para decorar
aroma de baunilha ( duas gotas)

Modo de Confeccionar

Bati as natas com o açúcar na Bimby. Adicionei o aroma de baunilha bati mais um pouco.
Piquei o ananás em bocadinhos pequeninos
Lavei o morango. Piquei uma parte deles aos bocadinhos para o recheio.
Cortei o pão de ló em três camadas na horizontal.
Reguei a primeira camada com calda da lata de ananás. Coloquei uma camada de chantilly, a fruta picada e cobri com outra camada de chantilly.
Fiz o mesmo procedimento à segunda camada de pão de ló.
A terceira camada ou a tampa do bolo foi regada com a calda do ananás - de pernas para o ar- antes de ser colocada por cima. Depois utilizei  o resto do chantilly e a fruta separada para a decoração final.

Fácil e delicioso.

Patrícia

Sugestão: pode substituir-se as natas por chantilly instantâneo - da Royal - por ser menos calórico, mas não fica a saber o mesmo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Bolo de Amêndoa e Alfarroba e a vontade de experimentar uma combinação diferente






























Foi exactamente a vontade de experimentar a combinação da amêndoa com a alfarroba que me levou a confeccionar este bolo cuja receita foi saindo da minha mente aos poucos e à medida que olhava para as prateleiras da despensa da cozinha e ia vendo o que podia utilizar.


A minha sogra, que é de Trás-os-Montes - oferece-me, sempre que vou lá coisas da terra, como ela diz. Estava acostumada a trazer o azeite, o mel, as alheiras, as chouriças, o presunto... Mas quando lá estive fez-me carregar uma quantidade considerável de amêndoa crua com casca. Como é óbvio, não quis parecer mal agradecida, e lá trouxe as amêndoas - e muitas das outras delícias atrás referidas. Resultado: a TAP obrigou-me a pagar excesso de peso. Na realidade. estas iguarias sairam-me um pouco caras, mas são aromas e sabores de uma realidade bem diferente, cem por cento telúrica.


Apresento-vos, então este bolo, que serviu, também para experimentar a confecção da alfarroba em bolos, já que só a tinha utilizado ainda em pão, contagiada pela sandes do snack matinal que a Ilídia costuma levar diariamente para o nosso local de trabalho. Mas ainda deixei um bocadinho de farinha para experimentar a alfarroba no iogurte. Vi uma receita no blog da Susana que me fez crescer água na boca.


Ingredientes


4 ovos
300gr de açúcar
150 gr de manteiga
150 gr de amêndoa com casca
300 gr de farinha de trigo
40 gr de farinha de alfarroba
1 colher de sobremesa de fermento Royal
1 cálice de vinho do Porto
1 colher de chá de canela


Primeiro, bati as claras em castelo na Bimby.
Depois, triturei na Bimby a amêndoa crua e com casca até reduzi-la ao máximo. Separei numa taça.
De seguida, também na Bimby, bati os ovos com a manteiga e o açúcar. Quando estavam bem batidos, adicionei o resto dos ingredientes e a Bimby misturou-os.
Juntei as claras em castelo e foi ao forno pré-aquecido em forma untada durante 40 minutos.


Deixo-vos com uma fatia.


Bom apetite!


Patrícia


segunda-feira, 18 de abril de 2011

O melhor camarão frito do mundo: o da minha mãe


Nos nossos jantares de família, a entrada de eleição é o camarão frito, feito pela minha mãe. É tão bom que acabamos sempre por comer mais do que a conta e quase já não há "espaço" para a refeição propriamente dita. Aviso-vos, no entanto, que já o confecionei, mas nunca fica igual ao dela. Sigo a receita à risca, mas falta-lhe aquele pequeno "je ne sais quoi" que só o que ela faz consegue ter. A última vez que comemos foi no jantar de aniversário do meu irmão. Estava diviiiiiiiino...

Ingredientes:
Camarão, com um tamanho generoso (a quantidade depende do número de comensais)
pasta de alho (proibido usar de compra) q.b.
massa malagueta q.b.
azeite para fritar q.b.

Preparação:
Com uma faca afiada, faz-se um corte no lombo dos camarões, no sentido longitudinal. 
Tritura-se bastante alho, ao qual se mistura massa malagueta, de modo a fazer uma pasta. Introduz-se um bocadinho desta pasta no lombo de cada camarão (uma colher de café bem cheia) e leva-se a fritar em bastante azeite. Quando estiverem rosados, retiram-se e acompanham-se com tostas, molho cocktail e um vinho branco fresquinho. É uma delícia!

