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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pataniscas à Terceirense

Bati num recipiente 6 ovos. Juntei as sobras do jantar: 1 posta alta de bacalhau previamente desfiada, meia dúzia de batatas cozidas picadas, algumas couves pretas picadas e 1 ovo cozido (também este picado). Poderia ter colocado salsa e cebola, mas, desta vez, não o fiz. Voltei a bater tudo junto e fritei pelos dois lados (como podem ver nas fotos). Ficou de lamber os beiços!!!



PMT

sábado, 27 de agosto de 2011

Curtume de Perregil ou Funcho do Mar


Fiquei sabendo, através da Enciclopédia Luso-Brasileira, que o Perregil, Perrexil ou Funcho do Mar é uma planta que se encontra em toda a costa marítima Portuguesa.
Até há bem pouco tempo pensava que fosse uma endémica dos Açores porque, desde miúda, que, por altura do Verão, ia à costa apanhar o perregil para, depois de separado da flor, utilizar as suas folhas para fazermos curtume. Era um ritual sazonal, mais ou menos divertido. Saltávamos o muro que separava o caminho, na altura de bagacina vermelha, e num ápice já estávamos em cima dos lençóis pretos e ondulados de basalto. O perregil surgia espontaneamente e servia de sombra e esconderijo para alguma lagartixa ocasional. Mas do que mais gostávamos após a apanha do perrejil era do mergulho no mar, como se fosse uma recompensa após andarmos cautelosamente por cima das rochas. A minha avó ficava à nossa espera, aflita, na condição de quem não sabia nadar, e só via  as nossas cabeças a mergulhar e a surgir nas ondas refrescantes. Nem nos dava tempo para secarmos ao sol. E lá íamos nós pelo caminho acima deliciadas com o pretexto do perregil.



Curtume de Perregil

Depois da apanha da planta, que deve ser efetuada quando esta estiver verde e viçosa, separa-se a flor da planta, apenas utilizando para o curtume as folhas. Lavam-se as folhas, mergulhando-as numa bacia com água para lhes retirar alguma possível sujidade.

Preparam-se os frascos.

Escorre-se a planta e cortam-se com os dedos pequenos galhinhos com duas, três ou quatro folhas cada.
Colocam-se dentro dos frascos com cebolinhas e pimento vermelho.
Enchem-se os frascos com vinagre de vinho e fecham-se.

O curtume está pronto a comer quando a planta estiver com um tom verde azeitona.
Abaixo mostro-vos um frasco com perregil já pronto a comer (o da direita) e outro que ainda necessita de mais duas ou três semanas de cura.


Este curtume acompanha na perfeição quer pratos de peixe quer de carne.

Espero que tenham gostado desta sugestão!

Patrícia

sábado, 4 de junho de 2011

Favas Escoadas à Moda da Ilha Terceira


Quem conhece as nossas nove ilhas sabe que cada uma dela tem  a sua geografia tão peculiar, as suas tradições gastronómicas e o seu falar característico, que não é o tipificado por açoriano, associado ao falar da ilha maior de São Miguel.

Esta nossa ilha Terceira é conhecida pela arquitectura dos edifícios, nomeadamente a cidade de Angra do Heroísmo, onde vivo, que é Património Mundial e cidade-irmã de Évora, pelas festas de Verão e pela Festa-Brava, quer seja na vertente da tourada de praça quer no toureio de rua, com as famosas touradas à corda.

E é aqui que entram estas favinhas.

Devem estar a pensar o que é que touros tem a ver com comida. 
Passo a explicar.

Cada tourada de rua ou tourada à corda é caracterizada pelo toureio de quatro touros que são atiçados, por quem tem  ousadia de lhes fazer frente, com um pano vermelho ou com o tradicional guarda-chuva preto. O touro, amarrado por uma corda, que não sendo elástica se estende pelas artérias da freguesia, sabiamente controlada por um conjunto de quatro ou cinco pastores, leva alegria à gentes, que se debruçam nas varandas, quase sempre mulheres, coloridas pelo desfilar das indumentárias festivaleiras que também servem de atracção para um piscar de olhos e, quem sabe, compromisso futuro. Nesse dia, as mulheres, que abrem as portas de suas casas aos amigos e às amigas, são as responsáveis pelo 5º touro mais conhecido pelos  comes e bebes. Destes tradicionais pitéus gastronómicos fazem parte as célebres favas escoadas.

