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sábado, 17 de setembro de 2011

Bacalhau Guisado com Grão

PMT                                                                                       In Magia dos Sabores, Culinarium 1

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Bacalhau com Grelos e Curtume Caseiro


Foram-se embora os doces e agora o receitasaodesafio anda na maré do peixe.

Deve ser influência do Verão ou então a voz do mar a falar mais alto. lol


Ingredientes para 6 pessoas

6 batatas médias
3 postas grandes de bacalhau
1 embalagem de grelos congelados (usei Bonduelle)
2 ovos
molho béchamel (fiz na Bimby, mas é + ou - o equivalente a 2 caixinhas)
cebola
alho
azeite
mistura de 5 pimentas

Modo de preparação

Coloquei dois ovos a cozer.
Cozi as postas de bacalhau e as batatas partidas a meio com cebola e alho picado. Se o bacalhau for salgadinho não é necessário juntar sal.
Enquanto o bacalhau e as batatas coziam, salteei os grelos em azeite e alho picado numa frigideira. Temperei com sal e mistura de 5 pimentas. Reservei.
Nesta mesma frigideira de saltear os grelos, refoguei um pouco de cebola e alho e adicionei o bacalhau já desfiado. Envolvi.
Enquanto tudo isto acontecia, preparei a Bimby para o molho béchamel (600 ml de leite; 40 gr de farinha; 20gr de manteiga;  noz-moscada, sal - 8 minutos  90º  vel.4).

Montei tudo na assadeira.
No fundo, coloquei as batatas partidas aos cubinhos.
De seguida, adicionei uma camada de bacalhau e outra de ovos cozidos às rodelas
Cobri os ovos com os grelos salteados.
Terminei com o béchamel.
Levei ao forno a gratinar.

Garanto-vos que ficou mais que bom!

Acompanhei com curtume caseiro. As cebolinhas e o feijão verde são da minha horta-experimental.

Deixo-vos aqui um frasquinho de curtume.!


Coloco num frasco  as cebolinhas descascadas, o feijão verde tenro sem as pontas, o pimento vermelho, um pouco de piri-piri (facultativo) e cubro tudo com vinagre de vinho. Após uma semana está pronto a saborear.

Espero que vos tenham agradado as sugestões!

Patrícia

sábado, 23 de julho de 2011

Lombos de Pescada assados em Pão de Milho, Pimentos e Bacon

Recomendo vivamente esta receita.



Ingredientes para 2 pessoas


1 caixa de Lombos de Pescada


Metade de um pimento verde


Metade de um pimento vermelho


Meia cebola


4 dentes de alho


1 embalagem de bacon picado


Metade de um pão de milho terceirense (ou qualquer outro tipo de broa)


Sal, especiarias e azeite
Preparação
Dispor num pirex os lombos de pescada e colocar, por cima destes e à volta, os pimentos cortados às tiras e a cebola; o alho picado (mas miudinho) é colocado por cima do peixe e salpicá-lo com sal fino e especiarias. Espalhar o bacon também por cima e à volta dos lombos. Esfarelar o pão de milho por cima de tudo e regar muito bem com azeite. Vai ao forno a 190ºC até alourar. Servir com salada, batata cozida e um bom copo de vinho.


PMT




domingo, 10 de julho de 2011

Quiche de Salmão





Ando mesmo em sintonia com a Ilídia no que toca a transformar o pouco em muito.
O milagre da multiplicação aconteceu também hoje aqui neste blog.
Transformei 3 lombinhos de salmão, que tinha confecionado na Actifry, numa quiche salgada.
Este foi o jantar de 8 pessoas, duas das quais crianças.
Acompanhei a quiche  com salada de alface, cebola e tomate, polvilhada com ervas e regada com azeite.

O Verão solicita refeições leves.

Espero que gostem da sugestão.

 

Ingredientes para a massa

2 ovos
250gr de farinha (usei farinha para bolos)
4 colheres de sopa de manteiga
1colher se sopa de açúcar (facultativo)

Ingredientes para o recheio

3 lombinhos de salmão cozinhado
2 ovos
1 pacote de natas light
1 pacote de três queijos

Para preparar a massa, misturei todos os ingredientes numa tigela. Amassei um pouco até estarem fundidos. Untei uma tarteira grande com óleo em spray, mas pode-se usar manteiga ou margarina.
Espalmei a massa no centro da tarteira e fui esticando-a com as mãos até chegar aos lados da tarteira.
Desfiz grosseiramente com as mãos o salmão e coloquei-o por cima da massa.
Espalhei a mistura dos três queijos por cima do salmão.
À parte, com a batedeira, misturei os ovos com o pacote de natas. Verti-os para a tarte, certificando-me que a mistura ficava equitativamente distribuída.

Levei ao forno, previamente aquecido, cerca de meia hora, até a massa estar cozida e a tarte douradinha.

Um bom domingo!

