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segunda-feira, 23 de março de 2015

Bruschetta de bacon

Naqueles dias mais agitados, em que o tempo parece correr e não dar para fazer tudo aquilo que nos espera ao chegarmos a casa, após um dia longo e intenso no trabalho, o jantar fica, por vezes, comprometido... E é especialmente nesses dias que nos apetece uma comidinha saciante. 
Foi num desses dias que, aproveitando o resto de pão caseiro do dia anterior e alguns ingredientes que havia no frigorífico, arranjei inspiração para fazer estas bruschettas super rápidas.


Ingredientes
4 fatias de pão caseiro
3 c. sopa de manteiga Milhafre
1 dente de alho
6 fatias de bacon fumado
queijo da ilha ralado
orégaos q.b.


Preparação
Inicialmente, prepara-se a manteiga, levando-a ao microondas alguns segundos para amolecer um pouco. Retira-se, acrescenta-se o alho esmagado, mexe-se com uma colher e reserva-se até que volte a endurecer um pouco.
Cortam-se as fatias de pão. Barram-se com a manteiga de alho. Cobrem-se com fatias de bacon, queijo ralado e orégãos. Levam-se ao forno, num tabuleiro forrado com papel vegetal, até o queijo derreter.
E está pronto!

Fiquem bem.
Maria

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pudim de Bacalhau com pozinhos de perlimpimpim


Alimento a teoria de que o pouco se pode transformar no muito, ao jeito da parábola de A Multiplicação dos Pães. Foi quase mesmo um milagre o que aqui aconteceu. Umas sobras de bacalhau cozido conjugadas com algum pão deram o mote e com mais uns pós de perlimpimpim tudo se transformou numa receita de substância que contou vinte jeitosas fatias.

A receita deste pudim encontra-se no Foodwithameaning, caso a queiram guardar para mais tarde experimentar.


Patrícia

domingo, 21 de setembro de 2014

Bolo de banana

(Receita adaptada daqui)

Hoje trago-vos uma receita que considero, acima de tudo, útil. Quantas vezes não compramos bananas e acabamos por desperdiçar as últimas, que vão envelhecendo na fruteira, acastanhadas e feias? Este bolo é perfeito para evitar desperdícios. E é adequadíssimo a pequenos-almoços de fim de semana e lanches pós-escola. Espero que gostem. 


Ingredientes:
2 chávenas de farinha
1 1/2 colher (de chá) de fermento para bolos
1 colher (de chá) de bicarbonato
3/4 colher (de chá) de sal
3/4 chávena de açúcar
1/2 chávena de manteiga derretida
1/2 chávena de leite
2 ovos
1 colher (de chá) de extrato de baunilha
2 bananas bem maduras (as minhas já estavam castanhas)
Açúcar mascavado escuro para polvilhar o bolo


Preparação:
Aquecer o forno a 180 graus. 
Numa tigela grande, misturar a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e o açúcar. Acrescentar a manteiga derretida e mexer, até esta estar bem incorporada. Juntar metade do leite e mexer.
Numa tigela à parte, misturar o restante leite com os ovos e juntar à mistura anterior, bem como a baunilha e as bananas esmagadas. 
Forrar uma forma de bolo inglês com papel vegetal (ou untá-la e enfarinhá-la), colocar a mistura, polvilhar com açúcar mascavado e levar ao forno, cerca de 35 a 40 minutos (fazer o teste do palito: espetar um palito no centro do bolo; quando este sair seco, o bolo está cozido). Deixar arrefecer e desenformar. 


Uma boa semana para todos.
Ilídia

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Muffins com coração de chocolate

Não sou perdida por doces. Gosto tanto deles como aprecio um bom prato de comida. Já o mesmo não posso dizer de chocolate, pois comê-lo trata-se de um vício quase diário.
A receita que vos trago hoje resultou de um dos ímpetos por chocolate conjugado com a necessidade de aproveitar bananas maduras. Surgiram, então, estes queques de banana com coração de chocolate.

Vamos então à receita!

Ingredientes

400 g de bananas
3 ovos inteiros
200 g de farinha
100 g de açúcar
sumo de um limão
55 ml de óleo
1 colher de chá de fermento
1 colher de café de bicarbonato

Modo de Preparação na Bimby

1. Coloca-se as bananas descascadas no copo da Bimby e marca-se 15 segundos, velocidade 6.
2. Junta-se o sumo de limão, o açúcar, os ovos e o óleo. Marca-se 1 minuto, velocidade 5.
3. Adiciona-se a farinha, o fermento e o bicarbonato. Marca-se 2 minutos, vel 4.
4. Colocam-se forminhas de papel numa forma para queques.
5. Enchem-se as forminhas até meio  com massa e mergulha-se um quadradinho de chocolate de culinária em cada queque.
6. Vai a cozer em forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 20 minutos ou até estarem dourados.

