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domingo, 3 de julho de 2011

Espetadas de Lulas e Camarão num intervalo a José Luís Peixoto

Cada vez mais gosto de estar em casa, por casa. E este Domingo foi especialmente calmo, sem planos. A leitura recebeu, por isso, um lugar diurno de destaque. Nos outros dias, a ela confiro momentos nocturnos. Altura em que a casa pára. Quando não existem mais solicitações e afazeres. E finalmente atribuimos tempo a nós. Para mim esse tempo é destinado à leitura e ao silêncio. Nos últimos dois dias, José Luís Peixoto tem-me feito companhia com o seu Livro. Um autor de um poder descritivo inebriante. Que prende e vicia o leitor, de linha para linha, de página para página.
Conferi então um intervalo à leitura e fiz estas espetadas de lulas.

Uma refeição despretensiosa num domingo tranquilo.


Ingredientes

Lulas
Camarão
Pimento vermelho
Cebola
Tomate Cereja

Depois de espetar os ingredientes em palitos, coloquei as espetadas no grelhador e fui regando-as com o seguinte molho feito numa taça que levei ao microondas a fundir sabores.

azeite
alho em pó
1/2 cerveja mini
2 colheres sobremesa de molho inglês
mistura de ervas para grelhados
1 lima espremida e a casca dela raspada
sal fino

Acompanhei com batata cozida e tomates cereja.

Misturei um pouco de maionese, ketchup e umas gotas de tabasco e criei um molho cor de rosa, também para acompanhar.

Tudo muito simples.

Espero que gostem!


Um beijinho
Patrícia

" Acredito que a vida de um livro enquanto está nas mãos do autor não é mais importante do que quando está nas mãos do leitor. O leitor é quase sempre um autor ele próprio. É ele que dá significado às palavras e por isso até acho muito interessante quando as pessoas me vêm apontar coisas que não eram minha intenção, mas que de facto estão lá. E há muitas outras coisas que foram minhas intenções e que nunca ninguém me referiu, e no entanto também lá estão. Se calhar alguém reparou nelas ou ainda vai reparar. Tudo o que um leitor leia num livro é legítimo porque nessa fase o leitor é tudo, é ele que faz o livro"

José Luís Peixoto
in Diário de Notícias

sábado, 14 de maio de 2011

Blogger em Conflito Interior e Selo

As nossas ajudantes de cozinha, umas belas maquinetas por sinal, não nos têm deixado ficar mal. Já não posso dizer o mesmo do computador do Sr. Blogger que anda com o software a precisar de upgrade.

Mas aprendi com esta lição. Já criei uma pasta para todos os meus posts. Não vão perder-se as relíquias!
Patrícia

Gostaria também de aproveitar esta oportunidade para  agradecer, em nome de todas as cozinheiras do receitasaodesafio, o selo atribuído pelo blog acozinhadapicarota, abaixo reproduzido.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Que se Come Durante Uma Semana














Apesar de hoje não vos trazer uma receita, resolvi publicar estas imagens que têm tudo a ver 
com comida e que me fizeram reflectir sobre os hábitos alimentares associados às diferentes 
tipologias de famílias de alguns países do mundo. 

É pena o povo Português não estar aqui retratado. 
Ainda mais agora, que se fala tanto em crise, era interessante que se fizesse esta experiência 
nas várias classes sociais Portuguesas.

Dêem uma olhadela ao  tamanho da família, à dieta alimentar de cada país, à  disponibilidade 
de alimentos e à despesa com comida, durante uma semana. 


As fotos e a informação publicadas partiram do livro Hungry planet. What the world eats, de Peter Menzel. Foram publicadas em várias revistas inclusivé na Time…




1 - Alemanha:  Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação  em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares






2 - 
Estados Unidos da América:
 Família  Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1  semana: $341.98 dólares




3 - Italia:
 Família Manzo da  Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros /   $260.11 dólares






4 - México: Família Casales de  Cuernavaca
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos /  $189.09 dólares





5 - Polónia: Família Sobczynscy  de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana:  582.48 Zlotys / $151.27 dólares




6 - 
Egito:
 Família Ahmed   do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 
Egyptian  Pounds / $68.53 dólares
 


7 - Equador: Família Ayme de  Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55  dólares






8 - Butão: Família  Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1  semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares
 


 9 - Chade: Família Aboubakar do  campo de refugiados de Breidjing
  Despesa com alimentação por  semana: 685 Francos / $1.23 dólares






Dá que pensar!

Não seremos nós, até certo ponto, privilegiados?



Boa Páscoa!

Patrícia
 











 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

JÁ NASCEU!

