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domingo, 19 de janeiro de 2014

Creme de feijão branco e abóbora

Costumo dizer que o meu ponto fraco na cozinha são as sopas. Talvez por não apreciar muito... Mas há uns anos, descobri que se fizesse uma coisa "errada", elas ficariam muito mais saborosas: colocar o azeite logo no início, quando ponho a panela ao lume com os legumes e a água.
Esta sopinha resultou de uma experiência que fiz há umas semanas. E gostámos tanto, que esta semana repeti-a.
Ao fim e ao cabo, as sopas são aquilo que quisermos!
 
 
 
Ingredientes
1 lata grande de feijão branco
1 lata pequena de feijão branco
3 chuchus (ou caiotas)
1 cenoura grande
4 ou 5 cubos de abóbora
1 cebola
3 dentes de alho
água q.b.
sal e azeite para temperar
 
 
 
Preparação
Começo por abrir as latas de feijão. Despejo-o para dentro de um coador, para que se liberte do líquido conservante, e passo-o por água. Entretanto descasco, lavo e parto em pedaços os chuchus, a cenoura, a abóbora, a cebola e os dentes de alho. Coloco tudo dentro de uma panela, cubro com água, tempero com sal e azeite e levo ao lume.
Depois de cozido, passo com a varinha mágica, retifico os temperos e deixo levantar fervura novamente.
Reconfortante!
 
Uma boa semana para todos.
 
Maria

sábado, 15 de junho de 2013

Caldo de Peixe

Já estava com saudades de aqui vir. Mas o final de ano letivo é sempre imperativo de muito, muito trabalho.
Apesar disso, estou de atestado. O meu menino contraiu varicela e, até à próxima 4ª feira, vamos ficar por casa!
A minha passagem de hoje por aqui vai ser rápida. Vou deixar-vos um caldinho de peixe muito saboroso. Espero, todavia, que não se deixem influenciar pelo aspeto das fotografias, pois este não é um prato propriamente fotogénico. É uma ótima sugestão para um jantar leve.
Faço-o sempre com pedaços de cabeça de cherne, à venda na peixaria do Continente. Tenham é o cuidado de escolher pedaços com menos pele e gordura e mais lombinho.
 
 
 
Ingredientes
4 pedaços de cabeça de cherne
água
sal q.b.
1 cebola
3 dentes de alho
salsa q.b.
1 caldo de galinha (Maggi)
pimenta branca
polpa de tomate q.b. (usei 2 c. sopa de Guloso q.b. original)
1 fio de azeite
 
 
 
Preparação
Tempera-se o peixe com sal.
Coloca-se ao lume uma panela com água, sal, a cebola, os dentes de alho e a salsa picadinhos. Assim que levantar fervura, adicionam-se os pedaços de peixe, o cubo Maggi e tempera-se com a pimenta branca, a polpa de tomate e o azeite.
Quando o peixe estiver cozido, retira-se e separam-se os lombinhos da pele, gorduras e espinhas. Côa-se o caldo (eu não faço isto, pois gosto de encontrar a cebola e a salsa) e acrescenta-se o peixe desfiado. Levanta fervura novamente e serve-se.
 
Bom fim de semana.
 
Maria
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Creme de tomate com gengibre

Se a horta te dá tomates... faz creme de tomate!




600 g de tomates maduros, cortados em quartos
1 batata média, cortada em pedaços
1 cenoura grande, cortada em pedaços
1 cebola grande, picada
2 dentes de alho, picados
2 colheres (de sopa) de azeite
1 pedaço de gengibre (cerca de 4 cm)
sal
água q.b.

Preparação na Bimby:
No copo da Bimby, colocar a cebola, os alhos e o azeite e triturar (5 segundos, velocidade 5). Refogar 5 minutos, varoma, velocidade 1. Juntar os restantes ingredientes, cobrir com água e programar 20 minutos, velocidade 1, 100 graus. No fim, triturar 5-7-9.

Preparação tradicional:
Refogar a cebola, os alhos e o azeite. Juntar o tomate, a cebola, a batata e o gengibre, temperar com sal, cobrir com água e deixar cozer. No fim, passar com a varinha mágica.

A inspiração de juntar gengibre ao tomate veio do Dicionário de Sabores, da Niki Segnit.

