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domingo, 14 de setembro de 2014

Salada de polvo e lapa miúda

Venho hoje deixar-vos uma receita que fiz em agosto passado, receita esta confecionada com frutos da pesca-submarina praticada pelo meu marido. O polvo ainda era jovem e de entre a lapa graúda foi selecionada a mais miúda para esta salada.  Acompanhei a salada com pão de milho e com vinho verde fresquinho. No meu entender, acabou por ser uma excelente despedida do verão.



Ingredientes 
250 g de lapa miúda
1 polvo com cerca de um quilo
azeite 3/4 medida
vinagre 1/4 medida
3 cebolas (1 para a cozedura do polvo)
6 dentes de alho (2 para a cozedura do polvo)
salsa
2 colheres de chá de massa de malagueta
1 colher de chá rasa de pimentão doce (colorau)
umas pedrinhas de sal
Preparação
1. Colocam-se as lapas  num tacho e cobrem-se com água.
2. Deixa-se cozer até a água ferver e estas se soltarem da concha.  Deixa-se arrefecer.
3. Escolhem-se as lapas e eliminam-se as conchas.
4. Retira-se o polvo do congelador. Deixa-se descongelar e coloca-se na panela de pressão limpo e inteiro, conjuntamente com dois alhos cortados em metade e uma cebola inteira. Fecha-se a panela, deixa-se levantar pressão e conta-se 20 a 30 minutos e o polvo deve estar cozido. O tempo de cozedura dependerá também do tamanho do polvo. Este, neste caso, pesava apenas um quilo.
5. Colocam-se  as lapas e o polvo cozido, cortado em pedaços pequenos, num recipiente e prepara-se o molho em cima destes com os restantes ingredientes acima descritos.


Uma boa semana para todos!

Patrícia

domingo, 6 de outubro de 2013

Um dos melhores acompanhamentos de churrasco

O churrasco é por norma associado ao verão. Contudo, como cá por casa somos mesmo apreciadores de grelhados, estes prolongam-se pelo outono e muitas vezes pelo inverno. E porque não um churrasco de outono? O milho doce acompanhou as carnes de uma forma diferente da habitual. Ora vejam!


Ingredientes

maçarocas de milho doce
água a cobrir as maraçocas
sementes de funcho
1 colher de chá de sal
manteiga para barrar

Preparação

1.Desfolham-se da rama as maçarocas, limpando-as de folhas e "barbas de milho";
2.Colocam-se na panela de pressão. Cobrem-se com água.Temperam-se com sal e com uma colher de sopa de sementes de funcho.
3.Se o milho for bem tenrinho coze durante meia-hora após começar a ferver a água.
4.Depois de cozido, coloca-se sobre a grelha do grelhador e deixa-se tomar cor de todos os lados.
5.Com um pincel, barra-se cada maçaroca com manteiga a gosto.
6.Servem-se as maçarocas quentinhas.

Bom apetite!
Patrícia

Se preferirem outro grelhado, temos peixinho na outra cozinha.

sábado, 10 de agosto de 2013

Moreia à moda dos Açores


É curioso que, com a idade, cheguei à conclusão de que cada vez mais adoro a minha terra - os Açores. Vivo num paraíso e, infelizmente, apenas há poucos anos me dei conta disso. Acho que os textos introdutórios das receitas que publico, quer aqui neste blogue coletivo quer no meu pessoal, foodwithameaning, são desde o início a expressão da maravilha que é viver neste arquipélago.

Tal como eu, a atriz principal deste prato, a moreia, é, também ela, natural dos Açores. (peixe no topo da foto)


Partilho então convosco a receita da única confeção que conheço deste peixe.

Moreia frita


Preparação 
1. Corta-se o peixe de alto a baixo, retiram-se-lhes as entranhas e a espinha.
2. Corta-se em postas com 3 ou 4 dedos de altura.
3. Lava-se o peixe. Reserva-se.
4. Faz-se um vinha-d’alhos bem forte (alhos esmagados, vinho branco, massa-malagueta, louro, piripiri, sumo de limão ou lima e sal)
5. Mergulha-se o peixe nesta marinada de um dia para o outro.
6. Antes de se fritar o peixe, escorre-se a marinada.
7. Secam-se as postas com papel de cozinha antes de envolvê-las em farinha de milho.
8. Levam-se as postas a fritar em óleo bem quente.
9. Deve-se deixar tostar o peixe, sem secá-lo em demasia. 
A pele frita da moreia é um petisco uma vez que o seu sabor se assemelha a torresmos de porco. O interior do peixe é alvo e macio muito idêntico ao do congro.

Servimos com bolo de milho. Se preferirem outro acompanhamento para a moreia frita sugiro este arroz de couve ou simplesmente umas batatas cozidas regadas com um bom azeite.



















 










Deixo-vos com uma pequena partida. Cuidado!!!






Uma imagem imprópria para cardíacos! O que é certo é que a avaliar pelos dentes eu não gostaria de perturbar o sossego de uma moreia na sua toca marítima.

Se em vez da moreia preferirem para petisco uns carapauzinhos, estes também se arranjam mas nesta outra tasca.

Um luminoso fim de semana para todos e todas.