Patrícia

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Folhadinho de legumes salteados com atum

Ainda hoje me perguntaram:
- Quando é que vais por alguma coisa no receitas ao desafio?
- Não sei, nem tempo tenho para o meu blog! Mas vou ver o que se pode arranjar,lol.
É triste ser repreendida por uma professora! E sempre que o fui levei sempre muito a sério e tentei sempre melhorar!
E aqui estou  com muita vergonha a  cumprir o meu dever colocando uma receita nesse blog que tem estado ao abandono por minha parte.
Assim está melhor senhora professora!?




Ingredientes:

2 bases de massa folhada
Azeite q.b
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 courgette ralada
1 cenoura ralada
1/2 pimento vermelho

3 latas de atum
1/2 frasco de leite de côco
1 colher de sopa de molho de soja
Sal q.b
1 c. de sobremesa de massa de malagueta
Pimentão doce q.b
Queijo mozarela ralado
Azeitonas verdes recheadas

Fiz assim:

Numa frigideira aqueci o azeite, juntei a cebola e os alhos e deixei quebrar. Adicionei o pimento picado e deixei quebrar também. Depois juntei a courgette e a cenoura e salteei um pouco. Quando os legumes estavam al dente, adicionei os temperos e cobri com o leite de côco e por último adicionei o molho de soja. Juntei o atum bem escorrido, envolvi bem e distribuí o conteúdo por um pirex já forrado com a massa folhada e previamente untado com óleo em spray.
Enfeitei com uma azeitona em cada um deles e distribuí um pouco de queijo mozarela ralado. Cobri com os restos de massa que sobraram e pincelei com leite.
Levei ao forno quente durante uns 25 minutos até ver que estava a rosar.

Essa quantidade deu para mais 6 ramequins que mostrei no meu blog Belina da Ilha .

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos e bom fim-de-semana.

Susana

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Bacalhau Agridoce

Ingredientes



3 postas de bacalhau


3 batatas-doces grandes


1 cebola grande


2 dentes de alho


Metade de um frasco de pickles


Meio frasco de molho Piamontesa


Azeite q.b.






Preparação


Cozer as postas e, depois, desfiá-las.

Cortar a batata-doce às rodelas e estas em metades, e fritá-las na Actifry com duas colheres de azeite.

Numa frigideira grande, refogar o alho e a cebola em azeite; de seguida, colocar o bacalhau, as batatas e deixar refogar uns minutos. Acrescentar o molho de tomate e os pickles e apurar mais uns minutos.

PMT




domingo, 22 de maio de 2011

Raia Frita Marinada de Véspera em Vinha d'alhos



As raias, arraias ou peixes batóides são peixes cartilaginosos marinhos classificados na super ordem Bathoidea. Têm o corpo achatado dorso-ventralmente e, por consequência, as fendas branquiais encontram-se por baixo da cabeça.
                                                                                    
Quem quiser saber mais sobre este peixe pode também ler aqui.

A raia é um peixe que cá em casa se consome com alguma regularidade.

Ainda há pouco tempo publiquei aqui uma receita de açorda de raia.
Hoje trágo-vos a receita que, no meu entender, é a forma mais saborosa de se confeccionar este peixe.
Só peço que por momentos esqueçam as dietas. Afinal, um frito por semana não faz assim tão mal.
Vamos então à receita.

Compra-se a raia já arranjada, sem pele.

Corta-se às postas no sentido da cartilagem.

Prepara-se um vinha d'alhos forte com alho, massa malagueta, sal e umas gotas de vinagre.

Coloca-se a raia a marinar de um dia para o outro no frigorífico.

Antes de fritá-la, em lume brando,  numa frigideira com óleo abundante, passam-se as postas de raia por farinha de milho.

Costumo servir com batata cozida ou com arroz.

Fica um pitéu.


Patrícia



terça-feira, 10 de maio de 2011

Açorda de Raia



A açorda está presente na minha infância como algo detestável: o cheiro pestilento a alho, o ovo escalfado tremelicante e o molho que rapidamente era absorvido pelo pão…

Dia de açorda era dia de juízo final à mesa. Nenhum de nós três, duas raparigas e um rapaz, comigo a encabeçar a fileira da antiguidade, queria sequer ouvir falar na palavra AÇORDA. Gostávamos de pão em geral, como qualquer criança, mas de "pão molhado" como a minha irmã dizia, era outra história. E vivíamos em terra de festas de Espírito Santo....

A minha avó e bisavó maternas moraram sempre connosco e, como os meus pais trabalhavam fora todo o dia, cabia-lhes a tarefa de cozinhar, coisa que elas faziam com gosto. Por isso, até fomos bafejados pela sorte porque sempre imperou o hábito da comida tradicional e saudável.

Algumas vezes, quando íamos almoçar a casa - e hoje em dia o mesmo não se passa, infelizmente, com a maioria das crianças - lá estava a terrina da açorda em cima da mesa.

Elas conseguiam decifrar sempre o olhar desapontado de três crianças, mas isto não as impedia de, uma vez ou outra, confeccionarem as ditas açordas.