Bom apetite.
Ilídia

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Caldo de Grão-de-bico com gostinho a Pescada


     Nada como um bom e quente caldo a seguir a uma execelente entrada como aquela que antecede esta receita. Bom caldinho!!!

Ingredientes

440g de abóbora
250g de curgete
100g de cenoura
1 lata de grão-de-bico
Metade de 1 cebola
Sal a gosto
Azeite q.b.
Metade de um lombinho de pescada ultracongelado
950ml de água

     Programar 25 minutos, temperatura 100, velocidade 1. Após a cozedura, deitar um fio de azeite. Triturar tudo, programando 50 segundos, velocidade 6. Adicionar uma lata de grão- de- bico (sem o líquido) e programar 5 minutos, temperatura 100, colher inversa. Depois, deitar o caldo numa terrina com pedaços de pão ou tostas.

PMT

sábado, 7 de abril de 2012

Sopa alampreada

Ontem foi 6ª feira Santa... e ao fim de três anos consecutivos, não fui à minha terra - Penacova.
Este dia é lá comemorado com as cerimónias religiosas, que culminam com a procissão do Senhor Morto.
À mesa da minha mãe, serve-se sempre o mesmo: sopa alampreada, arroz de feijão e bolinhos de bacalhau.
Para me sentir um bocadinho lá, e por não saber comer outra coisa neste dia, foi esta a ementa que ontem preparei... mas hoje só vos deixo a sopa, que apesar do nome, não tem nada a ver com lampreia!
É uma sopa forte... mas quem a come, gosta.



Ingredientes:
500 gr de feijão vermelho
1 cebola
3 dentes de alho
1 raminho de salsa (+ ou - 20/25 pezinhos)
1 folha de louro
azeite q.b.
esparguete q.b.
sal q.b.
2 c. sopa de vinagre


Preparação:
Na véspera, coloca-se o feijão a demolhar em água.
No dia, coze-se o feijão em água.
Numa panela, à parte, faz-se um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados, a folha de louro e o raminho de salsa.
Ao feijão, depois de cozido, junta-se o refogado e massa esparguete partida em quatro. Deixa-se cozer.
Antes de desligar, junta-se o vinagre e deixa-se ferver mais dois minutos.
E o resultado é este:




Uma Páscoa feliz!

Maria

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Canja de galinha

O meu menino está meio adoentado, constipadinho :(
E isto é o suficiente para lhe quebrar o apetite...
Como tal, decidi fazer-lhe uma canja de galinha, aquela que ele tanto gosta, com massinhas, galinha desfiada e pedacinhos de ovo cozido.
Costumo ainda colocar, para além dos ingredientes que a seguir especifico, moelas e um pedacinho de fígado para dar gosto. No entanto, desta vez, como não os tinha em casa, não os usei. Fiz assim uma versão mais light, só para o meu tesourinho.



Ingredientes:
1 perna inteira de galinha
1 cebola
água q.b.
sal q.b.
massa pontinha q.b.
1 ovo

Preparação:
Descasquei uma cebola, lavei-a e piquei-a para dentro de uma panelinha. Adicionei água e sal e levei ao lume.
Lavei uma perna inteira de frango e coloquei-a dentro da panela até cozer.
À parte, pus um ovo a cozer em água e sal.
Depois de cozida, retirei a perna de frango da panela e adicionei as massinhas. Desfiei a galinha em pedacinhos e coloquei-os novamente a ferver.
Descasquei o ovo, passei-o duas vezes no corta-ovos (vertical e longitudinalmente) e juntei à canja. Deixei ferver mais uns minutos, até a massa ficar cozida, e servi.
Foi um delírio quando viu a "sopa" na mesa. Nem precisou de ajuda para comer!



