Mostrar mensagens com a etiqueta Cozinha alemã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cozinha alemã. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Chucrute (Sauerkraut) - Parte I

     Sendo o meu marido natural da Alemanha, de vez em quando, tem saudades de alguns pratos que por lá comia e tenta reproduzi-los cá. É o caso do chucrute, “Sauerkraut” em alemão (“Sauer” = azedo; “Kraut” = couve).

     Mas o que é o chucrute? Chucrute é repolho fermentado naturalmente que adquire um sabor avinagrado. É um processo de conservação da couve, no qual os açúcares são convertidos em ácidos orgânicos pelas bactérias láticas.

     Uma pesquisa rápida na internet informa-nos de que é um alimento muito importante na prevenção do cancro, além disso, é riquíssimo em Vitamina C. Não é por acaso que a partir do século XVIII os marinheiros passaram a comer chucrute nas suas longas viagens para prevenir o escorbuto.

     Chucrute é um prato típico da Alemanha, mas é consumido em várias partes do mundo como nos EUA e Brasil.

     Mas onde comprar chucrute? Na ilha Terceira, é impossível; no entanto, no continente, nalgumas grandes superfícies e em cadeias de supermercados alemães (LIDL e ALDI), é possível encontrá-lo enlatado. Sendo assim, o meu marido decidiu produzir o seu próprio chucrute de maneira tradicional. Para tal, é necessário apenas um pote, repolho(s) e sal. Na Alemanha há ainda quem adicione ao processo de fermentação alcaravias, endro e bagas de zimbro (ingredientes difíceis de encontrar em Portugal). O meu marido já tinha feito “Sauerkraut” há tempos atrás num recipiente de plástico, mas, desta vez, encomendou da Alemanha um “Gärtopf” (“Gär” = fermentação; “topf” = pote) que traz algumas vantagens ao processo, adiante explicitadas.



Ingredientes:

repolhos (3,8kg)

150gr sal (4% do peso do repolho)



     Comece por retirar as folhas externas e/ou danificadas do repolho. Não ponha essas folhas no lixo, pois serão necessárias mais adiante. Corte os repolhos de forma grosseira, de modo a que possam (aos poucos) ser introduzidos no copo da Bimby para serem laminados (4/5 segundos, velocidade 5). Se não tiver Bimby, pode utilizar um raspador. Misture o repolho laminado com o sal.

      Introduza o repolho no pote/recipiente que escolheu e, à medida que vai enchendo o pote, pressione a couve de modo a comprimi-la. O meu marido usou uma colher de pau mas um espremedor de batata também é útil. O que vai acontecer é que o repolho vai libertando um suco muito importante para a fermentação. De seguida, temos de isolar a couve de forma hermética. Para tal, devemos colocar as folhas externas do repolho inicialmente retiradas por cima da couve laminada. Além disso, é necessário arranjar um peso que faça com que a couve fique sempre submersa no líquido. Para tal, terá de procurar um prato que seja sensivelmente do mesmo diâmetro que o interior do seu recipiente. 

     Ponha algo pesado em cima do prato (um jarro de água, uma pedra…). No nosso caso, não foi necessário procurar esse peso, uma vez que o “Gärtopf” traz umas pedras semicirculares para pressionar a couve. Quem não tem o referido pote, ainda deve colocar saco(s) de água à volta do peso, de modo a ter a certeza de que não entra ar para a couve. No caso do nosso pote, tapa-se com a tampa e enche-se a beira do pote com água, de modo a que a couve fique hermeticamente selada. Tal é necessário, dado que as bactérias láticas são microaerófilas, isto é, desenvolvem-se melhor quando a concentração de oxigênio for bastante baixa. De seguida, a couve incubará à temperatura ambiente durante 2 a 3 semanas. A temperatura ótima para a fermentação é de 18º C a 21º C. Passado esse tempo, o chucrute pode ser consumido cru, ou então confecionado mediante uma receita publicada no fim do processo de fermentação (receita a ser publicada –Chucrute Parte II).



PMT

domingo, 18 de setembro de 2011

Envelope de maçã, sultanas e canela

Esta receita não é mais do que um Strudel de maçã adaptado. Digo adaptado porque não o fiz com massa caseira. Utilizei embalagens de compra de massa folhada e quebrada, que são um auxílio para a maioria das cozinheiras.