Hoje, no Acre e Doce, a opção é bem mais light...

Ilídia

Costeletas na Turbo Wave + Gratinado de Batata Doce com Couve-flor e Brócolos

Este é um dos nossos pratos favoritos. As costeletas foram grelhadas na Turbo Wave (30m a 200ºC) e saem de lá como se tivessem saído de um churrasco. Fresquinhas e temperadas, na hora, com sal grosso, especiarias para grelhados e salpicadas com alho moído. Quanto ao gratinado, foi servido como acompanhamento, mas pode ser apresentado como prato principal.


Ingredientes

2 batatas doces grandes

1 couve-flor média

400g de bróculos

1 embalagem de bacon aos cubos

50g de manteiga Vaqueiro

40g de farinha

Meio litro de leite

Pimenta moída

8 salsichas Toscanas grelhadas (também feitas na Turbo Wave, mas, desta vez, comprámo-las no Guarita)

3 colheres de sopa de maionese

Pão ralado q.b.

Queijo ralado q.b. para cobrir o preparado



Preparação

Cozer as batatas doces aos cubos com um pouco de sal.
Em simultâneo, cozer, noutro tacho, a couve-flor e os brócolos cortados em raminhos.

Colocar o bacon e a Vaqueiro num tacho e leve ao lume. Quando a manteiga estiver derretida, adicione a farinha e mexa com uma vara de arames. Junte o leite, tempere com sal e pimenta; deixe engrossar sobre lume brando, mexendo de vez em quando. Depois do molho estar pronto, acrescentar 3 colheres de maionese e envolver.
Escorrer as batatas, a couve-flor e os brócolos. Cortar as salsichas às rodelas, misture tudo num pirex grande. Cobrir tudo com o molho. De seguida, espalhar pão ralado por cima do preparado, terminando com o queijo a cobrir toda a superfície. Vai a gratinar ao forno a 190ºC, até dourar.



PMT


domingo, 17 de abril de 2011

Bolo de Cardamomo e Sementes de Papoila

Esse bolo saiu assim como se diz!? De improviso... é assim mesmo!
A vontade era tal para experimentar o cardamomo em pó que recebi como prenda da Dina que tem um blog com produtos maravilhosos para as nossas cozinhas para quem quizer adquirir.
Então andava eu inquieta para experimentar e então fui ao armário e ao frigorífico ver o que tinha e saiu esse maravilhoso e aromático bolo que apenas teve dois dias de existência!





Ingredientes:

4 ovos
1 pitada de sal
1 iogurte de soja
1 copo de açucar amarelo areado
1 copo de açucar branco
1 copo de óleo alimentar
1 copo de aveia
3 copos de farinha de trigo
1 c. de chá de cardamomo em pó
1 c. de chá de canela em pó
Sementes de papoila q.b
2 c. de chá de fermento Royal

Fiz assim:

Bati muito bem com uma vara de arames os ovos com os açucares e o sal, depois adicionei o iogurte, o óleo e tornei a bater até começar a formar bolhinhas ( aqui é que se faz um pouco de exercício aos músculos dos braços!). Adiciona-se a aveia e mistura-se com uma colher de pau e vai-se juntando a farinha até ficar tudo bem misturado. Junta-se as especiarias e o fermento e leva-se ao forno numa forma untada e enfarinhada . Faz-se o teste do palito depois de passar uns 45 min.

No meu caso eu cozi na MFP e preguei um valente susto!!! Coloquei no programa de cozer que leva 1 hora e quando chegou ao fim fiz o teste do palito e a massa veio toda colada ao pau... fiquei horrorizada!
Aflita desliguei a máquina e retirei a cuba para fora e abafei muito bem a ver se o bolo não se perdia. Esperei 30 min. e quando fui colocar outra vez a cuba na máquina, esta, ainda estava quente o que não me deixava programar mais uma vez! Deixei-a assim mesmo ligada por mais 30 min. porque parecia sair calor e depois desliguei e o bolo ficou toda a noite na MFP.
De manhazinha, (quase nem deixava o dia clarear) fui à cozinha ver o bolo com receio que estivesse colado ou então crú. Não é que o bolito estava com muito bom aspeto e melhor de tudo, estava cozido!!!
Bem... fiquei aliviadíssima e até o dia me correu bem...lol.