Com o tempo parece que se aprende a gostar e a apreciar certos pratos e, hoje, adoro açorda.


Este prato surgiu de um aproveitamento de caldeirada de raia. Como sobrou algum peixe do almoço, e tendo em conta que há que ser-se criativa, ainda mais nos tempos que correm, decidi transformar uma caldeirada em terrina de açorda. Apenas deixei os ovos de fora, uma vez que este prato já continha proteína animal. Que me desculpem os experts em açorda.



Desfiei grosseiramente a raia estufada .

Fatiei pão caseiro, barrei-o com manteiga e coloquei-lhe umas folhas de hortelã.

Refoguei alho cortado aos gomos com uma colher de azeite. Coloquei os alhos por cima das fatias de pão.

Dispus a raia desfiada em cima das fatias e cobri a terrina com o molho da caldeirada que levei a ferver.



Sentem o perfume a hortelã e a alho?


Uma verdadeira maravilha!


Bom apetite!



Patrícia


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Salada de Ovo Mexido com Atum e Grão

Esta receita surgiu da necessidade de se confeccionar cá em casa refeições mais leves e refrescantes. 

Afinal aproximam-se dias de sol. Será?? E queremos todas caber no biquini!

Para além disso, a realidade é que nem sempre temos tempo para pratos muito elaborados, especialmente  depois de um dia de trabalho, em que há uma série de rotinas que se automatizam assim que chegamos a casa e despimos o "eu profissional" para vestirmos o "eu doméstico". 

Por isso, e segundo o povo português, como a necessidade aguça o engenho, ou como disseram os Ingleses aquando da Revolução Industrial, no século XIX, "necessity is the mother of invention", rapidamente engendrei esta salada  que acabou por agradar a toda a gente.

Deixo então aqui uma sugestão para esta transição estival.


Ingredientes para 6 pessoas
4 ovos
3 latas de atum
1 lata de grão
1 lata de feijão verde rolo
4 cenouras (uma para raspar às tirinhas e 3 para cozer a vapor)
4 courgettes pequenas
1 cebola pequena
salsa picada
3 tomates
azeite
vinagre balsâmico


Modo de Confeccionar


Fiz os ovos mexidos numa frigideira, aos quais adicionei sal e pimenta moída na hora. Reservei.


Cozi as courgettes e 3 cenouras a vapor.


Retirei o atum, o grão e o feijão verde das latas e coloquei-os numa tigela de vidro e adicionei a cebola e a salsa picadas e a cenoura raspada.


Temperei com azeite e vinagre.


Acompanhei com os legumes cozidos a vapor e com uma saladinha de tomate temperada à parte.




Bom apetite!


Patrícia

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lasanha com sabor a lula

Olá a todas, já algum tempo que não deixava a minha contribuição aqui, pois as férias fazem dessas coisas. Também "abandonei" o meu cantinho durante uns dias que decidi tirar para sair daqui deste "casúlo" tranquilo (ilha) e rumar ao movimento da capital e claro não podia deixar de ir visitar o meu Alentejo que está num pequeno cantinho no meu coração.
Há quem tire férias para descansar e há outros, como eu que gostam de tirar férias para sair do sossego. Eu adoro a minha ilha, mas sinto falta de vez enquando de mudar para "ares" mais movimentados, não tivesse eu vivido uns bons anos da minha vida no continente. Gosto porque cresci e aprendi muita coisa que não teria tido oportunidade de conhecer se não tivesse saído daqui. Lembro-me que quando vim para cá houve uma pessoa que me disse " Susana, quando chegás-te aqui eras uma moça e agora sais uma mulherzinha" , estas palavras saíram da boca de uma pessoa com muita experiência de vida e a qual devo muito do meu conhecimento, foram palavras que ficaram gravadas e que nunca irei esquecer.
Bom, mas passando à receita... dessa vez trago uma receita que serviu para aproveitar o recheio que fiz para rechear uma lula grande que fiz para o dia da mãe. Fiz com quantidade a mais mesmo a pensar fazer uma lasanha, porque o meu filho não é muito "adepto" de lulas e assim comia sem se aperceber...o que não aconteceu! hehehe


Ingredientes:

Recheio de carne moída com tentáculos de lula
Tentáculos e barbatanas da lula
2 cebolas médias picadas

5 dentes de alho picados
2 folhas de louro
1 lata de tomate frito
1 pimento vermelho picado
1 lata pequena de ervilhas
1 caldo de peixe
Vinho branco para refrescar
Sal q.b.
Mistura de pimentas em pó
1 c. de sopa de massa de malagueta
Azeitonas pretas em rodelas

1 embalagem de lasanha fresca
3 fatias de queijo flamento
200 ml de natas de soja
Pão aromatizado com coentros

Fiz assim:
Num tacho largo fiz um refogado com azeite, as folhas de louro, a cebola e os alhos picados e o pimento. Quando a cebola se apresentava mole juntei o tomate frito, envolvi bem e depois de começara ferver refresquei com um pouco de vinho branco.
Adicionei a carne moída e os tentáculos da lula picados, temperei com o caldo de peixe, o sal e a massa de malagueta, envolvi tudo e deixei refogar mexendo ocasionalmente.
Quando a carne se apresentava cozida acrescentei as ervilhas lavadas e escorridas e as azeitonas e deixei ferver. Retifiquei os temperos e reservei.
Untei um pirex com óleo em spray e forrei com fatias de lasanha e por cima distribuí um bocado do recheio e assim sucessivamente, a última camada é de massa. Por cima coloquei o queijo (era o que tinha no momento), depois as natas e por último polvilhei com o pão aromatizado e levei ao forno a assar.