Bjs.
Maria

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sopa Luso-Chinesa



Gosto imenso de cozinha chinesa e até japonesa. Quando vou à capital do reino, Lisboa, claro, (aqui nas ilhas pensa-se logo na cidade de Ponta Delgada, a mais desenvolvida em termos de comércio) aproveito para frequentar os restaurantes de que gosto. Em Março passado fui a um restaurante de Sushi que fica no Oriente e foi uma experiência bastante interessante pela diversidade de sabores e por todos os rituais de refeição, totalmente diferentes dos ocidentais. É de salientar que os "carnívoros" que me acompanharam também sairam de lá bastante satisfeitos, apesar de  ser tudo à base de salmão e de atum.
Tenho imensa pena de aqui na ilha não haver mais diversidade de restaurantes especialistas em determinadas cozinhas onde pudessemos saborear  pratos de outras paragens. É verdade, no entanto,  que os supermercados já vão ficando  guarnecidos com produtos específicos para se poder confecionar receitas de diferentes nacionalidades.

Esta sopa foi mais uma invenção que aliou o gosto pelos regional e nacional ao internacional.
Simples e pouco ambiciosa como veem.

Ingredientes

Couve branca
Couve-flor
Cenoura
Courgette
Abóbora
Rebentos de soja
Cebola
Alho
Cebolinho (para decorar)
Molho de soja
Azeite
Água
Sal

Fiz um leve refogado com meia cebola pequena e azeite.
Adicionei 6 colheres de sopa de molho de soja.
Juntei os legumes picados a gosto, exceto os rebentos de soja.
Deixei refogar um bocadinho.
Juntei os cogumelos e deixei refogar mais um pouco porque destilam bastante.
Adicionei a água e os rebentos de soja.
Temperei de sal.
Deixei levantar fervura e cozer em lume brando.

Depois de pronta decorei cada prato com argolinhas de cebolinhos.

Uma sopinha bastante eclética, não acham?





























Patrícia

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sopa de Salsa da Bisavó


Hoje resolvi partilhar convosco esta sopa. Sim, de salsa. Acham estranho?! De facto, a salsa não é frequentemente utilizada em sopas como o ingrediente principal, mas porque não? Será tida como parente pobre das sopas?
Esta receita é feita cá em casa desde o tempo da minha bisavó, uma mulher notável, enérgica e astuta  a quem foi permitido ver o sol até aos 95 anos, proveniente de gente rija do campo e conhecedora de todas as ervas medicinais sobre as quais sabia histórias e com as quais orquestrava xaropes, pomadas, sabões, desinfetantes - e agora lembrei-me da água de malvas que preparava todos os dias para lavar as vistas, talvez poção anti-rugas da época. Já nessa altura ela falava dos benefícios da baba do caracol e agora é assistirmos a anúncios publicitários uns atrás dos outros apregoando os benefícios da referida baba.
Confesso que me estou a perder no discurso e que a minha intenção era falar da sopa de salsa cá de casa. Que me desculpem os adeptos do "straight to the point".

Esta sopa reflete na perfeição o sabor característico da salsa. Se fosse de coentros, e também porque não?, realçaria de certeza o paladar do coentro.

Há quem a aprecie triturada. Porém, cá em casa gostamos de sentir as folhinhas de salsa cozidas, previamente cortadas aos bocadinhos, com uma tesoura, antes de serem introduzidas no creme.

Base

6 batatas (costumo colocar 4 batatas e 1 courgette)
1 cenoura grande
1 cebola
1 dente de alho
água
sal

Cozem-se os ingredientes acima descritos e trituram-se com a varinha mágica.

Adiciona-se um ramo generoso de salsa, sem os caules mais grossinhos, cortado aos pedacinhos com a tesoura de cozinha.

Deixa-se cozer a salsa. Rega-se com azeite a gosto.

Está pronta a servir e a reconfortar a alma, nestes dias que já vão sendo mais frescos.


Espero que tenham gostado da sugestão.


Se, por acaso, reproduzirem esta sopa digam-me se gostaram.


Poderão também espreitar outra receita açoriana de sopa de salsa aqui:.http://maisacrequedoce.blogspot.com/2011/06/sopa-de-salsa-e-uma-memoria-de-jantares.html

Patrícia

terça-feira, 26 de julho de 2011

Gaspacho à Alentejana


Se há palavra que me faz regressar ao Alentejo é sem dúvida "gaspacho"!
Lembro-me da primeira vez que comi e franzi o nariz. Pensei para comigo " Mas que graça tem esse prato?!" não conseguia perceber. Sopa fria, com sabor envinagrado e sem graça.
Mas aos poucos me acostumei, e até mesmo fiquei fã dessa sopa fria que me refrescava naqueles dias quentíssimos e abafados que o Alentejo nos oferece em época de Verão.
Agora, já aqui nos Açores faço essa sopa  para recordar os bons momentos que passei com amigos naqueles Verões escaldantes à beira da piscina.  