Porquê escoadas?

Significado de Escoar

Fazer ou deixar correr ou escorrer lentamente um líquido; coar, fluir, escorrer.

Modo de Confeccção

Cozem-se as favas em água. Quando estiverem quase cozidas adiciona-se o sal e deixam-se acabar de cozer.
Depois de cozidas, escorrem-se muito bem.
Coloca-se por cima das favas o molho cru abaixo referido.

Molho Cru


1 cebola grande picada miúda
um ramo de salsa picada
5 dentes de alho picado
2 colheres de sopa de massa malagueta

azeite 
vinagre
1 pitada de sal

Envolvem-se as favas ainda quentes neste molho.




Boas touradas!

Patrícia

sábado, 30 de abril de 2011

Favas Guisadas com Ovos e Linguiça da Terra

“Quando sou velha sou rica,
mas em moça ando com pobres,
rogando de porta em porta,
para alcançar alguns cobres.
Na minha maior pobreza
todos me querem ver nua,
despem-me sem cerimónia,
botam-me o fato na rua.
Até me tiram os olhos,
por mais infeliz me ver,
mas se alguém briga da língua
sempre comigo vem ter.



Após esta adivinha tradicional, cuja solução se encontra no título desta receita, vou-vos explicar porque vos trago este prato.
Este é um prato que é frequentemente confeccionado cá em casa, ora com favas ora com ervilhas, por tradição familiar. Em geral, é do agrado de todos, porque é bastante saboroso. Para além disso, é de fácil execução.

Ingredientes para 4 pessoas

1 kg de fava (compro da congelada)
½ linguiça da terra ( aposto na da Agualva)
4 ovos
1 cebola grande
5 dentes de alho
Polpa de tomate (6colheres de sopa)
1 caldo de carne
1 copo de vinho branco bem cheio
Especiarias (pimenta da Jamaica em grão; pimenta preta; piri-piri)
Azeite
2 copos cheios de água
Sal

Modo de Confeccionar
Faz-se um refogado em azeite com a cebola e o alho picado. Tira-se a pele à linguiça e corta-se às rodelas. Junta-se ao refogado e vai-se mexendo durante dois minutos até a linguiça ficar ligeiramente tostada. Junta-se o vinho, a água e a polpa de tomate e deixa-se ferver. Adicionam-se as favas, o caldo de carne e os temperos. Deixa-se cozinhar até a fava estar quase cozida. Partem-se os ovos, um a um, e vão se colocando por cima das favas. Eles mergulham no cozinhado. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer os ovos. Depois dispõe-se numa terrina pão caseiro fatiado - barrado com manteiga -e folhas de hortelã. Coloca-se por cima deste pão o guisado.
É de comer e chorar por mais!

Hoje despeço-me não com Bom Apetite mas com Vão Pr’á Fava!

Desculpem o atrevimento da despedida!
Patrícia

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sopa de Funcho

Olá! 

Podem estar, desde já, a estranhar o ingrediente principal desta sopa, o funcho

Esta erva " é frequentemente utilizada em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, particularmente os das variedades menos ricas em óleos essenciais, serem consumidos em fresco como parte de saladas.




Pode também ser incorporada em sopas, em particular sopas destinadas a serem consumidas frias. Um dos pratos típicos dos Açores é uma sopa de feijão e inhame com folhas e caules tenros de funcho.
É frequente o seu uso como aromatizante em molhos, conservas de vegetais, curtumes e outros preparados semelhantes. Usada em baixas concentrações dá um aroma e sabor discretos, semelhante ao mentolado, mas bastante mais suave e doce.
As sementes secas são utilizadas em chás e tisanas e como aromatizante em licores e bebidas alcoólicas destiladas.
Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunfou moti saunf.
As suas raízes são consideradas como tendo propriedades diuréticas, sendo por esta razão comercializadas pelas ervanárias. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.
Em perfumaria os óleos essenciais do funcho são utilizados para perfumar pastas dentífricas, champôs e sabonetes."
Wikipédia, a enciclopédia livre

Sempre conheci esta sopa cá em casa. 