Em vez de dar a forma de rolo, resolvi colocar no meio da massa maçã cortada aos cubinhos, que envolvi em açúcar, canela e sumo de meio limão. A este preparado adicionei sultanas douradas previamente embebidas em vinho do Porto (a receita original não contempla esta iniciativa alcoólica)

Fiz dois envelopes, um de massa folhada e outro de quebrada.
Abri o primeiro rolo, mas deixei a folha de papel vegetal  e coloquei os ingredientes já misturados no meio da massa de alto a baixo. Fechei o envelope.

Fiz o mesmo para o segundo rolo.

Pincelei com gema de ovo, mas não coloquei açúcar pilé por cima, como a receita original.

Fiz três cortes ligeiros na diagonal em cima de cada envelope.

Preparei tudo em cima de um grande prato de vidro de piza de ir ao forno e aconcheguei os dois envelopes para irem ao mesmo tempo ao forno.

Preparei esta sobremesa em 10 minutos, basicamente o tempo de descascar e cortar as maçãs.

Depois o forno fez o resto e muito rapidamente.


Ingredientes para 2 envelopes

1 embalagem de massa folhada
1 embalagem de massa quebrada
5 maçãs - 3 Reineta grandes e 2 Royal Gala médias
sumo de meio limão (também se pode colocar alguma raspa)
açúcar e canela a gosto
100 gramas de sultanas douradas
vinho do Porto qb

Todos gostámos muito.


Deixo-vos uma mensagem doce dentro do envelope.

Um bom domingo!

Patrícia

domingo, 10 de abril de 2011

Pfannekuchen

       Apesar de se parecerem com crepes, as  Pfannekuchen estão longe de o serem e muito menos se assemelham a panquecas pela sua textura e sabor únicos. Confesso que me limitei a observar o meu “chefe de cozinha”, ihihihihih. Esta receita alemã foi servida com banana frita e compota ora de morango ora de tamarilhos (“Doce de Aproveitamentos” feito na Bimby com fruta fresca, pág. 98 do livro Base).

Ingredientes para 5/6 Pfannekuchen:

8 colheres de sopa de farinha
3 ovos
1 pitada de sal
1 colher de sopa de açúcar
Leite q.b.

Modo de preparação:
Juntar num recipiente os ovos, a farinha, o sal e o açúcar. Bater tudo muito bem. De seguida junta-se o leite que for necessário até se obter uma massa homogénea e fina. Antes de as preparar, deve-se deixar repousar, no mínimo, 30 minutos. Estas devem ser bem fininhas e outro segredo está também em adicionar uma colher de sopa de manteiga na frigideira de cada vez que se fizer uma Pfannekuchen. Depois de enroladas, polvilhá-las com açúcar em pó.


PMT



sábado, 12 de março de 2011

Rinderrouladen mit Apfelrotkohl

Aqui vai mais um prato germânico executado pelo meu marido. É trabalhoso, mas vale a pena. Chama-se Rinderrouladen mit Apfelrotkohl, ou seja, Bifes de Novilho enrolados e servidos com Couve-roxa e Maçã.



Rinderrouladen

Ingredientes (para 6 Rinderrouladen):

6 bifes de novilho (o mais fino possível)
1 frasco de pepinos em vinagre
150 gr de toucinho
Bacon e/ou presunto
Mostarda Dijon
Sal
Especiarias de tempero para bifes
1 cebola
1 tomate
1 cenoura
1 lata de cogumelos inteiros
Banha de Porco
Margarina
Vinho

Batem-se os bifes. O lado do bife que vai ser recheado é temperado com sal e especiarias para bifes. De seguida, barrar o bife com mostarda. Depois, colocar em cima da mostarda cerca de 4 a 5 tiras de toucinho (+/- 3 a 4 cm de comprimento, 0,5 cm de espessura); entre cada tira de toucinho, colocar metades de pepinos. Colocar ainda um pouco de bacon às tiras e picar um pouco de cebola por cima. Enrolar o bife.
Derreter a banha e a margarina num tacho e dourar os bifes, temperando-os com sal. É natural que os bifes destilem bastante água. Assim, é necessário coar essa água (não deitar fora! Aproveitá-la para regar o estufado mais tarde!) e voltar a colocar margarina para continuar a alourar os bifes enrolados. Quando estiverem dourados, acrescentar a água que foi coada, vinho, 1 tomate aos cubos, 1 cenoura às rodelas, 1 cebola às meias luas, 1 lata de cogumelos inteiros. Deixar estufar tudo durante cerca de 1 hora. É necessário ir verificando o líquido; se necessário, acrescentar água.