Se preferirem outra sobremesa, existem profiteroles e éclairs aqui.

Bom Carnaval!

Patrícia

domingo, 11 de novembro de 2012

Frittata de legumes e carne

O que fazer com um resto de carne assada, que apenas chegava para um? Juntar-lhe legumes e fazer uma frittata bem colorida para três.


Ingredientes:
4 ovos (caseiros, de galinhas vizinhas :)
100 g de carne assada
1 mão cheia de ervilhas
3 cebolas de rama (ou spring onions ou  1 cebola, pequena), cortadas em rodelas
6 tomates cereja, cortados a meio
salsa picada, q.b.
sal e pimenta
azeite, q.b. (cerca de 3 colheres de sopa)

Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Numa frigideira que possa ir ao forno (usei uma de ferro, que era da minha mãe), faça um refogado com as cebolas de rama e o azeite. Junte a carne, as ervilhas, os tomates e a salsa e deixe cozinhar.
Bata os ovos, tempere-os com sal e pimenta, e verta-os sobre o preparado de carne e legumes. Deixe cozinhar um pouco.
Transfira a frigideira para o forno e deixe dourar.
Servi com estas batatas, feitas com tomilho, em vez de alecrim.

Boa semana.
Ilídia

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Arroz de Proteína



Este arroz surgiu de um aproveitamento de cozido de carnes variadas. Como sobrou um pouco de frango, de carne de porco e de vaca, uns pedaços de chouriço e de linguiça, resolvi confecionar um arroz de proteína, leve mas ao mesmo tempo saciante. A família gostou.

Ingredientes

sobras de carnes e enchidos
arroz
1 cebola
4 dentes de alho
3 colheres de sopa de tomate pelado triturado
louro
pimenta preta
salsa
azeite
sal

Preparação


Coloquei as carnes, já cozinhadas, num tacho e cobri-as com água. Deixei levantar fervura. Escorri. Reservei o molho.
À parte, num tacho, fiz um refogado em azeite com a cebola, o alho e o louro.
Adicionei as carnes desfiadas e/ ou cortadas as pedacinhos.
Reguei com mais um pouco de azeite.
Juntei o tomate triturado.
Envolvi até alourar a carne.
Removi a folha de louro.
Temperei com pimenta preta.
Medi o molho usando uma chávena como medida. Ao todo coloquei  4 chávenas de líquido ( entre o molho e a água) para duas de arroz.
Deixei levantar fervura.
Retifiquei os temperos, nomeadamente o sal.
Tapei o tacho e deixei cozer o arroz com as carnes.

Verti o arroz de proteína para uma assadeira e decorei com salsa picada.


Patrícia

Se em vez de uma refeição preferirem um snack, podem encontrar aqui umas bolachinhas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Omelete de abrótea

Sempre tive uma certa dificuldade em transformar e dar utilidade a restos de comida. Desta vez, a sugestão foi do marido, que se revelou uma ajuda preciosa na confeção deste prato: foi ele quem desfiou e retirou as espinhas a um resto de abrótea frita do almoço do dia anterior.
Resultado? Outro almoço 5*.


Ingredientes:
- 3 postas de abrótea frita (mais ou menos)
- 6 ovos
- salsa picada q.b.
- 1 cebola pequena picada
- sal q.b.
- óleo q.b. (para fritar)


Preparação:
Batem-se os ovos muito bem com uma pitada de sal. Adiciona-se o peixe desfiado, a salsa e a cebola picadinha e bate-se novamente.
Aquece-se um pouco de óleo numa frigideira antiaderente e, depois de quente, verte-se o preparado dos ovos para o interior da mesma. Deixa-se cozinhar um pouco, para que o fundo ganhe estabilidade, dobram-se alternadamente os lados para dentro e, por fim, vira-se ao contrário, para cozinhar mais um pouco. Retira-se para uma travessa.

Acompanhei com batatas fritas e salada verde.
Foi um aproveitamento muito apreciado por cá.
Penso que pode ser feito com qualquer resto de peixe.



Maria

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lasanha de Frango com crosta de alho e salsa










O  Receitas ao Desafio comporta um leque bastante variado de receitas de lasanha. Lançámos este desafio às cozinheiras deste blogue e ele tem sido abraçado ao longo deste ano de existência. Reparei que no nosso cardápio ainda não constava nenhuma receita de lasanha de frango. Aqui está ela. Por ter sido muito elogiada resolvi também publicá-la no meu blogue pessoal, foodwithameaning.