E assim todos ficaram contentes com o almoço, mesmo o meu filho que notou logo o sabor a peixe!

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos                                                                                             Susana

domingo, 24 de abril de 2011

Lombos de Salmão com Molho de Mostarda

Ingredientes


4 lombos de salmão


1 cebola grande


50 gr de manteiga

1 colher de sopa de farinha


100 ml de vinho branco


200 ml de natas


1 colher de sopa de mostarda


sal e pimenta moída q.b.






Preparação


Alourar o salmão num pouco de manteiga e temperá-lo com sal e pimenta. Reduzir o lume e deixar cozer uns 5 minutos. Depois, colocá-lo de parte sem arrefecer. Alourar a cebola, cortada às rodelas, em mais manteiga e levar ao lume com a farinha, deixando cozer 3 minutos. Sem parar de mexer, adicione o vinho branco e deixe cozer até o molho ficar ligado. Adicione a mostarda e as natas e coloque os lombos de salmão no molho, deixando no lume mais um pouco.


PMT

sábado, 23 de abril de 2011

Lulas com 4 Feijões para o almoço de Sábado de Aleluia


Esta receita foi mais um motivo para fazer um prato de peixe, neste caso de molusco, nesta quadra Pascal.

Surgiu aquando de uma conversa telefónica com a minha amiga Raquel, Portuense de nascimento, mas quase açoriana por já cá estar há alguns, bastantes, anos.

Como vivemos agora em ilhas diferentes, temos o ritual semanal de nos falarmos ao telefone. É uma forma de conversarmos de tudo um pouco. Não nos ficamos apenas por assuntos culinários. Falamos das pessoas que conhecemos, dos alunos que tivemos em conjunto, das nossas famílias e projectos, das lojas que abriram e das que já fecharam, de dietas e chás….

E temos ambas o seguinte em comum: vemos o cozinhar como uma necessidade terapêutica.

A receita da Raquel foi retirada do Bimby4All, e consistia numa feijoada de chocos.

A que fiz, e apresento, sofreu algumas adaptações, fruto da minha criatividade e do que havia em casa.

Ingredientes para 6 pessoas

1500gr de lulas, já limpas, descongeladas e escorridas
1 lata de tomate frito
1 lata de feijão preto (das pequenas)
1 lata de feijão vermelho (das pequenas)
1 lata de feijão manteiga (das pequenas)
1 lata de feijão branco (das pequenas)
50 gr de bacon fumado (eu fiz com linguiça)
1 copo de vinho branco
1 cebola média
4 dentes de alho
Azeite
Sal
Especiarias ( pimenta preta moída na hora, mistura de especiarias para peixe)
1 caldo de marisco

Modo de Confeccionar

Fiz um refogado com a cebola, os alhos e o azeite. Adicionei a linguiça e as lulas e envolvi com a colher de pau durante um minuto ou dois. Juntei o tomate triturado e deixei ferver. Adicionei o vinho, o caldo de marisco e os temperos e escorri as caldas das diferentes latas de feijão para dentro do tacho. Deixei cozinhar cerca de trinta minutos. Inseri os diferentes feijões e deixei continuar a cozinhar mais dez minutos. Após a cozedura, deixei tudo abafado mais uns quinze minutos até servir.

Acompanhei com arroz de delícias e açafrão, que publicarei em breve.




Bom Apetite!


Patrícia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sopa de Peixe

Ainda outro dia, estava a conversar com uma amiga acerca daquilo que significava a Páscoa. Ao contrário da visita pascal, do folar obrigatório, e das mesas fartas, com ricos cabritos e leitões assados, as nossas tradições insulares foram sempre muito mais “light”.

É verdade que havia a missa de Páscoa. É verdade que havia uma versão melhorada do jantar. É também verdade que as amêndoas lá apareciam no fim da refeição. Daquelas grandes e gordas e coloridas, cheias de açúcar, compradas a retalho no Zeferino. Mmmmm, que bem sabiam aquelas amêndoas da avó Maria.

Vim para casa com uma certa nostalgia daquilo que me lembrava ser a Páscoa ideal, sem as prateleiras a abarrotarem de ovos de chocolate de todos os tamanhos e feitios e de dezenas de pacotes de amêndoas, de dezenas de marcas diferentes. Fiquei triste!