Ingredientes:

1/2 pimento rajado (vermelho e verde)
1/2 pepino
3 tomates
1/2 cebola
2 dentes de alho
Sal q.b.
2 c. de sopa de azeite
2 c. de sopa de vinagre
1 litro de água
Oregãos
Croutons integrais tostados ou pão duro

Fiz assim:

Num almofariz pisei os dentes de alho com o sal. Adicionei um tomate e pisei até formar uma papa. Deitei o preparado numa tigela de servir à mesa. Temperei com o azeite e o vinagre.
Juntei o restante tomate e a cebola picada. Cortei o pimento às tirinhas e juntei ao preparado anterior.
Adicionei a água, mexi bem e temperei com os oregãos. Levei ao frigorífico até à hora de servir.
Na hora de servir coloquei os croutons nas tigelas individuais e deitei o gaspacho por cima.
Serve-se com presunto desfiado ou chicharro frito.


Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos                                       Susana

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Creme de Caiota com Cenoura e Linguiça

Este fruto originário da América central é conhecido por diversos nomes: Chuchu no Brasil e Portugal Continental, Caiota ou Caioca no arquipélago dos Açores e Pimpinela no arquipélago da Madeira. A forma assemelha-se à de uma pêra e a casca pode ser lisa ou com espinhos, conforme a espécie, e a cor varia do branco ao verde bem escuro.

A Caiota é um fruto de sabor suave, fácil digestão, rico em fibras, pobre em calorias e constitui uma óptima fonte de potássio e de vitaminas A e C.

Não devemos comê-los crus, pois são duros para mastigar e quando os cortamos e os descascamos crus, devemos fazê-lo debaixo de água corrente por terem um líquido pegajoso. Podem ser cozidos e refogados, podemos transformá-los em cremes, sopas, suflés, bolos ou saladas frias.

Informação recolhida da net, wikipédia



Quando a parte de baixo se estiver a abrir e a mostrar uma espécie de grelo, são excelentes para serem colocados na terra, na posição vertical. O chuchu ou caiota grelará, trepará e dará caiotazinhas grandes. É o que costumo fazer; depois de lavados, cortados e descascados, congelo-os.

Ingredientes

500g de caiota (ou chuchu)

100g de cenoura

1 batata

1 cebola

1 pedacito de linguiça (tamanho de um dedo)

600g de água



Preparação

Colocar todos os ingredientes no copo da Bimby durante 30 minutos, na velocidade 1, temperatura 100º. Depois, triturar tudo na velocidade 7, durante 1 minuto.



PMT




























quinta-feira, 19 de maio de 2011

Creme de Cogumelos Light

E a pensar na saúde de todos (que visitem este blog e parceiras) e para que não pensem que é só coisas doces e algumas um pouco calóricas,lol, trago uma sopinha que se pode dizer que é diurérita e ótima para manter a linha. Desta pode-se comer mais que um prato que até o corpo agradece!



Ingredientes:


40 g de azeite
1 cebola
1 dente de alho
1 alho francês- só a parte branca
1 courgette
1 cenoura
Abóbora (como estava congelada não pesei)
1 embalagem de cogumelos pleurotus
1 caldo de legumes
Água até cobrir os legumes

Fiz assim:

Deitei o azeite, a cebola arranjada e cortada em quarto, o dente de alho no copo da bimby e triturei durante 5 Seg. Vel. 5.
Arranjei o alho francês e cortei em rodelas, coloquei no copo e refoguei durante 7 Min. Temp. 100º, Vel.2.
Adicionei os ingredientes restantes e cobri com àgua, programei 25 Min. Temp. 100º, Vel. 1.


Beijinhos e espero que gostem da sugestão.

Susana

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sopa de Funcho

Olá! 

Podem estar, desde já, a estranhar o ingrediente principal desta sopa, o funcho

Esta erva " é frequentemente utilizada em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, particularmente os das variedades menos ricas em óleos essenciais, serem consumidos em fresco como parte de saladas.