Patrícia

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tiras de Porco salteadas com cogumelos em alecrim e noz-moscada


Estas tirinhas são uma verdadeira delícia. Mas estava em dúvida se as publicava ou não porque a foto não ficou do meu agrado, uma vez que a salada de iogurte grego e feijão ficou desfocada. Assim, desta vez, os olhos não vão ser os primeiros a comer. Darei primazia ao paladar.


Esta receita resultou de um aproveitamento de bifanas que tinha feito para o jantar. No dia seguinte não quis apresentar na mesa as bifanas da mesma forma e, então, resolvi cortá-las às tirinhas e fazer-lhes uns acompanhamentos para complementar a refeição.

As bifanas já estavam temperadas com sal, alho em pó, mistura de pimentas e sumo de meia lima.

Cortei-as às tirinhas fininhas coloquei-as numa frigideira com um fio de azeite para aquecerem.

Em outra frigideira verti uma colher de sopa de azeite e refoguei três dentes de alho picado.
Adicionei cogumelos laminados escorridos.
Temperei de sal.
Aromatizei com alecrim e raspa de noz-moscada (e abusei da noz-moscada porque adoro quer o sabor quer o cheiro desta especiaria acabadinha de raspar). Deixei saltear uns minutos.
Misturei os cogumelos com a carne. Deixei repousar uns minutos.

À parte, num tacho, cozi o esparguete com uma colher de chá de açafrão para lhe conferir o tom amarelinho de que tanto gosto.

Abri uma lata de feijão verde cozido, do fininho e comprido da marca Libby (e não ganho nada com esta publicidade, mas é um feijão tenrinho que  está sempre pronto a comer), temperei-o com sal e sumo de meia lima e adicionei um iogurte grego com frutos secos e tomate seco picado.

Servi a refeição e acompanhei-a com um belo copo de vinho tinto. Temos de tirar partido dos pequenos prazeres!

Patrícia

domingo, 10 de julho de 2011

Quiche de Salmão





Ando mesmo em sintonia com a Ilídia no que toca a transformar o pouco em muito.
O milagre da multiplicação aconteceu também hoje aqui neste blog.
Transformei 3 lombinhos de salmão, que tinha confecionado na Actifry, numa quiche salgada.
Este foi o jantar de 8 pessoas, duas das quais crianças.
Acompanhei a quiche  com salada de alface, cebola e tomate, polvilhada com ervas e regada com azeite.

O Verão solicita refeições leves.

Espero que gostem da sugestão.

 

Ingredientes para a massa

2 ovos
250gr de farinha (usei farinha para bolos)
4 colheres de sopa de manteiga
1colher se sopa de açúcar (facultativo)

Ingredientes para o recheio

3 lombinhos de salmão cozinhado
2 ovos
1 pacote de natas light
1 pacote de três queijos

Para preparar a massa, misturei todos os ingredientes numa tigela. Amassei um pouco até estarem fundidos. Untei uma tarteira grande com óleo em spray, mas pode-se usar manteiga ou margarina.
Espalmei a massa no centro da tarteira e fui esticando-a com as mãos até chegar aos lados da tarteira.
Desfiz grosseiramente com as mãos o salmão e coloquei-o por cima da massa.
Espalhei a mistura dos três queijos por cima do salmão.
À parte, com a batedeira, misturei os ovos com o pacote de natas. Verti-os para a tarte, certificando-me que a mistura ficava equitativamente distribuída.

Levei ao forno, previamente aquecido, cerca de meia hora, até a massa estar cozida e a tarte douradinha.

Um bom domingo!

Patrícia

terça-feira, 10 de maio de 2011

Açorda de Raia



A açorda está presente na minha infância como algo detestável: o cheiro pestilento a alho, o ovo escalfado tremelicante e o molho que rapidamente era absorvido pelo pão…

Dia de açorda era dia de juízo final à mesa. Nenhum de nós três, duas raparigas e um rapaz, comigo a encabeçar a fileira da antiguidade, queria sequer ouvir falar na palavra AÇORDA. Gostávamos de pão em geral, como qualquer criança, mas de "pão molhado" como a minha irmã dizia, era outra história. E vivíamos em terra de festas de Espírito Santo....