Desde a minha infância que a minha avó materna - natural da ilha do Pico - fazia esta sopa.

Lembro-me de os meus irmãos não gostarem da sopa, porque não morriam de amores pelo paladar do funcho e de ser um chinfrim lá em casa durante a refeição para a comerem até ao fim. (nesse dia, a colher de pau tinha, por vezes, dupla função)

Na verdade, só quem aprecia ervas aromáticas e gosta de sabores diferentes é que, por norma, gosta do caldo de funcho. 

Eu faço parte, sem dúvida, dessa categoria de apreciadores. Por isso trago-vos duas versões da sopa: a típica ou tradicional e a minha, mais light.


Ingredientes para a base

Versão tradicional                               A minha versão
1 molho de funcho                               1 molho de funcho   
1 cebola                                                    1 cebola
4 dentes de alho                                   4 dentes de alho
4 batatas                                                  1 courgette
                                                                     1 couve-flor                 
azeite                                                         azeite
sal                                                               sal
água                                                           água


Ingredientes para colocar na sopa depois de transformada em puré 



Versão tradicional: o funcho picado muito miudinho; o toucinho fumado ou bacon picadinho;1 inhame cozido picado aos cubinhos e 1 lata feijão branco
A minha versão: o funcho picado muito miudinho;1 batata picada aos cubinhos e 1 lata feijão branco

Espero que tenham gostado!
Patrícia

sábado, 16 de abril de 2011

Tortas à Moda da Ilha do Pico

Este prato costumava ser servido na ilha do Pico aos homens que eram contratados para

trabalhar nas terras: no cultivo da batata, do milho...

Servia de almoço e era carregado à cabeça dentro de panelas em cesto de vimes pela

esposa do dono dos terrenos.


Por que se chamam tortas?

Talvez pelo formato. Não consegui apurar. Mas é muitas vezes confeccionado para

aproveitamento de sobras cá em casa.


Hoje foi o meu almoço.

Deliciem-se!



Ingredientes:

sobras de peixe ou carne ( usei 3 lombos de salmão)
pão caseiro da véspera (usei uma fatia grossa de pão caseiro)
ovos (usei 8 ovos)
cebola (usei 1 pequena )
sal
fermento royal (2 colheres de chá)
colorau (1colher de sobremesa)
salsa (1 molhinho para as tortas e outro para o molho)
vinagre  (2 colheres de sopa)
água ( 1 copo grande)


Modo de confeccionar:


Antigamente os ingredientes eram moídos no moínho de ferro tradicional.
Hoje, pica-se no 123 a cebola, a salsa, o pão e os restos de peixe ou carne.
À parte batem-se os ovos e adiciona-se o preparado anterior e 2 colheres de chá de fermento ROYAL.
Vai a fritar, às colheradas grandes, em óleo.
Vai-se colocando as tortas num tacho.
Para o molho usa-se a mesma tigela na qual se deixou um resto do preparado. Adiciona-se o colorau, o sal, a água e o vinagre. Deixa-se levantar fervura e depois coloca-se a salsa picada. Põe-se este molho por cima das tortas e abafam-se com a tampa para incorporarem o molho nelas.


Servem-se acompanhadas de batata doce ou inhame cozido e pão de milho frito.

Patrícia

domingo, 10 de abril de 2011

Arroz de Lapas Ilhéu

Esta receita começou com a seguinte mensagem no meu telemóvel:

prof aki é o ricardo. a prof sempre ker lapas? 

O Ricardo é um aluno meu que , com quase quarenta anos, estuda  abrangido pelo programa Novas Oportunidades. Trabalha de dia e estuda à noite. Recebe um ordenado miserável, segundo ele, e costuma ir às lapas para ganhar mais uns dinheirinhos para sustentar a família, esposa, filha e mãe, com quem vive. Tem sonhos que vão para além da ilha e sei que um dia os vai concretizar.