Por isso aconselho a fazerem numa forma no forno sempre é mais de seguro, ou então deixar na MFP ainda ligada após terminar o programa por mais 30 min.

Mas o resultado foi fambulástico o meu filho todo o dia me perguntou como se chamava o bolo porque achou engraçado o nome da especiaria Cardamomo.

Beijinhos                                                                                Susana

Roscas ou Rosquilhas da minha Avó



Estas rosquilhas ou roscas eram tradição cá em casa quando se acendia o forno de lenha para, por altura da Páscoa, se confeccionarem os tradicionais folares.


Muitas vezes eram feitas com sobras da massa de folar. Outras vezes eram feitas no forno a gás, mais frequentemente durante o ano. Sempre houve cá em casa o hábito de trincar um biscoitinho ao serão, numa altura em que ninguém ligava a dietas e quando éramos muito felizes sem sabermos que o éramos....


E a caixa de plástico - para nós enorme - onde eram arrumadas abria-se e era ver quem chegava primeiro à mais ou menos tostada ou ao formato desejado quer fosse rosca, rosquilha, trança ou nozinho....


Deixo-vos então a minha receita que é extremamente simples, e com a ajuda da Bimby ainda fica mais, porque consiste em misturar todos os ingredientes, deixar a massa repousar meia hora e depois moldar segundo a imaginação. 


É uma receita que pode e deve ser feita com o contributo das crianças. Elas adoram e é um momento relaxante e cooperante em família. Depois é vê-las a espreitar a porta do forno, ansiosas....




Patrícia


Ingredientes


250 g de acúcar
200 g de manteiga
800 g de farinha
2 ovos
10 g de fermento Royal
sal
raspa de laranja ou limão

sábado, 16 de abril de 2011

Tortas à Moda da Ilha do Pico

Este prato costumava ser servido na ilha do Pico aos homens que eram contratados para

trabalhar nas terras: no cultivo da batata, do milho...

Servia de almoço e era carregado à cabeça dentro de panelas em cesto de vimes pela

esposa do dono dos terrenos.


Por que se chamam tortas?

Talvez pelo formato. Não consegui apurar. Mas é muitas vezes confeccionado para

aproveitamento de sobras cá em casa.


Hoje foi o meu almoço.

Deliciem-se!



Ingredientes:

sobras de peixe ou carne ( usei 3 lombos de salmão)
pão caseiro da véspera (usei uma fatia grossa de pão caseiro)
ovos (usei 8 ovos)
cebola (usei 1 pequena )
sal
fermento royal (2 colheres de chá)
colorau (1colher de sobremesa)
salsa (1 molhinho para as tortas e outro para o molho)
vinagre  (2 colheres de sopa)
água ( 1 copo grande)


Modo de confeccionar:


Antigamente os ingredientes eram moídos no moínho de ferro tradicional.
Hoje, pica-se no 123 a cebola, a salsa, o pão e os restos de peixe ou carne.
À parte batem-se os ovos e adiciona-se o preparado anterior e 2 colheres de chá de fermento ROYAL.
Vai a fritar, às colheradas grandes, em óleo.
Vai-se colocando as tortas num tacho.
Para o molho usa-se a mesma tigela na qual se deixou um resto do preparado. Adiciona-se o colorau, o sal, a água e o vinagre. Deixa-se levantar fervura e depois coloca-se a salsa picada. Põe-se este molho por cima das tortas e abafam-se com a tampa para incorporarem o molho nelas.


Servem-se acompanhadas de batata doce ou inhame cozido e pão de milho frito.

Patrícia

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Salada Agri-doce

Surgiu da necessidade de fazer um acompanhamento para peixe grelhado. 


Espontaneamente.


Abri a porta do frigorífico, retirei a alface e a cenoura. Lavei-as. Descasquei a cenoura e ripei-a às tirinhas.


Tinha umas fatias de ananás que tinham sobrado e cortei-as aos pedacinhos.


Olhei para a taça da fruta e vi três kiwis. Descasquei-os.


Fui à despensa e uma latinha de milho acenou-me. 


Voltei ao frigorífico, e o frasco do queijo feta aos cubos piscou-me o olho. 


E foi assim...