A minha avó e bisavó maternas moraram sempre connosco e, como os meus pais trabalhavam fora todo o dia, cabia-lhes a tarefa de cozinhar, coisa que elas faziam com gosto. Por isso, até fomos bafejados pela sorte porque sempre imperou o hábito da comida tradicional e saudável.

Algumas vezes, quando íamos almoçar a casa - e hoje em dia o mesmo não se passa, infelizmente, com a maioria das crianças - lá estava a terrina da açorda em cima da mesa.

Elas conseguiam decifrar sempre o olhar desapontado de três crianças, mas isto não as impedia de, uma vez ou outra, confeccionarem as ditas açordas.

Com o tempo parece que se aprende a gostar e a apreciar certos pratos e, hoje, adoro açorda.


Este prato surgiu de um aproveitamento de caldeirada de raia. Como sobrou algum peixe do almoço, e tendo em conta que há que ser-se criativa, ainda mais nos tempos que correm, decidi transformar uma caldeirada em terrina de açorda. Apenas deixei os ovos de fora, uma vez que este prato já continha proteína animal. Que me desculpem os experts em açorda.



Desfiei grosseiramente a raia estufada .

Fatiei pão caseiro, barrei-o com manteiga e coloquei-lhe umas folhas de hortelã.

Refoguei alho cortado aos gomos com uma colher de azeite. Coloquei os alhos por cima das fatias de pão.

Dispus a raia desfiada em cima das fatias e cobri a terrina com o molho da caldeirada que levei a ferver.



Sentem o perfume a hortelã e a alho?


Uma verdadeira maravilha!


Bom apetite!



Patrícia


domingo, 8 de maio de 2011

Quente e Frio e a solução para um aproveitamento de claras

     Quando faço arroz doce sobram-me sempre muitas claras de ovo. Antes fazia sempre suspiros com elas. Depois de descobrir que podia congelar as claras, deixei de fazer suspiros.

        Ainda ontem, em visita pelo blog da Magda Montez, vi outra dica de congelação das claras que será a minha salvação daqui em diante. Aprendi que posso congelá-las em couvetes, ocupando cada clara dois cubos.

      Até aqui costumava ter na porta do congelador uma única tupperware onde ia colocando as claras umas em cima das outras à medida que me ia sobrando. Quando as queria utilizar nunca sabia quantas já tinha congelado e era uma dor de cabeça para atribuir porções aos restantes ingredientes. Com este gelado que vos trago,  sobremesa deste almoço de domingo, aconteceu a mesma coisa. Foi feito a olho, mas acho que até me safei bem.

Deliciem-se!


Ingredientes:

2 pacotes de natas (400ml)
claras - a olho - talvez 8
11 colheres de sopa de açúcar
aroma de baunilha

Modo de Confecção:

Batem-se as claras em castelo e junta-se 8 colheres de açúcar.
Batem-se as natas. Adiciona-se 3 colheres de açúcar.
Misturam-se os dois preparados e adiciona-se aroma de baunilha a gosto.

Coloca-se numa feiticeira da tupperware, previamente passada por água para facilitar o desenformar.
Vai ao congelador.

Acompanho esta sobremesa com molho de chocolate.
Derreto uma  tablete de chocolate negro  com uma colher de manteiga em banho maria ou no micro-ondas.

Bom Domingo!

Patrícia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sopa de Peixe

Ainda outro dia, estava a conversar com uma amiga acerca daquilo que significava a Páscoa. Ao contrário da visita pascal, do folar obrigatório, e das mesas fartas, com ricos cabritos e leitões assados, as nossas tradições insulares foram sempre muito mais “light”.

É verdade que havia a missa de Páscoa. É verdade que havia uma versão melhorada do jantar. É também verdade que as amêndoas lá apareciam no fim da refeição. Daquelas grandes e gordas e coloridas, cheias de açúcar, compradas a retalho no Zeferino. Mmmmm, que bem sabiam aquelas amêndoas da avó Maria.

Vim para casa com uma certa nostalgia daquilo que me lembrava ser a Páscoa ideal, sem as prateleiras a abarrotarem de ovos de chocolate de todos os tamanhos e feitios e de dezenas de pacotes de amêndoas, de dezenas de marcas diferentes. Fiquei triste!