Apfelrotkohl

1 couve-roxa pequena/média
2 maçãs (verdes)
2 cebolas
100g de banha de porco
1/3 de um pau de canela
2 colheres de sopa de açúcar
Sal fino q.b.
5 colheres de sopa de vinagre
10 bolas de pimenta “Jamaica”
1 folha de louro

Raspar em tiras a couve e as maçãs; refogar as cebolas picadas em banha até ficarem translúcidas e juntar a couve; envolver tudo muito bem e deixar cozer durante 10 minutos com a tampa do tacho tapada; depois, acrescentar as duas maçãs raspadas, envolver tudo e acrescentar a pimenta, o louro, o sal, o vinagre, o açúcar, a canela e mexer tudo muito bem. Deixar cozer 1 hora com o lume no mínimo e a tampa no tacho. Mexer de vez em quando e verificar se existe líquido no fundo (é bom que haja) a fim de evitar que esturre (se necessário, adicionar um pouquinho de vinho p não esturrar).



PMT

quarta-feira, 9 de março de 2011

Streuselkuchen

Aqui vai mais uma receita alemã. “Streuselkuchen” é o nome de um dos bolos preferidos que o meu marido comia, na infância, na sua terra natal.

Ingredientes para a massa:
1 ovo
200 gr de manteiga
100 gr de açúcar
300 gr de farinha
1 pacote de açúcar baunilhado
15 gr de fermento para bolos

Ingredientes para a cobertura (“streusel”):
350 gr de farinha
150 gr de açúcar
250 gr manteiga
1 colher de sobremesa de canela
1 pitada de sal

Ingredientes para o recheio:

2 latas de “Pie filling cherries” (pode optar-se por outro tipo de fruta)

Modo de preparação:
Colocar todos os ingredientes para a confecção da massa num recipiente e amassá-los até a massa ficar fina, deixar repousar 30 minutos. Colocar a massa numa tarteira. Cobrir essa massa com duas latas de “Pie filling cherries” (pode optar-se por outro tipo de fruta).
Para fazer a cobertura (“streusel”), misturar o açúcar, canela, sal e manteiga (derretida num tacho); cobrir com a farinha e envolver com os dedos até se obter uns granulados. Distribuir os granulados por cima do recheio e polvilhar com canela. Vai ao forno durante cerca de 45 minutos a 190º. Caso sobrem muitos granulados, congele-os para os usar numa outra vez.

PMT

segunda-feira, 7 de março de 2011

Frikadellen - Receita alemã

Hum, há já algum tempo que não me deliciava com uma frikadellen, comida típica alemã vendida em quiosques, nas ruas de Colónia. Sabem ainda melhor no local de origem… a neve a cair enquanto se aquece o bucho e a alma, ihihih, mas como não posso lá ir a torto e a direito… então, nada como matar saudades aqui mesmo neste cantinho do mundo que é a nossa ilha Terceira!!! Bom apetite!

Frikadellen - Receita alemã

Ingredientes para cerca de 8 hamburgers:

+/- 500gr de carne de porco moída
2 fatias de pão de forma (ou um papo-seco)
metade de um pimento cortado aos bocadinhos pequenos
1 cebola (tamanho médio)
2 ovos
1 colher de sopa de Mostarda
Sal fino a gosto
Alho em pó ou moído

Modo de preparação:

Pica-se a cebola à qual se junta a carne moída; adiciona-se o pão esmigalhado que foi demolhado num pouco de água quente e espremido para lhe retirar a água; adicionar o pimento picado e meia colher de sopa de mostarda; temperar com sal q.b. e alho em pó. Adicionar 2 ovos batidos e amassar tudo muito bem amassado até se obter uma pasta homogénea. Moldar o preparado com as mãos (como se fossem hambúrgueres, mas mais cheiinhos) e fritar. Come-se dentro de um pão com mostarda por cima do Frikadellen.

PS: costumo aumentar as quantidades e congelo para ter sempre à mão uma comidinha apetitosa, pois, sem ser no pão, pode comer-se uma frikadellen com qualquer outro acompanhamento (salada, batata frita, arroz, etc. Sabe sempre bem.

PMT