Fácil + Saborosa + Colorida + Light = Salada Agri-doce





Temperei com azeite e vinagre balsâmico.


Enfim, deliciei-me.....e não me senti culpada!







Bom apetite!
Patrícia

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bacalhau espiritual

Olá meninas!

Depois de se terem deliciado com as postas grossas de bacalhau da nossa amiga Patrícia e com o tão rico prato apresentado por ela, eis que surge uma daquelas receitas que se aplicam na perfeição à frase proferida por Miguel Esteves Cardoso. Esta é, talvez, a tal receita que surgiria no receituário nos tempos difíceis!

Agora mais a sério, vi esta receita de bacalhau no livro base da Bimby e, como tinha uns restos de bacalhau na “freeza”, decidi experimentar por parecer um pouco mais saudável do que bacalhau de natas com batata frita ou palha.

Na verdade, a coisa correu melhor do que aquilo que estava à espera. O bacalhau até saiu bem! E tem o mesmo sabor de bacalhau de natas, mas sem as batatas engordativas. O meu marido não apreciou muito o prato, mas ele geralmente não gosta de pudins de peixe e atum ou mesmo recheio, ou seja, coisas feitas com pão demolhado!

Então aqui vai a receita, que eu alterei nalguns aspectos…

Ingredientes:

100g pão (mais ou menos 2 papo secos)

100g leite

50g azeite

200g cebola

2 dentes alho

300g cenoura (pus só duas cenouras médias)

400g bacalhau desfiado (já demolhado)

Sal e pimenta q.b.

No livro base também pede pão ralado feito na Bimby, mas eu substituí por queijo ralado



Ingredientes para bechamel:

300g leite

60g farinha

30g manteiga

Sal, pimenta e noz moscada q.b.

200g natas (pus meio pacote apenas)



Preparação:

Demolhe o pão no leite e reserve.

Coloque no copo o azeite, a cebola, os alhos, a cenoura e pique 10seg/ vel 5.

Refogue 5min / Varoma / vel 1.

Junte o bacalhau, o pão escorrido, a pimenta e programe 5min / 100º / colher inversa / vel colher.

Rectifique o sal e deite num pirex. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Sem lavar o copo, coloque todos os ingredientes para o molho bechamel excepto as natas e programe 6min / 90º / vel 4.

Junte as natas pelo bocal da tampa e programe 2min / 90º /vel 4.

Envolva o bechamel com o bacalhau e polvilhe com o pão ralado ou com o queijo.

Leve ao forno a gratinar.



Dica do livro: para enriquecer o prato, pode-se juntar camarão cozido, que se envolve no bacalhau antes do bechamel.

Rosa


Bacalhau Assado com McCain Country Potatoes

Trago-vos uma brejeira introdução à minha receita de Bacalhau Assado.

É brejeira porque é apenas uma anedota sem exigência de profundidade de interpretação .


O Sal do Bacalhau


Na escola:
— Diga lá o menino porque é salgada a água do mar...


Resposta:
— Porque tem bacalhau lá dentro.


Este bacalhau que vos apresento também é salgado e tive mesmo de o demolhar durante dois dias por ser só constituído por lombos altos de bacalhau. 
Para assar no forno, os lombos traduzem o tabuleiro em maior riqueza e melhor apresentação.

Bom apetite!

Patrícia



Ingredientes
 
8 lombos de bacalhau
azeite
alho fresco picado ( 6 dentes)
alho em pó
pimenta branca e preta
1kg de batatas MacCain pré-fritas de ervas aromáticas
 
Modo de Confeccionar
 
Colocar as batatas Mac Cain na Actifry, mesmo sem óleo, durante 20 minutos.
 
Dispor num tabuleiro ou pirex de ir ao forno os lombos de bacalhau que foram previamente fervidos em água e leite.
 
Picar alho por cima e à volta dos lombos. Polvilhá-los com pimenta branca e preta e alho em pó.
 
Regar abundantemente com azeite. Levar ao forno até fervilhar o azeite e alourar ligeiramente o bacalhau.
 
Juntar as batatas fritas na Acifry e envolvê-las no azeite. Regá-las com um fio de azeite se for preciso.
 
Vai ao forno mais 10 minutos.
 
 
Apesar desta receita não ser um aproveitamento de bacalhau, ou seja, propriamente económica, deixo-vos com esta reflexão de Miguel Esteves Cardoso.
 