Hoje, lembrei-me que estava a terminar a época pascal e que quarenta dias tinham passado num ápice. Quando era uma jovenzinha, passar esse período era um pesadelo, levava uma eternidade. Recordei as terríveis sextas-feiras, passadas com a nossa catequista, a fazer a via sacra na igreja e a rezar longos terços, que se ofereciam a todos os santos e a mais quantas pessoas já mortas e enterradas e que nem sequer tínhamos conhecido. Lembrei-me de chegar a casa, a pensar naquele resto de carne assada que me apetecia comer, apenas para constatar que tinha de engolir aquela sopa de peixe que eu detestava e que qualquer adolescente que se prezasse também odiaria. Lembrei-me de não poder brincar aos bailinhos de Carnaval com os meus irmãos e vizinhos (éramos mesmos tolinhos) ou de poder ouvir música na rádio porque era pecado e Deus castigava! Lembrei-me de ter de ir com a tal catequista (Deus a tenha) à paróquia, em grupo, confessar os nossos pecados, senão Deus castigava! Lembrei-me de que tinha de abdicar de coisas que eu adorava porque a catequista achava que sim (Lá se passavam uns quantos episódios da Tieta que eu não podia ver). E tinha de jejuar na quarta-feira de cinzas, ou então Deus castigava!

Eram tantas as regras e tantas as proibições que dei comigo a pensar que, afinal, gosto mais da Páscoa agora do que antigamente, apesar de ser mais comercial e apesar da avó Maria também ter evoluído porque agora só oferece amêndoas de chocolate!

Mas, pelo sim ou pelo não, não vá o diabo tecê-las ou Deus castigar-me, continuo a comer peixe às sextas, durante a quaresma e na quinta-feira santa, por isso, decidi fazer hoje a tal sopa de peixe que eu aprendi a adorar!



Para 4 pessoas

Ingredientes:

1 cebola média

2 dentes de alho

1 tomate maduro pelado (eu usei meia lata pequena de tomate aos pedaços)

Polpa de tomate q.b.

Coentros

1 peixe inteiro para cozer à escolha (usei red fish médio)

Azeite q.b.

2 punhados de arroz ou 2 batatas médias (usei o arroz)

1 litro de água (vão verificando se é preciso mais um pouco)

Sal q.b.



Preparação:

Picar a cebola e o alho. Refogar num pouco de azeite. Assim que estiver douradinho, juntar o tomate e a polpa e deixar apurar. Juntar os coentros e também deixar tomar o gostinho. Juntar a água (ponho, inicialmente, só metade), um pouco de sal e o peixe. Deixar cozer o peixe. Assim que estiver cozido, retirá-lo, tirar as espinhas e a pele e desfiá-lo para dentro do preparado. Juntar o resto da água e rectificar o sal. Assim que levantar fervura, juntar o arroz e deixar cozer, tendo cuidado para não deixar cozer demais, pois o calor acaba de abrir o arroz al dent.

Uma receita simples e saborosa! Boa Páscoa, amiguinhas!

Rosa


sábado, 16 de abril de 2011

Tortas à Moda da Ilha do Pico

Este prato costumava ser servido na ilha do Pico aos homens que eram contratados para

trabalhar nas terras: no cultivo da batata, do milho...

Servia de almoço e era carregado à cabeça dentro de panelas em cesto de vimes pela

esposa do dono dos terrenos.


Por que se chamam tortas?

Talvez pelo formato. Não consegui apurar. Mas é muitas vezes confeccionado para

aproveitamento de sobras cá em casa.


Hoje foi o meu almoço.

Deliciem-se!



Ingredientes:

sobras de peixe ou carne ( usei 3 lombos de salmão)
pão caseiro da véspera (usei uma fatia grossa de pão caseiro)
ovos (usei 8 ovos)
cebola (usei 1 pequena )
sal
fermento royal (2 colheres de chá)
colorau (1colher de sobremesa)
salsa (1 molhinho para as tortas e outro para o molho)
vinagre  (2 colheres de sopa)
água ( 1 copo grande)


Modo de confeccionar:


Antigamente os ingredientes eram moídos no moínho de ferro tradicional.
Hoje, pica-se no 123 a cebola, a salsa, o pão e os restos de peixe ou carne.
À parte batem-se os ovos e adiciona-se o preparado anterior e 2 colheres de chá de fermento ROYAL.
Vai a fritar, às colheradas grandes, em óleo.
Vai-se colocando as tortas num tacho.
Para o molho usa-se a mesma tigela na qual se deixou um resto do preparado. Adiciona-se o colorau, o sal, a água e o vinagre. Deixa-se levantar fervura e depois coloca-se a salsa picada. Põe-se este molho por cima das tortas e abafam-se com a tampa para incorporarem o molho nelas.


Servem-se acompanhadas de batata doce ou inhame cozido e pão de milho frito.

Patrícia

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bacalhau espiritual

Olá meninas!