Pode também ser incorporada em sopas, em particular sopas destinadas a serem consumidas frias. Um dos pratos típicos dos Açores é uma sopa de feijão e inhame com folhas e caules tenros de funcho.
É frequente o seu uso como aromatizante em molhos, conservas de vegetais, curtumes e outros preparados semelhantes. Usada em baixas concentrações dá um aroma e sabor discretos, semelhante ao mentolado, mas bastante mais suave e doce.
As sementes secas são utilizadas em chás e tisanas e como aromatizante em licores e bebidas alcoólicas destiladas.
Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunfou moti saunf.
As suas raízes são consideradas como tendo propriedades diuréticas, sendo por esta razão comercializadas pelas ervanárias. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.
Em perfumaria os óleos essenciais do funcho são utilizados para perfumar pastas dentífricas, champôs e sabonetes."
Wikipédia, a enciclopédia livre

Sempre conheci esta sopa cá em casa. 


Desde a minha infância que a minha avó materna - natural da ilha do Pico - fazia esta sopa.

Lembro-me de os meus irmãos não gostarem da sopa, porque não morriam de amores pelo paladar do funcho e de ser um chinfrim lá em casa durante a refeição para a comerem até ao fim. (nesse dia, a colher de pau tinha, por vezes, dupla função)

Na verdade, só quem aprecia ervas aromáticas e gosta de sabores diferentes é que, por norma, gosta do caldo de funcho. 

Eu faço parte, sem dúvida, dessa categoria de apreciadores. Por isso trago-vos duas versões da sopa: a típica ou tradicional e a minha, mais light.


Ingredientes para a base

Versão tradicional                               A minha versão
1 molho de funcho                               1 molho de funcho   
1 cebola                                                    1 cebola
4 dentes de alho                                   4 dentes de alho
4 batatas                                                  1 courgette
                                                                     1 couve-flor                 
azeite                                                         azeite
sal                                                               sal
água                                                           água


Ingredientes para colocar na sopa depois de transformada em puré 



Versão tradicional: o funcho picado muito miudinho; o toucinho fumado ou bacon picadinho;1 inhame cozido picado aos cubinhos e 1 lata feijão branco
A minha versão: o funcho picado muito miudinho;1 batata picada aos cubinhos e 1 lata feijão branco

Espero que tenham gostado!
Patrícia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sopa de Peixe

Ainda outro dia, estava a conversar com uma amiga acerca daquilo que significava a Páscoa. Ao contrário da visita pascal, do folar obrigatório, e das mesas fartas, com ricos cabritos e leitões assados, as nossas tradições insulares foram sempre muito mais “light”.

É verdade que havia a missa de Páscoa. É verdade que havia uma versão melhorada do jantar. É também verdade que as amêndoas lá apareciam no fim da refeição. Daquelas grandes e gordas e coloridas, cheias de açúcar, compradas a retalho no Zeferino. Mmmmm, que bem sabiam aquelas amêndoas da avó Maria.

Vim para casa com uma certa nostalgia daquilo que me lembrava ser a Páscoa ideal, sem as prateleiras a abarrotarem de ovos de chocolate de todos os tamanhos e feitios e de dezenas de pacotes de amêndoas, de dezenas de marcas diferentes. Fiquei triste!

Hoje, lembrei-me que estava a terminar a época pascal e que quarenta dias tinham passado num ápice. Quando era uma jovenzinha, passar esse período era um pesadelo, levava uma eternidade. Recordei as terríveis sextas-feiras, passadas com a nossa catequista, a fazer a via sacra na igreja e a rezar longos terços, que se ofereciam a todos os santos e a mais quantas pessoas já mortas e enterradas e que nem sequer tínhamos conhecido. Lembrei-me de chegar a casa, a pensar naquele resto de carne assada que me apetecia comer, apenas para constatar que tinha de engolir aquela sopa de peixe que eu detestava e que qualquer adolescente que se prezasse também odiaria. Lembrei-me de não poder brincar aos bailinhos de Carnaval com os meus irmãos e vizinhos (éramos mesmos tolinhos) ou de poder ouvir música na rádio porque era pecado e Deus castigava! Lembrei-me de ter de ir com a tal catequista (Deus a tenha) à paróquia, em grupo, confessar os nossos pecados, senão Deus castigava! Lembrei-me de que tinha de abdicar de coisas que eu adorava porque a catequista achava que sim (Lá se passavam uns quantos episódios da Tieta que eu não podia ver). E tinha de jejuar na quarta-feira de cinzas, ou então Deus castigava!