Patrícia

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tremoços com alho e massa malagueta

Hoje não trago nenhuma receita. Apenas uma sugestão.
Sempre me lembro de, em miúda, comer tremoços temperados apenas com sal. A minha mãe costumava comprá-los à D. Luz, que os vendia de porta em porta, utilizando ainda umas medidas em madeira, quadradas...
Quando vim morar para a Terceira, o tempero dos tremoços era completamente diferente. Mas nem assim deixei de comê-los. Tornei-me fã num instante. Tanto é, que agora sou eu quem os tempera cá em casa.
Absolutamente viciantes ;)




Ingredientes
tremoços
água
sal
alho picadinho
massa malagueta
 
 
Preparação
Começo por escorrer os tremoços (de compra) do líquido conservante que trazem. Lavo-os bem em água da torneira, coloco-os num tupperware e encho de água (até um dedo acima dos tremoços). Tempero com sal a gosto, massa malagueta e bastante alho picado.
Podemos mantê-los no frigorífico por semanas, que até parece que ficam melhor ;)
Beijinhos e fiquem bem.
Maria

terça-feira, 8 de março de 2011

Francesinhas à moda do Norte

AVISO IMPORTANTE: Esta receita é uma bomba! Quem estiver de dieta, não a pode/ deve ler! Quem não estiver, não deve exceder uma francesinha por ano!

No Porto, a francesinha é servida como refeição, acompanhada com batatas fritas. Todavia, na sua vertente mais tradicional, é servida como petisco. Comer uma francesinha depois de uma noitada, de modo a repor as energias gastas “na noite” é um clássico naquelas paragens. Qualquer café nortenho que se preze, por mais humilde que seja, tem esta especialidade na ementa. Quando vou ao Norte (o meu marido é de lá), gosto de ir comer uma ao Amandius, em Santa Maria da Feira. Molhinho picante, como se gosta, canequinha de cerveja fresquinha, como se quer!
Esta especialidade nortenha foi inventada por um empregado de um restaurante portuense que, tendo trabalhado em França, se inspirou na francesa croque-monsieur, à qual acrescentou outros ingredientes e o molho especial que a caracteriza. Abençoado senhor!
As francesinhas já são confecionadas em todo o país, mas já comi coisas muito estranhas (até com ketchup!). Há muitas receitas que levam sopa de rabo de boi, mas não gosto muito e consigo detetar este ingrediente, por menor que seja a quantidade usada.
Quando conheci o meu marido, já ele fazia esta receita, que lhe foi dada pela irmã. Quem prova, gosta. Muito.

Ingredientes para cada francesinha:
3 fatias de pão de forma
1 bife de porco
2 salsichas ou linguiças (daquelas muito fininhas)
2 fatias de chourição
1 fatia de fiambre
2 fatias de queijo(flamengo, por exemplo)
1 ovo estrelado (opcional) – não costumo pôr, acho que já há proteína que chegue, não vos parece?

Ingredientes para o molho – para 6 francesinhas bem regadas (e algum molho de reserva na molheira):
½ litro de água
100 g de polpa de tomate
50 g de manteiga
Piri-piri (a quantidade depende do gosto e resistência de cada um)
2 cervejas de 25 cl
1 caldo de galinha (usei uma colher de caldo caseiro)
Sal a gosto
50 g de amido de milho (maizena)

Preparação do molho (Método tradicional):
Num tacho, mistura-se todos os ingredientes, exceto o amido de milho. Vai-se mexendo, em lume brando, com cuidado para não pegar. Quando ferver, adiciona-se o amido de milho, diluído num pouco de água (apenas o suficiente para diluir bem – 5 a 6 colheres). Vai-se mexendo sempre, até engrossar.
Dica: Caso seja necessário, passar a varinha mágica, para desfazer eventuais grumos e deixar o molho homogéneo.

Preparação do molho (Na Bimby):
Colocar no copo todos os ingredientes, exceto o amido de milho, e programar 20 minutos, 100 graus, velocidade 1. Adicionar o amido de milho, diluído num pouco de água (apenas o suficiente para diluir bem – 5 a 6 colheres). Programar mais 5 minutos, à mesma temperatura e velocidade. No fim, programar 30 segundos, velocidade 7.

Montagem da francesinha:
Grelhar os bifes, previamente temperados com alho, sal, um pouco de vinho branco e pimenta (usei massa malagueta, açoriana, comprada em São Sebastião, à beira da estrada), as salsichas, cortadas a meio, e as fatias de chourição, apenas até adquirirem um aspeto “enrugadinho”.
Colocar num tabuleiro 1 fatia de pão por pessoa, sobre cada uma, colocar um bife, outra fatia de pão, as salsichas, uma fatia de chourição e uma de fiambre. Cobrir com uma última fatia de pão e duas fatias de queijo (podem colocar, como já referi, um ovo estrelado no topo).
Regar generosamente com molho. Levar ao forno até que o queijo esteja derretido (a minha mãe tem um forno a lenha, no quintal, e quando as faço lá ficam divinais!).
Transferir para um prato e servir, simples ou acompanhadas com batatas fritas (o que os puristas consideram uma heresia) e uma cervejinha bem fresquinha (ou outra bebida qualquer, o que eu considero uma heresia).

Nos dias seguintes, convém comer sopinhas, frutinhas, legumes… nada de carnes, pois só nesta refeição deve estar a dose de proteínas (e colesterol) recomendada para uma semana.

Beijinhos, Ilídia