Depois de se terem deliciado com as postas grossas de bacalhau da nossa amiga Patrícia e com o tão rico prato apresentado por ela, eis que surge uma daquelas receitas que se aplicam na perfeição à frase proferida por Miguel Esteves Cardoso. Esta é, talvez, a tal receita que surgiria no receituário nos tempos difíceis!

Agora mais a sério, vi esta receita de bacalhau no livro base da Bimby e, como tinha uns restos de bacalhau na “freeza”, decidi experimentar por parecer um pouco mais saudável do que bacalhau de natas com batata frita ou palha.

Na verdade, a coisa correu melhor do que aquilo que estava à espera. O bacalhau até saiu bem! E tem o mesmo sabor de bacalhau de natas, mas sem as batatas engordativas. O meu marido não apreciou muito o prato, mas ele geralmente não gosta de pudins de peixe e atum ou mesmo recheio, ou seja, coisas feitas com pão demolhado!

Então aqui vai a receita, que eu alterei nalguns aspectos…

Ingredientes:

100g pão (mais ou menos 2 papo secos)

100g leite

50g azeite

200g cebola

2 dentes alho

300g cenoura (pus só duas cenouras médias)

400g bacalhau desfiado (já demolhado)

Sal e pimenta q.b.

No livro base também pede pão ralado feito na Bimby, mas eu substituí por queijo ralado



Ingredientes para bechamel:

300g leite

60g farinha

30g manteiga

Sal, pimenta e noz moscada q.b.

200g natas (pus meio pacote apenas)



Preparação:

Demolhe o pão no leite e reserve.

Coloque no copo o azeite, a cebola, os alhos, a cenoura e pique 10seg/ vel 5.

Refogue 5min / Varoma / vel 1.

Junte o bacalhau, o pão escorrido, a pimenta e programe 5min / 100º / colher inversa / vel colher.

Rectifique o sal e deite num pirex. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Sem lavar o copo, coloque todos os ingredientes para o molho bechamel excepto as natas e programe 6min / 90º / vel 4.

Junte as natas pelo bocal da tampa e programe 2min / 90º /vel 4.

Envolva o bechamel com o bacalhau e polvilhe com o pão ralado ou com o queijo.

Leve ao forno a gratinar.



Dica do livro: para enriquecer o prato, pode-se juntar camarão cozido, que se envolve no bacalhau antes do bechamel.

Rosa


terça-feira, 5 de abril de 2011

Lasanha de salmão com espinafres

              Em época de avaliações, cansadíssima, com poucas horas de sono, chego a casa com vontade de cozinhar. Sem Bimby, no fogão, à moda antiga, mexendo pacientemente. É esta a minha terapia.



             Ingredientes:

             400 g de espinafres

             350 g de restos de salmão grelhado, em lascas

             2 colheres (de sopa) de azeite

             Placas de lasanha (frescas)

             Pão ralado aromatizado com coentros

             Queijo ralado (usei uma mistura de queijos, que incluía queijo azul)


             Ingredientes para o molho Béchamel:

             750 g de leite

             40 g de manteiga

             75 g de farinha

             Sal, pimenta e noz moscada

             Num wok, pus 2 colheres de azeite e o alho, picadinho. Quando começou a alourar, juntei os espinafres e deixei saltear. Adicionei o salmão e deixei cozinhar uns 5 minutinhos, mais coisa menos coisa. Reservei.
            Entretanto, na Bimby (pronto, confesso, afinal usei-a para o molho), coloquei o leite, a manteiga, a farinha, o sal e a pimenta e programei 8 minutos, 90 graus, velocidade 4.
            Num pirex, montei a lasanha, pela seguinte ordem: mistura de salmão, Béchamel, placas de lasanha, repetindo as camadas enquanto havia ingredientes (gosto de mais camadas, mas como não tinha muito recheio, só consegui duas de cada – deveria ter usado um pirex menor). Sobre a última camada de massa, coloquei queijo e finalizei com pão ralado aromatizado com coentros.
             Levei ao forno a gratinar e servi, acompanhada com salada e um copo de vinho tinto, que o meu filho fez o favor de entornar no tapete da sala de jantar.