Eram tantas as regras e tantas as proibições que dei comigo a pensar que, afinal, gosto mais da Páscoa agora do que antigamente, apesar de ser mais comercial e apesar da avó Maria também ter evoluído porque agora só oferece amêndoas de chocolate!

Mas, pelo sim ou pelo não, não vá o diabo tecê-las ou Deus castigar-me, continuo a comer peixe às sextas, durante a quaresma e na quinta-feira santa, por isso, decidi fazer hoje a tal sopa de peixe que eu aprendi a adorar!



Para 4 pessoas

Ingredientes:

1 cebola média

2 dentes de alho

1 tomate maduro pelado (eu usei meia lata pequena de tomate aos pedaços)

Polpa de tomate q.b.

Coentros

1 peixe inteiro para cozer à escolha (usei red fish médio)

Azeite q.b.

2 punhados de arroz ou 2 batatas médias (usei o arroz)

1 litro de água (vão verificando se é preciso mais um pouco)

Sal q.b.



Preparação:

Picar a cebola e o alho. Refogar num pouco de azeite. Assim que estiver douradinho, juntar o tomate e a polpa e deixar apurar. Juntar os coentros e também deixar tomar o gostinho. Juntar a água (ponho, inicialmente, só metade), um pouco de sal e o peixe. Deixar cozer o peixe. Assim que estiver cozido, retirá-lo, tirar as espinhas e a pele e desfiá-lo para dentro do preparado. Juntar o resto da água e rectificar o sal. Assim que levantar fervura, juntar o arroz e deixar cozer, tendo cuidado para não deixar cozer demais, pois o calor acaba de abrir o arroz al dent.

Uma receita simples e saborosa! Boa Páscoa, amiguinhas!

Rosa


sábado, 2 de abril de 2011

Sopa de Legumes com Pernil Fumado


Sentem o vapor quente que emana desta sopa?

De facto, não há como uma sopinha quentinha para reconfortar a 'alma' num dia frio.

Hoje até que, aqui nos Açores, o dia está bonito*.

*definição açoriana de dia 'bonito': dia sem nuvens e sem chuva

Pela constituição forte desta sopa, bastante rica, pode servir como entrada e prato principal

ao mesmo tempo. É ideal para um jantar que queremos que seja leve e ao mesmo tempo

consistente.

Espero que gostem!

Ingredientes para a base

alho
cebola
abóbora
cenoura
grão-de-bico
courgette
sal
pernil fumado

Ingredientes a serem colocados depois de triturar a base

pernil fumado cozido desfiado
abóbora aos cubos
cenoura aos pedacinhos
grão-de-bico
couve lombarda cortada grosseiramente
nabiça picada
cotovelos ( ou outra massa do agrado)
azeite

Modo de Confeccionar:

O pernil vai a cozer com os ingredientes da base.

Depois de cozidos, retira-se o pernil e trituram-se  os restantes ingredientes da base.

Desfia-se a porção de pernil que se achar adequada para a quantidade de sopa que estamos a fazer.

Adicionam-se os restantes ingredientes e vai ao lume até tudo estar cozido.

Junta-se o pernil desfiado e rega-se com um fio de azeite.


Bom apetite!

Patrícia

quinta-feira, 31 de março de 2011

Sopa de Abóbora com Leite e Laranja

Nada como uma boa sopinha para aquecer a alma num dia frio e chuvoso!!!


Ingredientes

2 colheres de sopa de azeite
2 cebolas médias (picadas)
900g de abóbora (sem casca e cortada em pedaços)
1,5 l de caldo de legumes ou de galinha (a ferver)
Casca ralada e sumo de 1 laranja (usei apenas o sumo)
3 colheres de sopa de tomilho fresco sem caules ( não usei)
150 ml de leite
Sal e pimenta
Pão estaladiço para servir

(dobrar a quantidade para aumentar a sopa)

Preparação

Aqueça o azeite num tacho, junte as cebolas e cozinhe 3 a 4 minutos até ficarem brandas. Adicione o alho e a abóbora, cozinhe durante mais 2 minutos, mexendo bem.