Hoje, lembrei-me que estava a terminar a época pascal e que quarenta dias tinham passado num ápice. Quando era uma jovenzinha, passar esse período era um pesadelo, levava uma eternidade. Recordei as terríveis sextas-feiras, passadas com a nossa catequista, a fazer a via sacra na igreja e a rezar longos terços, que se ofereciam a todos os santos e a mais quantas pessoas já mortas e enterradas e que nem sequer tínhamos conhecido. Lembrei-me de chegar a casa, a pensar naquele resto de carne assada que me apetecia comer, apenas para constatar que tinha de engolir aquela sopa de peixe que eu detestava e que qualquer adolescente que se prezasse também odiaria. Lembrei-me de não poder brincar aos bailinhos de Carnaval com os meus irmãos e vizinhos (éramos mesmos tolinhos) ou de poder ouvir música na rádio porque era pecado e Deus castigava! Lembrei-me de ter de ir com a tal catequista (Deus a tenha) à paróquia, em grupo, confessar os nossos pecados, senão Deus castigava! Lembrei-me de que tinha de abdicar de coisas que eu adorava porque a catequista achava que sim (Lá se passavam uns quantos episódios da Tieta que eu não podia ver). E tinha de jejuar na quarta-feira de cinzas, ou então Deus castigava!

Eram tantas as regras e tantas as proibições que dei comigo a pensar que, afinal, gosto mais da Páscoa agora do que antigamente, apesar de ser mais comercial e apesar da avó Maria também ter evoluído porque agora só oferece amêndoas de chocolate!

Mas, pelo sim ou pelo não, não vá o diabo tecê-las ou Deus castigar-me, continuo a comer peixe às sextas, durante a quaresma e na quinta-feira santa, por isso, decidi fazer hoje a tal sopa de peixe que eu aprendi a adorar!



Para 4 pessoas

Ingredientes:

1 cebola média

2 dentes de alho

1 tomate maduro pelado (eu usei meia lata pequena de tomate aos pedaços)

Polpa de tomate q.b.

Coentros

1 peixe inteiro para cozer à escolha (usei red fish médio)

Azeite q.b.

2 punhados de arroz ou 2 batatas médias (usei o arroz)

1 litro de água (vão verificando se é preciso mais um pouco)

Sal q.b.



Preparação:

Picar a cebola e o alho. Refogar num pouco de azeite. Assim que estiver douradinho, juntar o tomate e a polpa e deixar apurar. Juntar os coentros e também deixar tomar o gostinho. Juntar a água (ponho, inicialmente, só metade), um pouco de sal e o peixe. Deixar cozer o peixe. Assim que estiver cozido, retirá-lo, tirar as espinhas e a pele e desfiá-lo para dentro do preparado. Juntar o resto da água e rectificar o sal. Assim que levantar fervura, juntar o arroz e deixar cozer, tendo cuidado para não deixar cozer demais, pois o calor acaba de abrir o arroz al dent.

Uma receita simples e saborosa! Boa Páscoa, amiguinhas!

Rosa


Bacalhau de Coentrada



Apesar de, na casa dos meus pais, durante a Quaresma, nunca comermos carne às sextas-feiras, confesso que cá em casa não ligamos muito a essas tradições. No entanto, a proposta que vos trago hoje é, como não poderia deixar de ser, um prato de peixe, adequado à época: Bacalhau de Coentrada. Retirei-a d'O Livro de Pantagruel e gostámos bastante. O Manel, que não apreciava bacalhau, rendeu-se. Adorou! Transcrevo-vos a receita, tal como está no livro. Sem tirar nem pôr.
Um  beijinho e boa Páscoa para todas as participantes neste blogue e para todos quantos nos lêem.
Ilídia


Ingredientes:
Bacalhau demolhado, 1,200 kg
Batatas cozidas em cubinhos, 1,600 kg
Cebolas picadas, 3
Alhos picados, 2
Salsa picada, 1 raminho
Sementes de coentros, 30 (não usei)
Coentros frescos com pés, 10 g
Azeite, 1 ½ dl
Leite, 1 dl
Água de cozer o bacalhau, 3 dl
Margarina, 8 c. de sopa
Farinha, 8 c. de sopa
Coentros picadinhos, 6 c. de sopa
Natas, 4 dl
Sal, pimenta, sumo de limão e margarina para untar, q.b.

Coze-se o bacalhau, reserva-se a água, limpa-se das peles e das espinhas e faz-se em lascas. Tiram-se os pés aos 10 g dos coentros e pisam-se as folhas num almofariz com os grãos dos coentros. Leva-se o azeite ao lume com as cebolas, os alhos, a salsa e tapa-se para cozer a cebola, mas sem deixar fritar. Junta-se o bacalhau, sempre em lume brando, mistura-se bem no refogado durante um ou dois minutos, e, em seguida, os cubinhos de batata, revolvendo e misturando tudo bem. Retira-se do lume e, à parte, derrete-se a margarina, incorpora-se a farinha, deitam-se o leite e a água do bacalhau, devidamente coada, deixando fervilhar em lume brando até a farinha cozer. Tira-se do lume, tempera-se com sal, pimenta, sumo de limão e juntam-se os coentros picadinhos, ligando-os bem ao molho, com o qual de envolve o bacalhau. Untam-se dois tabuleiros, que possam ir à mesa e ao forno, com margarina, enchem-se até 2 centímetros da borda com o composto do bacalhau e espalham-se as natas sobre as superfícies. Vai ao forno quente (250 graus) para gratinar, o que demora 20 a 25 minutos.
Nota: Porções para 8 a 10 pessoas.