Eu sabia que as lapas que o Ricardo tinha apanhado não eram "gradas" (como se diz por aqui) mas nem ponderei em recusar a compra. E lá fui buscá-las acabadinhas de ser apanhadas, ainda envoltas em maresia.

E fiz o arroz de lapas que  descrevo abaixo.

Baseei-me em duas receitas que constam do livro Receitas Portuguesas de Francisco Guedes.
Este livro é um verdadeiro hino à gastronomia portuguesa, reunindo com sabedoria os sabores tradicionais das várias regiões de Portugal e revelando truques de bem cozinhar.


Esta receita que vos apresento é baseada em duas receitas de arroz de lapas de Francisco Guedes, a Açoreana e a Madeirense. Dei-lhe contudo um toque pessoal - inventei -adicionando-lhe um cálice de vinho do Porto e o tomate frito.

Parece-lhe estranha a combinação? Mas ficou muito bom.



"(...) O prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto de génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no todos."

(in José Quitério, Livro de Bem Comer)

Ingredientes

Lapa miúda (com as conchas pesava 1,5kg)
2 chávenas de arroz
4 chávenas da água coada da fervedura das lapas
4 dentes de alho
1 cebola média
1,5 dl de azeite
1 cálice de vinho do porto
2 cravinhos
pimenta branca
1 folha de louro
1 tomate maduro ou tomate triturado (usei tomate frito)
salsa picada
sal q.b.

Modo de Confeccionar

Colocam-se as lapas num tacho com água a ferver e deixa-se levantar fervura novamente. Coa-se a água e reserva-se.
Desconcham-se as lapas. Reservam-se.
Refoga-se em azeite a cebola e o alho picados de forma miudinha.
Adiciona-se o tomate picadinho.
Colocam-se os temperos.
Junta-se as quatro chávenas de água coada da fervedura das lapas e o cálice de vinho do Porto.
Deixa-se ferver. Adiciona-se o sal.
Adiciona-se o arroz.
Introduz-se as lapas estando o arroz quase cozinhado.
Polvilha-se com salsa picada.

Bom apetite!

Patrícia

domingo, 3 de abril de 2011

Ananás Flambé

Hoje, decidi promover um produto genuinamente açoriano - o ananás.

Com a proliferaçção do abacaxi no mercado, e a preço sempre mais convidativo do que o do ananás, este vai sendo preterido pela crise.

Acontece que também, muitas vezes, em restaurantes, servem abacaxi com a designação de ananás. E o público vai sendo ludibriado.

No entanto, qualquer açoriano, minimamente informado, sabe ver pela corôa e sentir no paladar a diferença.

Quem desejar saber todos os pormenores sobre o ananás açoriano pode fazê-lo aqui.

Há tempos que ando para fazer esta receita.

A primeira vez que saboreei o ananás flamejado foi há muuuuuitos anos num restaurante por cima das piscinas naturais de Lagoa, na ilha de São Miguel. Tenho muita pena de nem já me recordar do nome do restaurante nem de saber se este ainda se encontra em funcionamento.

Mas ficou a recordação de um flambé divinamente preparado.


Pessoalmente, acho ser a sobremesa perfeita!


Ingredientes para cada rodela de ananás


1 colher de sobremesa de manteiga
2 colheres de açúcar
canela em pó (1/2 colher de café rasa)
sumo de meia laranja grande
1 cálice de licor de tangerina
1 cálice de conhaque


Modo de Confeccionar


Levar ao lume a manteiga, o açúcar, a canela e o sumo de laranja até começar a fervilhar.
Colocar a rodela de ananás.
Deixar cozinhar 5 a 7 minutos, dependendo da altura da rodela.
Ir regando com o molho.
Juntar o licor de tangerina e inclinar a frigideira para que esta pegue fogo. Assim que começar a chama, deve-se voltar a colocar a frigideira na posição horizontal. Deixar que se apague.
Adicionar o conhaque e fazer o mesmo procedimento.


De seguida, emprata-se a gosto!