Junte o caldo de legumes ou de galinha, a casca da laranja e duas colheres de sopa de tomilho. Deixe cozinhar, tapado, durante 20 minutos ou até a abóbora ficar tenra.

Com a varinha mágica (ou com a Bimby) reduza tudo a puré. Também pode esmagar a mistura num passe-vite. Tempere a gosto.

Junte o leite à sopa e leve ao lume outra vez. Reaqueça durante 3 a 4 minutos ou até estar bem quente sem ter fervido. Salpique com o tomilho restante mesmo antes de servir. Se quiser, sirva também com bastante pão fresco e estaladiço.

O Livro Completo da Cozinha Italiana

PMT


sábado, 26 de março de 2011

Sopa de Peixe da Minha Avó


É à minha avó materna que devo algumas das melhores recordações da minha infância. Lembro-me do fascínio com que a ouvia falar das suas memórias dos anos 40, de como os pais das meninas “de bem” as obrigavam a esconder-se dos soldados que por cá se encontravam por altura da Segunda Guerra Mundial, lembro-me de me ter falado pela primeira vez dos amores de Pedro e Inês, de me ter cantado A Moleirinha, de Guerra Junqueiro, que aprendera na sua escola primária, durante o Estado Novo, lembro-me de me ter ensinado as primeiras letras, através da Cartilha Maternal, de João de Deus, e do entusiasmo com que pegava na “minha” cartilha e rumava à casa dela, que morava perto de nós, num tempo em que crianças com cinco anos ainda podiam sair à rua sozinhas, pois o trânsito não era tão perigoso como o de hoje em dia.
Por vezes, pedia à minha mãe para passar lá a noite. Sabia-me tão bem ser mimada…
Na casa da avó, rezava-se o terço todas as noites e eu, como hóspede, participava no ritual. De seguida, via-se um pouco de televisão (não muita, pois no final dos anos 70, nos Açores, o único canal existente era a RTP Açores, e a emissão acabava cedo, ao som do hino dos Açores). De manhã, bebíamos o leite com cevada, que tinha que esperar pacientemente, na cafeteira de esmalte azul, até que o pó assentasse.
Lembro-me do meu avô a chegar da pesca, com o seu baldinho com peixe, e de eu saltitar à volta da minha avó, enquanto ela amanhava o peixe para fazer esta sopa, com a qual participo no desafio “Conte-me a sua receita”, promovido pelo blogue www.cincoquartosdelaranja.blogspot.com.


Ingredientes:
1 cebola grande, picada miúda
3 dentes de alho, picados miúdos
1 colher de sopa de banha
2 colheres de sopa de polpa de tomate
2 colheres de sopa de vinagre
1 colher de sopa de manteiga
Água (a terrina onde se vai servir a sopa, cheia)
4 peixes (boca-negra, dos mares dos Açores, ou outro peixe branco, de escama)
1 raminho de salsa
Pão de véspera, cortado em fatias finas

Primeiro, a minha avó cortava os peixes a meio e temperava-os com sal. Fritava-os em óleo ou banha e reservava-os.
Fazia um refogado com a banha, a cebola e o alho, até estarem douradinhos. Juntava a polpa de tomate, o vinagre e a manteiga e deixava refogar bem. Adicionava as batatas, cortadas às rodelas finas, e um rabo do peixe reservado, para dar gosto ao refogado. Acrescentava a água a ferver e deixava cozinhar, até ficar bem apurado (45 minutos, aproximadamente), e as folhinhas da salsa, ripadas.
Na hora de servir a sopa, misturava o resto do peixe reservado com o caldo.
Enchia a terrina com o pão cortado e punha por cima o caldo, com a batata e o peixe, tendo o cuidado de o peixe ficar por cima do pão (o peixe que não cabia na terrina era servido numa travessa, a acompanhar a sopa).

Agora, vou comer uma sopa de peixe e, a cada colher, fechar os olhos e acreditar que foi feita pela minha avó, com peixe fresquinho, pescado pelo meu avô.