"A base de uma cultura gastronómica é sempre a pobreza - bem dizem os ingleses que a necessidade é mãe da invenção. Ou alguma vez o nosso receituário de bacalhau seria tão rico como é se o bacalhau, durante os séculos em que estimulou a criatividade caseira, estivesse ao preço que está hoje? Quem inventaria as iscas se pudesse comer sempre bifes do lombo?"




Pãezinhos Mediterrânicos


A receita que vos trago hoje foi servida no passado fim de semana, como entrada, num jantar com amigos. Parece-me uma boa opção para festas de crianças, pois os pãezinhos ficam muito bonitos. Ou para acompanhar um jantar italiano. Ou para se ir comendo enquanto se vai fazendo as brasas para o churrasco, com uma cerveja fresquinha a acompanhar… Despacha-te, verão!!!!!!


Ingredientes para a massa:

200 g de água morna

50 g de azeite

1 colher (de chá) de sal

1 saqueta de fermento de padeiro (usei 20 g de fermento fresco)

420 g de farinha T65

Alho em pó a gosto

 Ingredientes para o molho:

6 dentes de alho

50 g de azeite

Orégãos a gosto

 Preparação (na Bimby):

Colocar no copo todos os ingredientes para a massa e programar 2 minutos/ velocidade espiga.

Formar pequenos rolinhos com a massa e fazer uns nozinhos. Colocá-los num tabuleiro enfarinhado e deixar a repousar no forno a 50 graus, durante 30 minutos.

Pincelar os torcidos com azeite e levar ao forno a 180 graus, durante 10 a 12 minutos.

No copo da Bimby, colocar os alhos e picar 5 segundos/ velocidade 5. Juntar o azeite e os orégãos e programar 5 minutos/ Varoma/ velocidade 1.

Colocar os torcidos numa taça e regar com o molho e temperar com sal e pimenta.

Dicas: Os torcidos podem ser congelados individualmente durante 1 hora e, de seguida, podem ser colocados numa saco e ser congelados. Quando os quisermos utilizar, colocamo-los num tabuleiro de forno, com um pouco de azeite no fundo, pincelamo-los com um pouco de azeite e levamo-los ao forno, pré-aquecido a 200 graus, durante 20 minutos. De seguida, fazemos o molho. Assim, temos uma entrada sempre que precisarmos.

Fonte: Bimby Momentos de Partilha, Julho de 2008

Ilídia







quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tortilhas Mexicanas

Aqui está um prato que faço com alguma frequência por ser relativamente rápido e saboroso.

Preparado que se coloca nas tortilhas:
Ingredientes
800 g de carne de porco moída
1 embalagem pequena de fiambre aos  cubos
1 a 2 cenouras raspadas
Meio pimento picado às tiras
1 cebola grande picada
1 dente de alho
1 talo de aipo
1 alho francês (pequeno)
1 lata de feijão preto
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.
Sal fino q.b. (só se realmente for necessário, pois os ingredientes já dão sabor à carne)
Metade de um frasco pequeno de molho de tomate já condimentado

Preparação

Refogar a cebola, os diferentes alhos, o pimento e o aipo. Juntar, quase de seguida, a carne e deixá-la ganhar cor à medida que é envolvida com o refogado. Colocar a cenoura e o fiambre, envolver tudo, deitar o molho de tomate e um pouco de vinho branco. Pôr a tampa do tacho, mas não o tapar para que o preparado fique a apurar. Passados (+ ou -) uns 10 minutos, juntar o feijão. Deixar apurar mais um pouco e está pronto.
As tortilhas vão a aquecer ao forno durante uns 10 minutos a 180ºC, mas protegidas em papel de alumínio.
Dispor a tortilha já aquecida do forno no prato, colocar o preparado no meio. Gosto de pôr por cima alface às tiras e deitar um pouco de ketchup. Pode ainda servir com rodelas de laranja ou de qualquer outro fruto (escolhi abacaxi). 

     PMT








segunda-feira, 11 de abril de 2011

JÁ NASCEU!

           Nasceu, depois de algum tempo de gestação, um novo blogue, meio-irmão deste. Depois de algumas dúvidas, decidi chamar-lhe Acre e Doce. Por várias razões: primeiro, porque há nele uma oposição e não gosto de coisas demasiado lineares; segundo, porque não é um blogue com uma temática exclusiva; terceiro, porque gosto da mistura do doce com o salgado.