SEGREDOS E CONSELHOS (Também do livro)
Quando se põe o bacalhau de molho, há vantagem em juntar à água uma colherinha de bicarbonato de sódio, que contribui para tornar o peixe muito mais brando. 

sábado, 16 de abril de 2011

Tortas à Moda da Ilha do Pico

Este prato costumava ser servido na ilha do Pico aos homens que eram contratados para

trabalhar nas terras: no cultivo da batata, do milho...

Servia de almoço e era carregado à cabeça dentro de panelas em cesto de vimes pela

esposa do dono dos terrenos.


Por que se chamam tortas?

Talvez pelo formato. Não consegui apurar. Mas é muitas vezes confeccionado para

aproveitamento de sobras cá em casa.


Hoje foi o meu almoço.

Deliciem-se!



Ingredientes:

sobras de peixe ou carne ( usei 3 lombos de salmão)
pão caseiro da véspera (usei uma fatia grossa de pão caseiro)
ovos (usei 8 ovos)
cebola (usei 1 pequena )
sal
fermento royal (2 colheres de chá)
colorau (1colher de sobremesa)
salsa (1 molhinho para as tortas e outro para o molho)
vinagre  (2 colheres de sopa)
água ( 1 copo grande)


Modo de confeccionar:


Antigamente os ingredientes eram moídos no moínho de ferro tradicional.
Hoje, pica-se no 123 a cebola, a salsa, o pão e os restos de peixe ou carne.
À parte batem-se os ovos e adiciona-se o preparado anterior e 2 colheres de chá de fermento ROYAL.
Vai a fritar, às colheradas grandes, em óleo.
Vai-se colocando as tortas num tacho.
Para o molho usa-se a mesma tigela na qual se deixou um resto do preparado. Adiciona-se o colorau, o sal, a água e o vinagre. Deixa-se levantar fervura e depois coloca-se a salsa picada. Põe-se este molho por cima das tortas e abafam-se com a tampa para incorporarem o molho nelas.


Servem-se acompanhadas de batata doce ou inhame cozido e pão de milho frito.

Patrícia

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bacalhau Assado com McCain Country Potatoes

Trago-vos uma brejeira introdução à minha receita de Bacalhau Assado.

É brejeira porque é apenas uma anedota sem exigência de profundidade de interpretação .


O Sal do Bacalhau


Na escola:
— Diga lá o menino porque é salgada a água do mar...


Resposta:
— Porque tem bacalhau lá dentro.


Este bacalhau que vos apresento também é salgado e tive mesmo de o demolhar durante dois dias por ser só constituído por lombos altos de bacalhau. 
Para assar no forno, os lombos traduzem o tabuleiro em maior riqueza e melhor apresentação.

Bom apetite!

Patrícia



Ingredientes
 
8 lombos de bacalhau
azeite
alho fresco picado ( 6 dentes)
alho em pó
pimenta branca e preta
1kg de batatas MacCain pré-fritas de ervas aromáticas
 
Modo de Confeccionar
 
Colocar as batatas Mac Cain na Actifry, mesmo sem óleo, durante 20 minutos.
 
Dispor num tabuleiro ou pirex de ir ao forno os lombos de bacalhau que foram previamente fervidos em água e leite.
 
Picar alho por cima e à volta dos lombos. Polvilhá-los com pimenta branca e preta e alho em pó.
 
Regar abundantemente com azeite. Levar ao forno até fervilhar o azeite e alourar ligeiramente o bacalhau.
 
Juntar as batatas fritas na Acifry e envolvê-las no azeite. Regá-las com um fio de azeite se for preciso.
 
Vai ao forno mais 10 minutos.
 
 
Apesar desta receita não ser um aproveitamento de bacalhau, ou seja, propriamente económica, deixo-vos com esta reflexão de Miguel Esteves Cardoso.
 
"A base de uma cultura gastronómica é sempre a pobreza - bem dizem os ingleses que a necessidade é mãe da invenção. Ou alguma vez o nosso receituário de bacalhau seria tão rico como é se o bacalhau, durante os séculos em que estimulou a criatividade caseira, estivesse ao preço que está hoje? Quem inventaria as iscas se pudesse comer sempre bifes do lombo?"




terça-feira, 5 de abril de 2011

Lasanha de salmão com espinafres

              Em época de avaliações, cansadíssima, com poucas horas de sono, chego a casa com vontade de cozinhar. Sem Bimby, no fogão, à moda antiga, mexendo pacientemente. É esta a minha terapia.