           Nasceu, depois de algum tempo de gestação, um novo blogue, meio-irmão deste. Depois de algumas dúvidas, decidi chamar-lhe Acre e Doce. Por várias razões: primeiro, porque há nele uma oposição e não gosto de coisas demasiado lineares; segundo, porque não é um blogue com uma temática exclusiva; terceiro, porque gosto da mistura do doce com o salgado.

Diz quem tem mais do que um filho que o amor não se divide, multiplica-se. Assim, dedicar-me-ei a ambos, mesmo que tenha que dividir o meu tempo entre os dois. Claro que este, como tem outras “mães”, está mais amparado e o outro, como é só meu, precisa de uma atenção especial.

Deixo-vos uma foto da minha primeira receita. Acre e doce, claro.

Apareçam!

Um beijinho, Ilídia

sábado, 26 de março de 2011

Sopa de Peixe da Minha Avó


É à minha avó materna que devo algumas das melhores recordações da minha infância. Lembro-me do fascínio com que a ouvia falar das suas memórias dos anos 40, de como os pais das meninas “de bem” as obrigavam a esconder-se dos soldados que por cá se encontravam por altura da Segunda Guerra Mundial, lembro-me de me ter falado pela primeira vez dos amores de Pedro e Inês, de me ter cantado A Moleirinha, de Guerra Junqueiro, que aprendera na sua escola primária, durante o Estado Novo, lembro-me de me ter ensinado as primeiras letras, através da Cartilha Maternal, de João de Deus, e do entusiasmo com que pegava na “minha” cartilha e rumava à casa dela, que morava perto de nós, num tempo em que crianças com cinco anos ainda podiam sair à rua sozinhas, pois o trânsito não era tão perigoso como o de hoje em dia.
Por vezes, pedia à minha mãe para passar lá a noite. Sabia-me tão bem ser mimada…
Na casa da avó, rezava-se o terço todas as noites e eu, como hóspede, participava no ritual. De seguida, via-se um pouco de televisão (não muita, pois no final dos anos 70, nos Açores, o único canal existente era a RTP Açores, e a emissão acabava cedo, ao som do hino dos Açores). De manhã, bebíamos o leite com cevada, que tinha que esperar pacientemente, na cafeteira de esmalte azul, até que o pó assentasse.
Lembro-me do meu avô a chegar da pesca, com o seu baldinho com peixe, e de eu saltitar à volta da minha avó, enquanto ela amanhava o peixe para fazer esta sopa, com a qual participo no desafio “Conte-me a sua receita”, promovido pelo blogue www.cincoquartosdelaranja.blogspot.com.


Ingredientes:
1 cebola grande, picada miúda
3 dentes de alho, picados miúdos
1 colher de sopa de banha
2 colheres de sopa de polpa de tomate
2 colheres de sopa de vinagre
1 colher de sopa de manteiga
Água (a terrina onde se vai servir a sopa, cheia)
4 peixes (boca-negra, dos mares dos Açores, ou outro peixe branco, de escama)
1 raminho de salsa
Pão de véspera, cortado em fatias finas

Primeiro, a minha avó cortava os peixes a meio e temperava-os com sal. Fritava-os em óleo ou banha e reservava-os.
Fazia um refogado com a banha, a cebola e o alho, até estarem douradinhos. Juntava a polpa de tomate, o vinagre e a manteiga e deixava refogar bem. Adicionava as batatas, cortadas às rodelas finas, e um rabo do peixe reservado, para dar gosto ao refogado. Acrescentava a água a ferver e deixava cozinhar, até ficar bem apurado (45 minutos, aproximadamente), e as folhinhas da salsa, ripadas.
Na hora de servir a sopa, misturava o resto do peixe reservado com o caldo.
Enchia a terrina com o pão cortado e punha por cima o caldo, com a batata e o peixe, tendo o cuidado de o peixe ficar por cima do pão (o peixe que não cabia na terrina era servido numa travessa, a acompanhar a sopa).

Agora, vou comer uma sopa de peixe e, a cada colher, fechar os olhos e acreditar que foi feita pela minha avó, com peixe fresquinho, pescado pelo meu avô.

Ilídia
Notas:
1 - A terrina da fotografia pertencia à minha avó e a toalha em crochet foi ela que fez para o meu enxoval, numa altura em que eu pouco ligava a essas coisas. Agora, não só dou importância a estes pormenores, como os exibo com orgulho.
2 – A Cartilha Maternal que aparece na fotografia é um fac-simile oferecido pelo Expresso, em 6 de Janeiro de 1996. Perguntei à minha mãe pela Cartilha da minha avó mas, infelizmente, perdemos-lhe o rasto.