                                                                                      Ilídia

quarta-feira, 30 de março de 2011

Uma empada de frango para combater a crise

Ultimamente, a palavra crise entra-nos pelos ouvidos dentro a toda a hora e, por mais que nos canse, temos que contar com ela e aceitar que se avizinham tempos pouco sorridentes. Há, ainda, que aceitar que provavelmente vamos ter que alterar alguns dos nossos hábitos.
            Não deixo de pensar que a tendência dos alimentos home made, que se verifica desde há alguns anos, é uma forma de nos irmos preparando suavemente para tempos difíceis. Pão, iogurtes, compotas, hortas biológicas… O que está in agora é aquilo de que, há não muitos anos atrás, as pessoas tinham vergonha. Agora é trendy dizer que se foi colher as verduras ou as ervas à horta. E o ato em si sabe bem. A mim, pelo menos, sabe-me muito melhor colher a minha salsa do jardim do que comprá-la no supermercado. Será que quando tivermos que o fazer por necessidade saberá igualmente bem?
            Outra moda boa para a carteira: aquilo que antes se denominava de sobras ou aproveitamentos e agora, de forma mais chique, se chama reciclagem de comida (que, confesso, me causa sempre alguma espécie, pois começo logo a imaginar três contentores coloridos no meio da cozinha…). O desafio é tornar as refeições, por mais humildes e económicas que sejam, em propostas interessantes, que podem passar por detalhes simples, mas que fazem toda a diferença. Por que temos de comer os restos “atirados para cima da mesa”? Por que não um prato com uma apresentação cuidada, mesmo que pouco dispendioso, servido numa mesa bem posta?
             O meu desafio de hoje era o seguinte: o que fazer a um resto de frango assado? Tinha três opções: a primeira, pô-lo no lixo (um pecado, nos tempos que correm); a segunda, comê-lo assim mesmo (desinteressaaaaaaante); a terceira, fazer umas empadas, servidas em ramequins.  Adivinhem qual foi a minha opção…


Ingredientes para a massa:
            250 g de farinha
            1 colher de sopa de manteiga
            3 ovos
            Sal
            ½ dl de água morna

Num recipiente, faz-se uma cova no meio da farinha, na qual se põe a manteiga, o sal, os ovos e ½ dl de água morna.
            Amassa-se tudo até ligar muito bem (se for preciso, acrescenta-se mais um pouquinho de água) e deixa-se repousar durante 1 hora.
Ingredientes para o recheio:
            Aproveitamentos de frango
            1 cebola, cortada em rodelas
            2 dentes de alho, picadinhos
            1 alho francês, em rodelas
            40 g de azeite
            ½ pacote de natas
            1 folha de louro
            1 colher de chá de mostarda antiga
            Sal e pimenta q.b.
            1 gema para pincelar as empadas


            Refoga-se a cebola, os alhos e o alho francês no azeite (na Bimby, 5 minutos, 100 graus, velocidade colher inversa). Acrescenta-se o frango, a mostarda e o louro e deixa-se cozinhar mais 5 minutos, na mesma temperatura e velocidade. Acrescenta-se as natas, verifica-se os temperos (a quantidade de sal e pimenta vai depender do tempero que o frango tinha) e deixa-se apurar mais 2 minutos.
            Coloca-se o recheio nos ramequins, rola-se a massa, numa superfície enfarinhada, e cobre-se o recheio, aconchegando bem.
            Pincela-se com uma gema e vai ao forno a 190 graus, até a massa estar dourada.
Ilídia

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bacalhau em Segunda Mão

Esta receita é o aproveitamento, daí o título - em segunda mão - de um almoço de Bacalhau com Todos. Acrescentei-lhe uns pormenores, que abaixo constam dos ingredientes, e, mais uma vez rapidamente, e numa época de contenção de despesas e aperto de cinto,  criei um prato de ir ao forno que deu para toda a família.

Ingredientes

Bacalhau cozido desfiado
Batatas (4 ou 5)
Cenouras cozidas (as que sobraram - 3)
Couve cozida (por acaso não sobrou desta vez, por isso, não coloquei)
3 ovos cozidos
Feijão verde cozido
Grão de bico
200ml de natas ou de molho bechamel (uma solução mais light)
azeitonas recheadas
pickles(facultativo)
cebola
alho
especiarias a gosto (utilizei pimenta branca e preta)
sal
pão ralado com alho e ervas na Bimby

Modo de Confeccionar

Cortei as batatas, as cenouras e o feijão verde aos bocadinhos e misturei-lhes o grão de bico que tinha sobrado. Adicionei azeitonas e pickles picadinhos. Desfiei o bacalhau.
Fiz um refogado com cebola e alho muito picadinhos (porque o marido não gosta de sentir os fios de cebola) e juntei-lhe o bacalhau e as natas ou molho bechamel.
Rectifiquei o sal e adicionei as especiarias.
Misturei todos os ingredientes e coloquei-os num pirex.
Por cima, polvilhei com pão ralado com alho e ervas que fiz na Bimby ( que guardo no congelador numa marmita e vou tirando à medida que preciso).