             Ingredientes:

             400 g de espinafres

             350 g de restos de salmão grelhado, em lascas

             2 colheres (de sopa) de azeite

             Placas de lasanha (frescas)

             Pão ralado aromatizado com coentros

             Queijo ralado (usei uma mistura de queijos, que incluía queijo azul)


             Ingredientes para o molho Béchamel:

             750 g de leite

             40 g de manteiga

             75 g de farinha

             Sal, pimenta e noz moscada

             Num wok, pus 2 colheres de azeite e o alho, picadinho. Quando começou a alourar, juntei os espinafres e deixei saltear. Adicionei o salmão e deixei cozinhar uns 5 minutinhos, mais coisa menos coisa. Reservei.
            Entretanto, na Bimby (pronto, confesso, afinal usei-a para o molho), coloquei o leite, a manteiga, a farinha, o sal e a pimenta e programei 8 minutos, 90 graus, velocidade 4.
            Num pirex, montei a lasanha, pela seguinte ordem: mistura de salmão, Béchamel, placas de lasanha, repetindo as camadas enquanto havia ingredientes (gosto de mais camadas, mas como não tinha muito recheio, só consegui duas de cada – deveria ter usado um pirex menor). Sobre a última camada de massa, coloquei queijo e finalizei com pão ralado aromatizado com coentros.
             Levei ao forno a gratinar e servi, acompanhada com salada e um copo de vinho tinto, que o meu filho fez o favor de entornar no tapete da sala de jantar.

                                                                                      Ilídia

sábado, 26 de março de 2011

Sopa de Peixe da Minha Avó


É à minha avó materna que devo algumas das melhores recordações da minha infância. Lembro-me do fascínio com que a ouvia falar das suas memórias dos anos 40, de como os pais das meninas “de bem” as obrigavam a esconder-se dos soldados que por cá se encontravam por altura da Segunda Guerra Mundial, lembro-me de me ter falado pela primeira vez dos amores de Pedro e Inês, de me ter cantado A Moleirinha, de Guerra Junqueiro, que aprendera na sua escola primária, durante o Estado Novo, lembro-me de me ter ensinado as primeiras letras, através da Cartilha Maternal, de João de Deus, e do entusiasmo com que pegava na “minha” cartilha e rumava à casa dela, que morava perto de nós, num tempo em que crianças com cinco anos ainda podiam sair à rua sozinhas, pois o trânsito não era tão perigoso como o de hoje em dia.
Por vezes, pedia à minha mãe para passar lá a noite. Sabia-me tão bem ser mimada…
Na casa da avó, rezava-se o terço todas as noites e eu, como hóspede, participava no ritual. De seguida, via-se um pouco de televisão (não muita, pois no final dos anos 70, nos Açores, o único canal existente era a RTP Açores, e a emissão acabava cedo, ao som do hino dos Açores). De manhã, bebíamos o leite com cevada, que tinha que esperar pacientemente, na cafeteira de esmalte azul, até que o pó assentasse.
Lembro-me do meu avô a chegar da pesca, com o seu baldinho com peixe, e de eu saltitar à volta da minha avó, enquanto ela amanhava o peixe para fazer esta sopa, com a qual participo no desafio “Conte-me a sua receita”, promovido pelo blogue www.cincoquartosdelaranja.blogspot.com.


Ingredientes:
1 cebola grande, picada miúda
3 dentes de alho, picados miúdos
1 colher de sopa de banha
2 colheres de sopa de polpa de tomate
2 colheres de sopa de vinagre
1 colher de sopa de manteiga
Água (a terrina onde se vai servir a sopa, cheia)
4 peixes (boca-negra, dos mares dos Açores, ou outro peixe branco, de escama)
1 raminho de salsa
Pão de véspera, cortado em fatias finas

Primeiro, a minha avó cortava os peixes a meio e temperava-os com sal. Fritava-os em óleo ou banha e reservava-os.
Fazia um refogado com a banha, a cebola e o alho, até estarem douradinhos. Juntava a polpa de tomate, o vinagre e a manteiga e deixava refogar bem. Adicionava as batatas, cortadas às rodelas finas, e um rabo do peixe reservado, para dar gosto ao refogado. Acrescentava a água a ferver e deixava cozinhar, até ficar bem apurado (45 minutos, aproximadamente), e as folhinhas da salsa, ripadas.
Na hora de servir a sopa, misturava o resto do peixe reservado com o caldo.
Enchia a terrina com o pão cortado e punha por cima o caldo, com a batata e o peixe, tendo o cuidado de o peixe ficar por cima do pão (o peixe que não cabia na terrina era servido numa travessa, a acompanhar a sopa).

Agora, vou comer uma sopa de peixe e, a cada colher, fechar os olhos e acreditar que foi feita pela minha avó, com peixe fresquinho, pescado pelo meu avô.