Ilídia
Notas:
1 - A terrina da fotografia pertencia à minha avó e a toalha em crochet foi ela que fez para o meu enxoval, numa altura em que eu pouco ligava a essas coisas. Agora, não só dou importância a estes pormenores, como os exibo com orgulho.
2 – A Cartilha Maternal que aparece na fotografia é um fac-simile oferecido pelo Expresso, em 6 de Janeiro de 1996. Perguntei à minha mãe pela Cartilha da minha avó mas, infelizmente, perdemos-lhe o rasto.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Creme de alho francês e couve-flor

Com o frio que se tem feito sentir nas nossas ilhas (até eu, que gosto do inverno, de casacos de lã e lareira acesa, confesso que já começo a ficar farta… que venham o sol, a praia, os churrascos, as caipirinhas…), trago-vos uma sopinha para aquecer o corpo e alma. Esta é daquelas receitas que tenho escrevinhadas há anos e cuja origem se perdeu. A receita original leva ½ kg de batata, mas, com o objetivo de a tornar mais saudável e menos calórica (já chegam as bombas dos fins de semana), substituí uma parte por couve-flor. Quem não tiver problemas de peso (ou de consciência), pode fazer a receita original; quem, como eu, tiver ambos, pode optar por esta versão mais levezinha.



Ingredientes para quatro pessoas:

50 g de margarina (ou azeite, na versão mais light)

1 alho francês grande

1 cubo de caldo de galinha (usei uma colher de sopa de caldo caseiro)

½ kg de batatas (ou 2 batatas e uma couve-flor)

1 gema

½ colher de sopa de margarina (não usei)

Água q.b..

Sal q.b..



Preparação:

Refoga-se a parte branca do alho francês, cortada em bocadinhos pequenos (reserva-se a parte verde) com os 50 g de margarina (Na Bimby, 5 minutos, 100 g, velocidade 1). Junta-se o caldo de carne, as batatas e a couve-flor e cobre-se com água (cuidado para não se exagerar na água! É preferível pôr menos e acrescentar no fim, se for necessário) e deixa-se cozer (25 minutos, 100 graus, velocidade 1). No fim, reduz-se a puré (alguns segundos, na velocidade 7).

Desfaz-se a gema uma pequena porção de puré e junta-se ao restante.

Espalha-se meia colher de margarina por cima da sopa (não respeitei este passo para evitar calorias).

Corta-se uma pequena quantidade de alho francês às tirinhas muito finas e leva-se a cozer um minuto, à parte.

Serve-se o creme, decorado com as tirinhas de alho francês.


Beijinhos, Ilídia






segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sopa de São Valentim

Quem me conhece sabe que não dou especial importância ao dia de São Valentim. Não me agradam estas datas que toda a gente comemora “só porque sim”, em que se compra o presentinho da praxe “porque é suposto”. Prefiro comemorar as minhas datas, as nossas datas. Contudo, nada tenho contra quem gosta de celebrar este dia, até porque nem todos têm que pensar como eu, é claro.
Neste dia de São Valentim, não vos trago um prato glamouroso, muito menos um prato cheio de corações. Trago-vos, porém, um prato cor-de-rosa, que é a cor do dia. Um prato saudável, pois este blogue anda muito doce (no sentido calórico do termo).
Esta sopa costuma agradar a toda a gente (mesmo aos mais resistentes a sopas). É saborosa, nutritiva e bonita, o que também é importante.
Ingredientes:
- 1 cebola;
- 1 alho francês  grande (a parte branca);
- 40 gr. de azeite;
- 1 beterraba pequena;
- 1 curgete pequena;           
- 3 batatas;
- água;
- sal;
- cebolinho para decorar (opcional).

Preparação:

Coloca-se a cebola partida a meio e o alho francês no copo da Bimby e pica-se 5 seg./ vel. 5.
Junta-se o azeite e refoga-se 5 min./vel./100.
Adiciona-se a beterraba, as batatas, partidas aos pedaços, e a curgete cortada em rodelas e cobre-se os legumes com água. Programa-se 25 min./vel.1/100.  Tempera-se a gosto com sal.
No fim, rala-se, na velocidade 5-7-9, progressivamente.
Serve-se polvilhado com cebolinho.

                                                                                           Feliz Dia de São Valentim!
                                                                                                                            Ilídia