 Patrícia

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Risotto de churrasco

Que a vida não está para brincadeiras não é novidade para ninguém. Para evitar comer os tristes restos que cheiram a crise, há que polvilhar as receitas com alguma criatividade. Tinha dois bifes de picanha (tamanho mini), que só chegariam para alimentar alguém com estômago de passarinho (o meu marido não se enquadra nesta categoria…). Assim, fiz a ronda pelo congelador, frigorífico e despensa, misturei tudo e apareceu este risotto (inspirado não num em particular, mas nos risottos que vou vendo pela blogosfera, principalmente neste blog, de que gosto bastante, a começar pelo título). Uma refeição quentinha (que bem precisamos, com este frio), económica e revigorante.

Risotto de churrasco
50 gr. de bacon, cortado em cubinhos
1 cebola média
2 bifes pequenos
2 salsichas para churrasco
1 lata pequena de cogumelos (uso quase sempre frescos, mas hoje não tinha)
330 gr. de água
200 gr. de vinho tinto (não deve ser “carrascão”, mas sim um vinho “drinkable”, como diz a Nigella)
200 gr. de arroz arbóreo (na falta deste, o carolino faz bem o seu papel)
Queijo parmesão a gosto  (usei duas colheres de sopa)
Sal e pimenta q.b..
Preparação
Picar a cebola (5 min./ vel. 5). Reservar.
Refogar o bacon 5 min. /100 graus/ vel. colher inversa (na sua própria gordura). Juntar a cebola e programar mais 5 minutos, à mesma temperatura e velocidade. Adicionar as carnes e os cogumelos e programar mais 5 min, sempre a 100 graus e velocidade colher inversa. Acrescentar o arroz, a água e o vinho tinto, temperar a gosto com sal e pimenta e programar 16 minutos/ 100 graus/ colher inversa.
Juntar o queijo ralado e programar 2 min./ 100 graus/ colher inversa.
Servir de imediato.
Acompanhar com um copo de vinho tinto (ou mais, se não tiverem que trabalhar, como é o meu caso).
Bon appétit!
Ilídia

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

TARTE DE FRANGO, COGUMELOS E ALHO FRANCÊS

A receita que vos trago hoje lembra-me piqueniques, almoços de Sábado e… restos de churrasco. Quando tenho sobras de frango, o destino é quase sempre esta tarte, pois sei que é um prato seguro, que resulta sempre. Desde que tenho Bimby, faço sempre a base em casa, mas antes usava uma base congelada, e também resultava. Desta vez, resolvi inovar e colocar alho em pó e ervas na base, truque que li na “Bimby Momentos de Partilha” de Janeiro (e que, pelos vistos, já não era novidade para a Susana, sempre um passo à frente.)

Tarte de Frango, cogumelos e alho francês
Ingredientes para a massa:
150 gr. de farinha;
65 gr. de manteiga;
35 gr. de água;
1 pitada de sal;
1 pitada de açúcar;
Alho em pó (usei garlic salt, “amaricano”);
Orégãos a gosto.

Ingredientes para o recheio:
3 colheres (de sopa) de azeite, aproximadamente;
1 cebola grande;
2 dentes de alho;
1 alho francês grande;
300 gr. de aproveitamentos de frango;
100 gr. de cogumelos frescos (ou uma lata pequena);
1 caixa de natas (usei Light);
Queijo a gosto para polvilhar;
Spay de culinária ou manteiga, para untar a tarteira.

Fiz a massa, conforme a receita do livro-base da Bimby (fiz só meia dose), e reservei.
Coloquei o azeite num wok, juntei os alhos, picadinhos, a cebola, cortada a meio e depois em meias-luas, e o alho francês, em rodelas. Deixei refogar, em lume brando. Se usarem cogumelos frescos, devem cozinhá-los um pouco antes de adicionarem o frango, se usarem de lata, colocam-nos ao mesmo tempo que o frango. Deixei cozinhar um pouco, adicionei as natas, rectifiquei os temperos e deixei apurar cerca de 2 minutos, tapado.
Entretanto, estendi a massa, forrei uma tarteira, untada com spray de culinária, e levei-a ao forno pré-aquecido a 180 graus, durante 15 minutos, para cozer a massa. Coloquei o recheio, polvilhei com queijo ralado (usei mozzarella), levei ao forno até o queijo estar douradinho.
Acompanhei com salada, mas cá em casa adoramos esta tarte acompanhada com espinafres salteados. Espero que gostem.
Ilídia