Sugestão 1: 
Pode ser feito um flamejado de diversas frutas ao mesmo tempo (banana, pêra...) Fica um colorido muito bonito e, quando temos mais pessoas para servir, depressa acondicionamos na frigideira do ananás uma pêra partida a meio e uma banana,  rapidamente compomos uma sobremesa de fruta com rapidez e requinte.


Sugestão 2: 
Esta receita pode ser também acompanhada com uma bola de gelado, combinando, assim, o quente e o frio.


Bom apetite!
Patrícia

quinta-feira, 17 de março de 2011

Lapas à minha maneira

Concordando com a Ilídia, de que já chega de dias chuvosos e cinzentos, trago-vos uma receita que nos remete para os dias quentes de Verão em que jantamos no jardim após regressarmos da praia ainda envoltos em restos de areia e sal. Sem preocupações  com o aspecto ou com a toilette, lá atiramos para a grelha a intenção de relaxarmos à volta de um churrasco bem regado. Enfim, vou parar de suspirar pelo Verão, e apresentar-vos a minha receita de Lapas.


Pois, as lapas são um marisco muito apreciado tanto pelos locais como pelos turistas que visitam os Açores.
Estas foram compradas a um pescador de confiança, no mercado Duque de Bragança, em Angra do Heroísmo, e ainda transportavam consigo o cheiro a maresia.
Vamos então lá à receita!

Ingredientes:

Lapas (as que se quiserem ou consequirem comprar)
Alho picado muito miudinho ou alho em pó
Manteiga
Tabasco (milder- o do frasco verde)

Modo de Confeccionar:

Limpa-se a face das lapas de restos de algas ou musgo com uma faca.
Dispõe-se as lapas num prato ou pirex.
Em cima de cada lapa coloca-se um bocadinho de manteiga (+ ou - a gosto) alho picadinho ou em pó


Coloca-se em cima de cada lapa uma gota de tabasco.
Vão ao microondas até se ouvirem fervilhar.
Esta é uma forma fácil e rápida de as confeccionar. Mas na forma mais tradicional, as lapas são colocadas em frigideiras que vão ao lume até fervilharem.
Há quem não goste do tabasco e opte por colocar sumo de limão assim que as lapas saem do microondas ou do lume.São gostos. Depois de experimentarmos, logo ficamos a saber.
São servidas como entrada e acompanhadas com pão de milho.

Espero vos ter desafiado! Com água a crescer na boca devem ter ficado!
Patrícia

terça-feira, 8 de março de 2011

Francesinhas à moda do Norte

AVISO IMPORTANTE: Esta receita é uma bomba! Quem estiver de dieta, não a pode/ deve ler! Quem não estiver, não deve exceder uma francesinha por ano!

No Porto, a francesinha é servida como refeição, acompanhada com batatas fritas. Todavia, na sua vertente mais tradicional, é servida como petisco. Comer uma francesinha depois de uma noitada, de modo a repor as energias gastas “na noite” é um clássico naquelas paragens. Qualquer café nortenho que se preze, por mais humilde que seja, tem esta especialidade na ementa. Quando vou ao Norte (o meu marido é de lá), gosto de ir comer uma ao Amandius, em Santa Maria da Feira. Molhinho picante, como se gosta, canequinha de cerveja fresquinha, como se quer!
Esta especialidade nortenha foi inventada por um empregado de um restaurante portuense que, tendo trabalhado em França, se inspirou na francesa croque-monsieur, à qual acrescentou outros ingredientes e o molho especial que a caracteriza. Abençoado senhor!
As francesinhas já são confecionadas em todo o país, mas já comi coisas muito estranhas (até com ketchup!). Há muitas receitas que levam sopa de rabo de boi, mas não gosto muito e consigo detetar este ingrediente, por menor que seja a quantidade usada.
Quando conheci o meu marido, já ele fazia esta receita, que lhe foi dada pela irmã. Quem prova, gosta. Muito.

Ingredientes para cada francesinha:
3 fatias de pão de forma
1 bife de porco
2 salsichas ou linguiças (daquelas muito fininhas)
2 fatias de chourição
1 fatia de fiambre
2 fatias de queijo(flamengo, por exemplo)
1 ovo estrelado (opcional) – não costumo pôr, acho que já há proteína que chegue, não vos parece?