Diz quem tem mais do que um filho que o amor não se divide, multiplica-se. Assim, dedicar-me-ei a ambos, mesmo que tenha que dividir o meu tempo entre os dois. Claro que este, como tem outras “mães”, está mais amparado e o outro, como é só meu, precisa de uma atenção especial.

Deixo-vos uma foto da minha primeira receita. Acre e doce, claro.

Apareçam!

Um beijinho, Ilídia

domingo, 10 de abril de 2011

Arroz de Lapas Ilhéu

Esta receita começou com a seguinte mensagem no meu telemóvel:

prof aki é o ricardo. a prof sempre ker lapas? 

O Ricardo é um aluno meu que , com quase quarenta anos, estuda  abrangido pelo programa Novas Oportunidades. Trabalha de dia e estuda à noite. Recebe um ordenado miserável, segundo ele, e costuma ir às lapas para ganhar mais uns dinheirinhos para sustentar a família, esposa, filha e mãe, com quem vive. Tem sonhos que vão para além da ilha e sei que um dia os vai concretizar.

Eu sabia que as lapas que o Ricardo tinha apanhado não eram "gradas" (como se diz por aqui) mas nem ponderei em recusar a compra. E lá fui buscá-las acabadinhas de ser apanhadas, ainda envoltas em maresia.

E fiz o arroz de lapas que  descrevo abaixo.

Baseei-me em duas receitas que constam do livro Receitas Portuguesas de Francisco Guedes.
Este livro é um verdadeiro hino à gastronomia portuguesa, reunindo com sabedoria os sabores tradicionais das várias regiões de Portugal e revelando truques de bem cozinhar.


Esta receita que vos apresento é baseada em duas receitas de arroz de lapas de Francisco Guedes, a Açoreana e a Madeirense. Dei-lhe contudo um toque pessoal - inventei -adicionando-lhe um cálice de vinho do Porto e o tomate frito.

Parece-lhe estranha a combinação? Mas ficou muito bom.



"(...) O prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto de génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no todos."

(in José Quitério, Livro de Bem Comer)

Ingredientes

Lapa miúda (com as conchas pesava 1,5kg)
2 chávenas de arroz
4 chávenas da água coada da fervedura das lapas
4 dentes de alho
1 cebola média
1,5 dl de azeite
1 cálice de vinho do porto
2 cravinhos
pimenta branca
1 folha de louro
1 tomate maduro ou tomate triturado (usei tomate frito)
salsa picada
sal q.b.

Modo de Confeccionar

Colocam-se as lapas num tacho com água a ferver e deixa-se levantar fervura novamente. Coa-se a água e reserva-se.
Desconcham-se as lapas. Reservam-se.
Refoga-se em azeite a cebola e o alho picados de forma miudinha.
Adiciona-se o tomate picadinho.
Colocam-se os temperos.
Junta-se as quatro chávenas de água coada da fervedura das lapas e o cálice de vinho do Porto.
Deixa-se ferver. Adiciona-se o sal.
Adiciona-se o arroz.
Introduz-se as lapas estando o arroz quase cozinhado.
Polvilha-se com salsa picada.

Bom apetite!

Patrícia

Pfannekuchen

       Apesar de se parecerem com crepes, as  Pfannekuchen estão longe de o serem e muito menos se assemelham a panquecas pela sua textura e sabor únicos. Confesso que me limitei a observar o meu “chefe de cozinha”, ihihihihih. Esta receita alemã foi servida com banana frita e compota ora de morango ora de tamarilhos (“Doce de Aproveitamentos” feito na Bimby com fruta fresca, pág. 98 do livro Base).

Ingredientes para 5/6 Pfannekuchen:

8 colheres de sopa de farinha
3 ovos
1 pitada de sal
1 colher de sopa de açúcar
Leite q.b.

Modo de preparação:
Juntar num recipiente os ovos, a farinha, o sal e o açúcar. Bater tudo muito bem. De seguida junta-se o leite que for necessário até se obter uma massa homogénea e fina. Antes de as preparar, deve-se deixar repousar, no mínimo, 30 minutos. Estas devem ser bem fininhas e outro segredo está também em adicionar uma colher de sopa de manteiga na frigideira de cada vez que se fizer uma Pfannekuchen. Depois de enroladas, polvilhá-las com açúcar em pó.


PMT