Ilídia
Notas:
1 - A terrina da fotografia pertencia à minha avó e a toalha em crochet foi ela que fez para o meu enxoval, numa altura em que eu pouco ligava a essas coisas. Agora, não só dou importância a estes pormenores, como os exibo com orgulho.
2 – A Cartilha Maternal que aparece na fotografia é um fac-simile oferecido pelo Expresso, em 6 de Janeiro de 1996. Perguntei à minha mãe pela Cartilha da minha avó mas, infelizmente, perdemos-lhe o rasto.

Pizza Agri-Doce de Legumes e Atum sem Queijo

A Primavera é o despontar da cor. Hoje trago-vos a minha Ode à Primavera.

Pizza Agri-doce de Legumes e Atum sem Queijo








Esta receita resulta sempre bem e é do agrado de todos. Hiper...hiper fácil de fazer, se tivermos a ajuda preciosa da Bimby para a massa. Com ela é, de facto, uma limpeza de mãos.

O livro Massas e Doces da Bimby apresenta-a como Coca de Atum.

Tive como base esta receita, mas adaptei-a para pizza, adicionando-lhe tomate perfumado com ervas em cima de uma massa de pizza integral, que também consta do livro acima mencionado.

Ingredientes para a Massa:

170 gr de água
30 gr de azeite
15 gr de fermento de padeiro fresco ou 1 colher de chá de fermento de padeiro seco
1/2 colher de chá de sal
200 gr de farinha integral
100 gr de farinha tipo 65

Preparação da Massa:

Coloquei no copo da Bimby todos os ingredientes excepto a farinha e programei 1,30 Min/37ºC/Velocidade 1.

Adicionei as farinhas e programei 1Min/Vel amassar. Retirei e deixei que levedasse em local morno até dobrar de volume.

Numa superfície polvilhada com farinha e com a ajuda de um rolo, estendi a massa e coloquei-a num tabuleiro em cima de papel vegetal levemente pulverizado com óleo (uso um spray fantástico)

Ingredientes para o Recheio:

100 gr de cebola
100 gr de pimento vermelho
100 gr de pimento amarelo ou verde
25 gr de azeite
2 ou 3 latas de atum, bem escorrido
1 lata pequena de milho doce
azeitona preta descaroçada
pickles diversos picadinhos
base de tomate para pizza aromatizada com basílio e oregãos

Preparação do Recheio:

Coloquei no copo da Bimby a cebola, os pimentos, o azeite e piquei 6 seg/vel 4. Juntei o atum o milho, a azeitona e os pickles. Envolvi com a espátula.


Por fim, coloquei por cima da massa de pizza o molho de tomate aromatizado, espalhando-o com uma colher, e os restantes ingredientes constantes do copo.

Já tinha previamente aquecido o forno. Coze cerca de 20 minutos

Quem quiser pode adicionar queijo. Não o fazendo, obtemos uma receita mais light.


Vai uma fatia?

Bons cozinhados!       Patrícia

terça-feira, 22 de março de 2011

Tamboril à marroquina

Há pratos consensuais, que agradam a quase toda a gente. Não é o caso deste, que retirei do blogue www.paoebeldroegas.blogspot.com . Este prato não é para pessoas que torcem o nariz a ingredientes diferentes pois, não tendo na sua composição nada estranho, os sabores são combinados de forma pouco vulgar (o peixe associado às especiarias não é algo comum, pelo menos na cozinha portuguesa). Eu adorei. O meu marido detestou.

Ingredientes (para duas pessoas, fiz apenas meia receita):
       ·         800g de cubos de tamboril

·         2 colheres de sopa de azeite

·         1 cebola grande, em rodelas finas

·         uma pitada de fios de açafrão (usei o parente pobre, açafrão das Índias)

·         1 colher de café de canela

·         1 colher de chá de coentros moídos (não usei)

·         3 vagens de cardamomo (não estava na receita original, mas eu ando perdida por estas sementinhas)

·         1 colher de café de cominhos

·         1 colher de café de açafrão em pó

·         200g de tomate maduro ou de lata, em pedaços

·         300 ml de caldo de peixe

·         50 g de azeitonas verdes descaroçadas (não usei)

·         1 colher de sopa de sumo limão

       ·         1 molho de coentros frescos picados

·         sal e pimenta q.b..

Preparação:

      Temperei o tamboril com sal e pimenta e deixei repousar 1 hora.
       Num tacho, levei ao lume a cebola e o azeite e deixei cozinhar até quebrar, mexendo de vez em quando.
      Juntei as especiarias e deixei cozinhar durante 30 segundos, mexendo sempre.
      Acrescentei o tomate e o caldo, mexi bem e, quando levantou fervura, deixei cozinhar 15 minutos, com o tacho tapado.
      Juntei o peixe, envolvi-o bem no molho e deixei cozinhar mais 10 minutos.
      Adicionei o sumo de limão e os coentros picados, retifiquei os temperos e servi, acompanhado com arroz Thai Jasmine. A Gisela sugere também couscous para acompanhamento, o que me parece uma boa opção.

Beijinhos, Ilídia