Ingredientes para o molho – para 6 francesinhas bem regadas (e algum molho de reserva na molheira):
½ litro de água
100 g de polpa de tomate
50 g de manteiga
Piri-piri (a quantidade depende do gosto e resistência de cada um)
2 cervejas de 25 cl
1 caldo de galinha (usei uma colher de caldo caseiro)
Sal a gosto
50 g de amido de milho (maizena)

Preparação do molho (Método tradicional):
Num tacho, mistura-se todos os ingredientes, exceto o amido de milho. Vai-se mexendo, em lume brando, com cuidado para não pegar. Quando ferver, adiciona-se o amido de milho, diluído num pouco de água (apenas o suficiente para diluir bem – 5 a 6 colheres). Vai-se mexendo sempre, até engrossar.
Dica: Caso seja necessário, passar a varinha mágica, para desfazer eventuais grumos e deixar o molho homogéneo.

Preparação do molho (Na Bimby):
Colocar no copo todos os ingredientes, exceto o amido de milho, e programar 20 minutos, 100 graus, velocidade 1. Adicionar o amido de milho, diluído num pouco de água (apenas o suficiente para diluir bem – 5 a 6 colheres). Programar mais 5 minutos, à mesma temperatura e velocidade. No fim, programar 30 segundos, velocidade 7.

Montagem da francesinha:
Grelhar os bifes, previamente temperados com alho, sal, um pouco de vinho branco e pimenta (usei massa malagueta, açoriana, comprada em São Sebastião, à beira da estrada), as salsichas, cortadas a meio, e as fatias de chourição, apenas até adquirirem um aspeto “enrugadinho”.
Colocar num tabuleiro 1 fatia de pão por pessoa, sobre cada uma, colocar um bife, outra fatia de pão, as salsichas, uma fatia de chourição e uma de fiambre. Cobrir com uma última fatia de pão e duas fatias de queijo (podem colocar, como já referi, um ovo estrelado no topo).
Regar generosamente com molho. Levar ao forno até que o queijo esteja derretido (a minha mãe tem um forno a lenha, no quintal, e quando as faço lá ficam divinais!).
Transferir para um prato e servir, simples ou acompanhadas com batatas fritas (o que os puristas consideram uma heresia) e uma cervejinha bem fresquinha (ou outra bebida qualquer, o que eu considero uma heresia).

Nos dias seguintes, convém comer sopinhas, frutinhas, legumes… nada de carnes, pois só nesta refeição deve estar a dose de proteínas (e colesterol) recomendada para uma semana.

Beijinhos, Ilídia

sábado, 5 de março de 2011

Coscorões

Receita que a minha mãe costumava fazer, pois ela diz que é um pouquinho trabalhosa. Nem por isso ...ihihihih Vale a pena e, modéstia à parte, ficou uma maravilha. Experimentem-na nesta quadra festiva!!!



Ingredientes

250g de farinha
3 colheres de açúcar
2 ovos
1 colher de sopa de leite
3 colheres de manteiga Vaqueiro líquida
1 colher de sobremesa de aguardente

Preparação

Colocar todos os ingredientes dentro de um Tupperware espaçoso (recipiente) e amassá-los muito bem com a mão até a massa ficar toda ligada. Depois, na mesa, continuar a amassar a bola de massa até ficar muito fina. Se começar a ficar pegajosa, deverá untar as mãos com um pouquito de manteiga. Amassar, pelo menos, durante 15 minutos e bater mesmo com ela na mesa para ficar bem macia. O seguinte passo é fazer da bola de massa várias bolinhas que serão estendidas com o rolo de massa e que deverão repousar, depois de estendidas, no mínimo, 30minutos (isso fará com que a massa fique fofinha na fritura). Usar farinha espalhada no local de estender as bolinhas de massa e no próprio rolo de massa para não pegarem. Atenção, deve estendê-las com a ajuda da mão para não enrolarem no rolo e devem ficar finas que nem papel. Por fim, frite as tiras de massa pelos dois lados em bastante óleo quente (altura de uma unha e em lume alto) e esteja atenta, porque ficam loirinhas muito rápido. Deitar açúcar misturado com canela por cima dos coscorões e … Bom apetite.


PS: esta quantidade deu 21 coscorões. Para mais quantidade, faça a dobrar.
PMT


Bom Carnaval!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

Sopas Fritas ou Rabanadas (no continente)





Não tarda o Carnaval à porta e, de repente, deu-me o desejo de comer sopas fritas. Aproveitei a visita da minha mãe para me lembrar como se põe em prática esta simples receita tradicional. Para não pôr o pão fora … ou dou aos pássaros da rua ou fica aqui a receita - tradição da época festiva que se avizinha.









Ingredientes

Pão duro
Açúcar
Canela
Leite
Ovos

Preparação

Cortam-se os papos-secos ao meio e retira-se um pouco das laterais exteriores para mais facilmente absorverem o leite e o ovo. Colocar num prato fundo ou qualquer outro recipiente alguma quantidade de leite quente e noutro prato 2 ou 3 ovos batidos (consoante a quantidade de pão que tiver para fritar). Num outro recipiente ou taça colocar o açúcar misturado com canela para depois salpicar o pão após a fritura. O processo que se segue deverá ser rápido para o pão não se desfazer no leite: molhar o pão no leite e depois no ovo e colocá-lo imediatamente na frigideira já com o óleo quente. A fritura também é rápida, portanto atenção para não queimar as “sopas”. O lume deverá estar acima do brando. Depois… é só papar!!!

BOM CARNAVAL   PMT

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Caldeirada de Peixe

Apresento-vos uma receita muito confeccionada aqui nos Açores. É saudável - e temos que pensar cada vez mais em termos de saúde. Também é simples porque toda a caldeirada é feita por camadas e a crú. Já devem ter reparado pelas minhas receitas que prefiro o mar ao prado. Que me desculpem os produtores de carne!

Ingredientes para 8 pessoas:

Peixe variado (16 pedaços) Nesta receita utilizei garoupa, cherne, pescada e raia, mas pode ser confeccionada só com uma qualidade de peixe. É preferível usar peixe fresco, mas quando não tenho uso o congelado. É importante é deixá-lo descongelar primeiro senão a caldeirada fica com o molho menos apurado.
  • 2 cebolas grandes
  • 5 dentes de alho
  • 1 lata de tomate pelado ou 4 tomates frescos muito maduros
  • 1 pimento verde
  • 1 pimento vermelho
  • batata cortada às rodelas grossas
  • um copo generoso de vinho branco
  • um caldo de peixe
  • especiarias a gosto (pimenta preta ou branca ou outros) Muitas vezes utilizo só o preparado GOYA - que aglomera as especiarias, açafrão e aipo, mas não sei se haverá à venda no continente Português uma vez que este é um produto americano)
  • azeite
  • sal
Modo de confeccionar:

Descascam-se as batatas, cortam-se às rodelas e reservam-se.
Numa panela alta e de boca larga, dispõe-se no fundo parte de uma cebola cortada às rodelas médias, dois dentes de alho picados, pimento às tirinhas ou aos quadradinhos e rega-se com azeite. Coloca-se uma camada de peixe. Tempera-se com sal e especiarias e coloca-se parte do tomate pelado triturado ou cortado aos bocados. Novamente mais uma camada de cebola e alho, pimentos, batata... e depois uma de peixe... por aí a fora até se esgotarem todos os ingredientes. Tudo a crú.
Por fim,  pico um caldo de peixe por cima  e rego tudo com o vinho branco.
Convém em cada camada regar com azeite.
Os sucos libertados pelos diferentes ingredientes costumam ser suficientes para a cozedura, mas quem preferir pode acrescentar um copo de água.

Vai ao lume brando e em poucos minutos temos tudo pronto porque tanto o peixe como a batata cozem muito rápido.
Truque: Se acrescentarem um cubinhos de bacon fumado à caldeirada fica divinal.
                                                                                                                       Bons Cozinhados!
                                                                                                                                       Patrícia